O Auxílio-Gás está prestes a passar por uma das maiores transformações desde a sua criação. Outubro de 2025 marca o último pagamento em dinheiro do benefício, e isso está deixando muitos brasileiros em dúvida: “Será que ainda vou receber?”, “Como vai funcionar depois?”, “O que é esse tal de Gás do Povo?”.
Pois bem, se essas perguntas já passaram pela sua cabeça, fique tranquilo: a partir daqui você vai entender tudo de forma simples, direta e sem enrolação.
O valor do benefício foi confirmado: R$ 108,00. E, sim, esse pagamento ainda será feito em dinheiro, podendo ser sacado junto com o Bolsa Família. Mas a partir do próximo ciclo, o formato vai mudar completamente — e a promessa é que a nova versão do programa torne o acesso ao gás de cozinha mais rápido, prático e justo para milhões de famílias brasileiras.
O último pagamento do Auxílio-Gás “antigo” acontece em outubro
Antes de falarmos sobre as novidades do “Gás do Povo”, é importante entender o que vai acontecer agora em outubro.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) já confirmou que o valor da parcela permanece em R$ 108,00, o mesmo pago nos últimos meses. Essa quantia corresponde a 50% do preço médio nacional do botijão de 13 kg, conforme o cálculo realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Os últimos pagamentos do Auxílio-Gás seguiram exatamente esse padrão:
Fevereiro de 2025: R$ 106,00
Abril de 2025: R$ 108,00
Junho de 2025: R$ 108,00
Agosto de 2025: R$ 108,00
Outubro de 2025: R$ 108,00 (último pagamento em dinheiro)
Ou seja, nenhuma mudança de valor, mas uma grande mudança de formato está prestes a acontecer.
Quando o pagamento será feito em outubro
Assim como ocorre em todos os ciclos, o pagamento do Auxílio-Gás de outubro será realizado nos mesmos dias do Bolsa Família. Isso quer dizer que o dinheiro cai na conta conforme o final do NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário.
Confira o calendário oficial de outubro:
| Final do NIS | Data de Pagamento | Dia da Semana |
|---|---|---|
| 1 | 20 de outubro | Segunda-feira |
| 2 | 21 de outubro | Terça-feira |
| 3 | 22 de outubro | Quarta-feira |
| 4 | 23 de outubro | Quinta-feira |
| 5 | 24 de outubro | Sexta-feira |
| 6 | 27 de outubro | Segunda-feira |
| 7 | 28 de outubro | Terça-feira |
| 8 | 29 de outubro | Quarta-feira |
| 9 | 30 de outubro | Quinta-feira |
| 0 | 31 de outubro | Sexta-feira |
Um ponto importante: se o Bolsa Família for antecipado, o mesmo vale para o Auxílio-Gás. Portanto, é sempre bom acompanhar os comunicados oficiais da Caixa Econômica Federal e do MDS para evitar surpresas.
O que muda a partir de novembro: nasce o “Gás do Povo”
Agora vem a parte mais interessante — e que está mexendo com a curiosidade de muita gente.
O Governo Federal vai encerrar o modelo atual do Auxílio-Gás e lançar uma nova versão do benefício: o Programa Gás do Povo.
Mas o que muda, afinal?
A primeira grande diferença é que o benefício deixará de ser pago em dinheiro. Em vez de o valor cair na conta junto com o Bolsa Família, os beneficiários receberão vales para retirar o botijão de gás diretamente nas revendedoras credenciadas.
Em resumo: nada de sacar dinheiro e comprar o gás por conta própria. Agora, o governo vai fornecer o produto de forma direta.
Como vai funcionar o novo sistema
O funcionamento do novo Gás do Povo é simples — e foi desenhado para evitar fraudes e atrasos.
Veja como será:
Cada família vai receber um vale (ou crédito eletrônico) que dá direito a retirar o botijão de gás de 13 kg.
Esse vale poderá ser usado de quatro formas:
Por meio de um cartão oficial do programa (semelhante ao cartão do Bolsa Família);
Com vale impresso retirado nas agências da Caixa ou nas lotéricas;
Através de QR Code, disponível no aplicativo do Bolsa Família;
Ou ainda pelo cartão do próprio Bolsa Família, em alguns casos específicos.
A ideia é que ninguém precise mais lidar com dinheiro em espécie, o que reduz o risco de desvio de recursos e garante que o benefício seja usado exatamente para o que foi criado: comprar gás de cozinha.
Quantos botijões cada família poderá receber por ano
Outra mudança importante está na forma de calcular o benefício.
Antes, o valor era fixo — o governo pagava 50% do preço do botijão e pronto. Agora, o quantitativo de botijões por família será definido conforme o número de integrantes.
Veja como vai funcionar:
Famílias de até 2 pessoas: até 3 botijões por ano;
Famílias com 3 integrantes: até 4 botijões por ano;
Famílias com 4 ou mais pessoas: até 6 botijões por ano.
Esse novo cálculo busca ser mais justo e proporcional, já que famílias maiores consomem mais gás e, portanto, terão mais unidades garantidas ao longo do ano.
Quem terá direito ao novo Gás do Povo
O público-alvo continuará sendo praticamente o mesmo do Auxílio-Gás.
Para ter direito, a família deve:
Estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico);
Ter renda mensal per capita de até meio salário mínimo (atualmente R$ 759,00);
Ter os dados atualizados nos últimos dois anos;
E, claro, dar prioridade às famílias que já recebem o Bolsa Família.
O governo também prevê prioridade para famílias chefiadas por mulheres, especialmente aquelas com crianças de até 6 anos ou pessoas com deficiência.
Quando começa a distribuição
O novo formato está previsto para iniciar em novembro de 2025.
Portanto, o pagamento de outubro será mesmo o último do formato tradicional, com dinheiro sendo depositado e sacado via Caixa Tem.
A partir do mês seguinte, as famílias contempladas receberão o vale digital ou físico para retirar o gás diretamente nas revendedoras parceiras do programa.
Por que o governo decidiu mudar o formato
A mudança não foi feita de forma aleatória.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a nova versão do programa tem como objetivo garantir que o auxílio cumpra exatamente a sua função: fornecer gás às famílias que precisam.
Durante os anos de funcionamento do Auxílio-Gás, diversos levantamentos mostraram que parte dos beneficiários utilizava o valor para cobrir outras despesas urgentes, como alimentação e medicamentos.
Isso, claro, é compreensível diante da realidade de muitas famílias, mas acabava desviando a finalidade original do benefício.
O Gás do Povo resolve isso ao oferecer o produto diretamente — sem chance de o valor “sumir” no meio de outras necessidades.
O impacto social do Gás do Povo
O governo estima que o novo programa atenderá 15 milhões de famílias em todo o país, com investimento anual de cerca de R$ 3 bilhões.
Mas o impacto vai além do número de beneficiados.
O programa também deve estimular a economia local, já que o sistema de vales obrigará os beneficiários a retirar o botijão em revendedoras credenciadas, fortalecendo os pequenos comércios e distribuidores regionais.
Além disso, o formato digital, com uso de QR Code e cartões, deve reduzir significativamente casos de fraude, atrasos e pagamentos indevidos.
Por que o programa virou modelo internacional
Pode parecer exagero, mas o “Gás do Povo” já está chamando atenção no exterior.
Segundo o MDS, mais de 60 países demonstraram interesse em adotar o modelo brasileiro, especialmente na América Latina, África e Ásia.
O motivo é simples: o programa combina assistência social, segurança alimentar e eficiência tecnológica.
Em outras palavras, garante que o gás chegue a quem realmente precisa, sem desperdício de recursos públicos.
Além disso, há o fator humano.
Muitas famílias ainda recorrem a lenha, carvão ou até restos de madeira para cozinhar. Esses métodos, além de perigosos, produzem fumaça tóxica, o que afeta principalmente mulheres e crianças, responsáveis pela maioria das atividades domésticas.
O programa, portanto, também representa uma questão de saúde pública.
Como será feita a retirada do gás
As famílias beneficiadas poderão retirar o botijão em revendedoras de gás credenciadas pelo governo.
A lista dessas revendedoras será disponibilizada no aplicativo do Bolsa Família e no site oficial do MDS.
Para retirar o botijão, o beneficiário precisará apresentar:
O cartão do Bolsa Família ou cartão do programa Gás do Povo;
Documento de identificação com foto;
E, em alguns casos, o QR Code disponibilizado no aplicativo.
O objetivo é tornar o processo simples e sem burocracia — algo que possa ser feito em poucos minutos.
O que dizem os beneficiários
Apesar da mudança ainda estar em fase de transição, muitas famílias já demonstram curiosidade (e também alguma preocupação) sobre o novo formato.
Alguns beneficiários veem vantagens: “Pelo menos o gás é garantido, não tem como gastar o dinheiro com outra coisa”, dizem.
Outros, no entanto, preferem a antiga forma: “Eu gostava de ter o dinheiro na conta, podia escolher onde comprar o gás mais barato”.
O governo promete que o novo modelo também incluirá critérios de preço justo, evitando que os beneficiários paguem mais caro por estarem limitados às revendedoras credenciadas.
Ou seja, a ideia é equilibrar praticidade com economia.
Como se preparar para o novo modelo
Para não ter problemas durante a transição, é fundamental manter o CadÚnico atualizado.
Isso porque o sistema do MDS faz cruzamentos de dados e, caso identifique informações desatualizadas, o benefício pode ser suspenso ou bloqueado temporariamente.
Então, se você mudou de endereço, teve alteração na renda, no número de moradores da casa ou no estado civil, vá até o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) mais próximo e atualize seus dados.
Essa é a única maneira de garantir que o benefício continue sendo pago (ou, no novo formato, concedido em forma de vale).
O futuro dos programas sociais integrados
O “Gás do Povo” não é uma iniciativa isolada. Ele faz parte de uma estratégia maior do governo, que busca integrar todos os programas sociais sob um sistema unificado e digital — com base no Cadastro Único e no aplicativo Bolsa Família.
A ideia é que, em um futuro próximo, o beneficiário possa gerenciar todos os auxílios em um único aplicativo, sem precisar fazer múltiplos cadastros ou comparecer a agências.
Se essa integração realmente funcionar como prometido, o Brasil pode dar um salto importante na modernização das políticas sociais, tornando o acesso aos benefícios mais transparente e menos burocrático.
