Gás do Povo: governo esclarece regra do frete e detalha quem terá direito ao botijão gratuito até 2026

Antes de mais nada, o Governo Federal iniciou a operação do Gás do Povo em 10 capitais, oferecendo botijões gratuitos para cerca de 1 milhão de famílias de baixa renda. A princípio, muitos imaginaram que o benefício incluiria também a entrega em domicílio. No entanto, o Ministério de Minas e Energia (MME) esclareceu que o programa não cobre o frete. Ou seja, o beneficiário retira o botijão de graça, mas paga pela entrega se optar por receber o produto em casa.

O MME explicou por que adotou esse modelo. Em primeiro lugar, o governo priorizou a expansão do número de famílias atendidas. Segundo o órgão, 62% dos beneficiários vivem a menos de 1 km de uma revenda, e outros 32% estão entre 1 e 2 km do ponto credenciado. Em conclusão, a maior parte do público consegue se deslocar com facilidade até o local da retirada.

Além disso, ao exigir a retirada presencial, o governo garante que o botijão chegue diretamente à família, evitando fraudes ou desvio do benefício — problema comum no modelo anterior, baseado em repasses financeiros.

Auxílio Gás x Gás do Povo: como o novo programa muda o acesso ao botijão

Em primeiro lugar, o governo decidiu substituir o Auxílio Gás porque o valor pago bimestralmente já não acompanhava o preço real do botijão. Em outubro de 2025, por exemplo, o programa repassou R$ 108, enquanto em muitas regiões o botijão custava a partir de R$ 130.

Ou seja, o consumidor precisava complementar o valor ou acabava usando o benefício para outras despesas urgentes. Com o Gás do Povo, isso muda. O governo passa a entregar o botijão diretamente, eliminando a possibilidade de o recurso ser usado para fins diferentes.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) afirma que o novo formato também amplia o alcance da política pública. A saber:

  • Auxílio Gás atendia 5,13 milhões de famílias

  • Gás do Povo atenderá 15,5 milhões até março de 2026

Em conclusão, o programa triplicará o número de beneficiários e entregará diretamente o produto essencial para o preparo dos alimentos.

Programa busca reduzir riscos de saúde e proteger famílias chefiadas por mulheres

O MDS também ressalta que mulheres chefiam cerca de 90% das famílias atendidas pelo Auxílio Gás. Isso significa que elas estão mais expostas à chamada “pobreza energética”, recorrendo a lenha, álcool ou materiais inflamáveis para cozinhar quando o gás falta.

Ao entregar o botijão diretamente, o Gás do Povo reduz acidentes domésticos, queimaduras e complicações respiratórias. Ou seja, o novo modelo traz impacto imediato na saúde e segurança das famílias.

Retirada do botijão: saiba como funciona o processo

A princípio, a retirada do botijão no Gás do Povo funciona de maneira simples e rápida. O beneficiário precisa apenas se dirigir a uma revenda credenciada, que aderiu voluntariamente ao programa e segue identidade visual padronizada pela Caixa.

A autorização pode ser feita por quatro caminhos:

  • Cartão do Bolsa Família

  • Cartão de débito da Caixa

  • CPF do beneficiário

  • Código de validação enviado por SMS diretamente na revenda

Por fim, o governo anunciou que, a partir de fevereiro de 2026, o beneficiário poderá gerar o código de retirada diretamente no aplicativo oficial do Gás do Povo.

Se o cidadão quiser receber o botijão em casa, ele negocia o frete diretamente com a revenda, pagando o valor do serviço, já que o programa cobre apenas o produto.

Quem tem direito ao Gás do Povo

O programa estabelece critérios claros para garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa. Em primeiro lugar, apenas famílias inscritas no CadÚnico podem participar.

A saber, os requisitos são:

  • Renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 759)

  • Prioridade para famílias do Bolsa Família, com renda per capita de até R$ 218

Nesta fase inicial, o benefício está disponível em dez capitais, seguindo o número de famílias atendidas:

  1. São Paulo – 323 mil

  2. Salvador – 170,6 mil

  3. Fortaleza – 122,4 mil

  4. Recife – 101 mil

  5. Belém – 92,8 mil

  6. Belo Horizonte – 52 mil

  7. Goiânia – 42,5 mil

  8. Teresina – 37 mil

  9. Natal – 30,5 mil

  10. Porto Alegre – 24 mil

Em conclusão, o governo prevê expandir o programa para todo o país até março de 2026.

Quantidade de botijões por ano: entenda as regras

O governo definiu limites de retirada anual para organizar a distribuição e atender às necessidades reais das famílias. A saber:

  • Famílias com 2 a 3 pessoas: até 4 botijões por ano (intervalo de 3 meses entre retiradas)

  • Famílias com 4 pessoas ou mais: até 6 botijões por ano (intervalo de 2 meses entre retiradas)

Ou seja, o número de recargas acompanha o tamanho da família e o consumo médio estimado.

CPF irregular impede o acesso ao programa

Por fim, o governo esclarece que qualquer irregularidade no CPF do responsável familiar impede a entrada e a permanência no programa. Isso ocorre porque a validação do cadastro depende da situação do CPF no sistema da Receita Federal.

Em conclusão, as famílias devem manter o documento atualizado para garantir o acesso ao benefício.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.