Criminosos estão explorando a grande popularidade do Nubank para aplicar um golpe cada vez mais comum: a falsa mensagem de “erro de sistema”. A fraude convence o cliente a refazer uma transferência Pix com a promessa de que o primeiro valor será estornado automaticamente — o que nunca acontece. A prática tem crescido em compras online, vendas em marketplace, pagamentos de serviços e até transações entre pessoas físicas.
A princípio, o esquema se aproveita da confiança que muitos usuários têm na interface simples do Nubank. Antes de mais nada, é importante entender que o banco não envia alertas de falha por terceiros, muito menos exige pagamentos duplicados. Ou seja, qualquer pedido para repetir uma operação deve ser visto como um enorme sinal de alerta.
Como funciona a armadilha do falso “erro de sistema”?
Em primeiro lugar, o golpe ocorre quando o cliente realiza um pagamento ou compra. Logo após confirmar a transação, o golpista envia uma mensagem alegando que houve uma falha. Para dar credibilidade, ele apresenta um suposto comprovante de erro, geralmente uma imagem manipulada, idêntica às telas originais do Nubank.
A dinâmica segue um padrão:
O cliente faz o Pix normalmente.
O criminoso finge que a operação “travou”.
Ele envia um print falso com mensagem de erro.
Pressiona a vítima para repetir o Pix imediatamente.
Alega que o sistema identificará duplicidade e fará o estorno automático.
Na prática, nada disso é real. O primeiro Pix entrou normalmente na conta do criminoso, e o objetivo é apenas conseguir um segundo pagamento.
O Nubank reforça em seu blog oficial que nunca solicita repetição de transações via WhatsApp, ligação, e-mail ou mensagens externas. Toda comunicação sobre falhas aparece exclusivamente no próprio aplicativo.
Quais sinais denunciam que o erro é uma mentira?
Para evitar cair no golpe, é essencial observar o comportamento da outra parte. A saber, alguns indícios deixam claro que a suposta falha é fabricada:
O vendedor envia um print de erro em vez de você ver o erro diretamente no seu app.
Há pressão para você repetir o pagamento “sem perder a reserva”.
Promete estorno imediato se a transferência “duplicar”.
Solicita transferência para outra chave Pix “de emergência”.
Os prints apresentados têm fontes ou ícones desalinhados, sinal comum de montagem.
A princípio, a única prova válida de que a transação foi concluída é o comprovante gerado no seu aplicativo. Se o valor saiu da conta e o comprovante aparece no feed, o Pix foi efetivado com sucesso.
Como diferenciar instabilidade real da fraude?
Antes de mais nada, é fundamental confiar apenas no que o seu aplicativo exibe. Em casos de instabilidade real, o Nubank apresenta mensagens claras e específicas dentro do próprio app — nunca por capturas de tela enviadas por terceiros.
Ou seja, a regra é simples:
A informação do seu app é soberana.
Prints enviados por outras pessoas não têm validade.
Veja abaixo a comparação do comportamento real x o discurso do golpista:
| Alegação do golpista (sinal vermelho) | Funcionamento real do Nubank |
|---|---|
| “O sistema travou, repita o Pix que o banco estorna o primeiro.” | Se o dinheiro saiu da conta, a transação foi concluída. |
| “Aqui apareceu erro, olha o print.” | Prints externos não têm validade; o app é a única fonte confiável. |
| “Faça o pagamento em outra chave de emergência.” | Chaves Pix não mudam por falhas do sistema. |
A princípio, qualquer situação que envolva urgência, pressão ou mudança repentina de chave Pix deve ser interpretada como tentativa de fraude.
Por que o golpe funciona com tanta gente?
O sucesso da fraude está na combinação de três fatores:
A confiança no Nubank, que é conhecido pela estabilidade do aplicativo.
A dependência de comprovantes digitais, o que facilita a manipulação de imagens.
O medo de perder uma compra ou serviço já combinado.
Golpistas exploram a pressa da vítima, usam linguagem técnica e criam um clima de urgência para impedir que ela verifique a informação no próprio app — onde veria que não existe erro algum.
Além disso, muitos usuários acreditam que o “estorno automático” é algo real. Embora o Pix possua o MED (Mecanismo Especial de Devolução), ele só é acionado em casos de fraude e jamais funciona de forma imediata ou automática.
Fiz um pagamento duplo. Como agir agora?
Antes de mais nada, a rapidez é fundamental. Se você enviou dinheiro duas vezes, siga estes passos em ordem:
1. Entre no chat do Nubank e peça o MED imediatamente
A saber, o MED (Mecanismo Especial de Devolução) permite tentar bloquear o dinheiro na conta do golpista e devolvê-lo ao pagador. O Nubank pode acionar o mecanismo desde que você comunique a fraude rapidamente.
Explique de forma direta:
Que foi vítima de golpe,
Que o pagamento foi fraudulento,
E que precisa da ativação do MED.
Quanto mais cedo o pedido for registrado, maiores são as chances de recuperação do valor.
2. Reúna provas
O ideal é salvar:
Prints da conversa,
Comprovantes das transferências,
Dados do golpista e da chave Pix utilizada.
Essas informações ajudam tanto o banco quanto as autoridades.
3. Faça um Boletim de Ocorrência online
Todas as delegacias dos estados brasileiros permitem registrar o B.O. pela internet. Detalhe o ocorrido e anexe os prints.
Esse passo é importante para:
Formalizar o crime,
Ajudar no rastreio do golpista,
E exigir medidas legais, se necessário.
4. Registre reclamação no Banco Central
Por fim, faça uma reclamação no Banco Central informando:
Que houve fraude,
Que o MED foi solicitado,
E o número do protocolo fornecido pelo banco.
Esse registro pressiona a instituição financeira a agir com rapidez.
Como se proteger dessa fraude daqui para frente
Antes de mais nada, adote como regra:
Nunca refaça um Pix porque outra pessoa pediu.
Nunca aceite prints externos como evidência de erro.
Se o seu app não notificou falha, a transação foi concluída.
Desconfie de qualquer urgência exagerada.
A saber, golpes que envolvem transferência duplicada têm aumentado justamente porque muita gente não verifica o app e se deixa levar pela pressão. Em conclusão, a sua segurança depende de atenção e da verificação direta no aplicativo do banco — e nunca de mensagens externas.
