Foi confirmado: Salário mínimo de R$2.375 está sendo pago a esses profissionais em 2026

Uma lista de profissionais brasileiros iniciou 2026 com salário mínimo garantido de R$ 2.375, valor significativamente superior ao piso nacional. Trata-se dos trabalhadores da área da enfermagem, que contam com piso salarial próprio definido em lei, conforme informações divulgadas pelo portal da Câmara dos Deputados.

Enquanto o salário mínimo nacional foi fixado pelo Governo Federal em R$ 1.621, profissionais da enfermagem recebem valores bem acima desse patamar, de acordo com a função exercida e a formação.

Veja os pisos salariais da enfermagem em 2026

Em 2026, os valores mínimos garantidos à categoria são os seguintes:

  • Auxiliares de enfermagem e parteiras: R$ 2.375

  • Técnicos de enfermagem: R$ 3.325

  • Enfermeiros: R$ 4.750

Os valores superam com folga o piso nacional e refletem o reconhecimento legal da complexidade das atividades exercidas pelos profissionais da área da saúde.

Salário mínimo nacional em 2026 ficou em R$ 1.621

Para a maioria dos trabalhadores brasileiros, o salário mínimo definido para 2026 pelo Governo Federal é de R$ 1.621. O valor passou a vigorar em 1º de janeiro e serve como referência para:

  • Trabalhadores com carteira assinada

  • Aposentadorias e pensões do INSS

  • Benefícios assistenciais

  • Seguro-desemprego

Mesmo com o piso nacional reajustado, a diferença em relação ao salário da enfermagem evidencia a existência de categorias com pisos próprios negociados e garantidos por legislação específica.

Mesmo com piso elevado, categoria busca valorização

Apesar de receberem salários mínimos acima da média nacional, os profissionais de enfermagem seguem mobilizados por melhorias salariais e redução da jornada de trabalho.

O deputado Bruno Farias destacou que a categoria enfrenta longas jornadas e condições de trabalho exaustivas, o que justifica a continuidade das reivindicações.

“O reajuste em 10% tem um impacto de R$ 800 milhões e não depende de aprovação de propostas, depende apenas de vontade política e previsão orçamentária”, afirmou o parlamentar.

Debate sobre redução da jornada de trabalho

Atualmente, grande parte dos profissionais de enfermagem cumpre jornada semanal de 44 horas, o que tem sido alvo de críticas e estudos técnicos.

Segundo o deputado Bruno Farias, essa carga horária não acompanha padrões internacionais da área da saúde.

“A Organização Mundial da Saúde já emitiu um parecer dizendo que o profissional de saúde só aguenta trabalhar 30 horas por semana”, destacou.

O parlamentar afirmou que há articulações para buscar consenso entre Governo Federal e Congresso Nacional para reduzir a jornada, sem prejuízo salarial.

Adoecimento mental preocupa especialistas e parlamentares

Outro ponto central do debate é o impacto da jornada extensa sobre a saúde mental dos profissionais.

De acordo com o deputado, a enfermagem apresenta atualmente o maior índice de adoecimento mental entre as categorias profissionais do Brasil, reflexo da sobrecarga de trabalho, pressão emocional e responsabilidade constante.

“Vamos buscar o consenso, para que chegue a um acordo com o governo federal e com o Congresso Nacional, para adequar essa carga exaustiva”, concluiu.

Salário mínimo também impacta o seguro-desemprego

Além de influenciar salários, o piso nacional de R$ 1.621 impacta diretamente diversos benefícios trabalhistas e previdenciários. Um dos principais é o seguro-desemprego, conforme destacou reportagem do G1.

O seguro-desemprego é pago a trabalhadores com carteira assinada demitidos sem justa causa e tem seus valores calculados com base:

  • No salário recebido antes da demissão

  • No INPC

  • No valor vigente do salário mínimo

Seguro-desemprego não pode ser inferior ao salário mínimo

Em 2026, nenhum trabalhador pode receber seguro-desemprego em valor inferior ao salário mínimo nacional.

Assim, sempre que o cálculo do benefício resultar em valor abaixo de R$ 1.621, o trabalhador recebe automaticamente o valor do piso nacional, em vigor desde 1º de janeiro.

Essa regra garante uma proteção mínima de renda aos trabalhadores desempregados, especialmente em períodos de transição no mercado de trabalho.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.