Fila do INSS dispara: 2,86 milhões aguardam resposta e governo cria força-tarefa para acelerar análises; veja números, motivos e o que fazer para não ficar para trás

Fila do INSS sobe para 2,86 milhões em outubro e governo acelera ações

A fila do INSS avançou novamente e atingiu 2,862 milhões de pedidos em outubro de 2025, o maior número desde 2023. Em primeiro lugar, os dados revelam uma alta de 49% em comparação a outubro de 2024, quando 1,918 milhão de solicitações aguardavam resposta.

A princípio, o crescimento não ocorreu de forma repentina. Ao contrário, ele se espalhou mês a mês ao longo de 2025. Antes de mais nada, veja a evolução:

  • janeiro: 2,346 milhões

  • fevereiro: 2,529 milhões

  • março: 2,707 milhões

  • abril: 2,679 milhões

  • maio: 2,565 milhões

  • junho: 2,443 milhões

  • julho: 2,562 milhões

  • agosto: 2,627 milhões

  • setembro: 2,778 milhões

  • outubro: 2,862 milhões

Ou seja, o estoque de processos cresceu de forma contínua e atingiu em outubro o maior nível do ano.

Por que a fila cresceu: gargalos internos e externos

Em primeiro lugar, o INSS explica que apenas 32% dos pedidos — cerca de 920 mil processos — estão sob sua governabilidade direta. A saber, os outros 68% (1,94 milhão de pedidos) dependem de outras etapas, órgãos ou ajustes externos.

A seguir, apresento o que trava cada parte do sistema:

Atualização da Dataprev trava 660 mil pedidos de BPC

O grupo de processos mais afetado é o do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Antes de mais nada, cerca de 660 mil pedidos, equivalentes a 23% de toda a fila, estão sobrestados e aguardam uma atualização do sistema da Dataprev.

Sem esse ajuste tecnológico — que aplicará o novo cálculo da renda familiar do BPC — o INSS afirma que permanece legalmente impedido de seguir com as análises.

Por fim, enquanto a atualização não ocorre, nenhuma movimentação avança nesses processos.

Perícia Médica Federal concentra quase 1 milhão de pedidos pendentes

A fila de Benefícios por Incapacidade Temporária também cresceu de forma expressiva ao longo de 2025. Em setembro, esse grupo somava 1,324 milhão de pedidos, e 75% deles dependiam da Perícia Médica Federal.

Ou seja, apenas 25% permaneciam na governabilidade direta do INSS. Em conclusão, quase 1 milhão de seguradosprecisavam apenas da realização de uma consulta pericial para seguir no processo.

Segundo o governo, o volume de agendamentos não acompanha a demanda, o que prolonga a espera.

Ações pendentes do segurado também travam pedidos

A saber, uma parte dos processos para em outra etapa: a do próprio segurado. Quando o INSS solicita documentos adicionais, exames atualizados, comprovantes de vínculo ou correção de dados, o processo entra em “cumprimento de exigência” e só avança quando o cidadão responde.

Na prática, muitos pedidos acumulam atrasos porque o segurado demora a entregar os documentos.

Governo cria comitê especial para monitorar fila até 2026

O INSS criou um comitê especial para tentar controlar a situação. Em primeiro lugar, o grupo deve:

  • monitorar a fila quinzenalmente;

  • propor ações para destravar gargalos;

  • articular setores internos do INSS;

  • apresentar relatórios diretamente à presidência do órgão.

A princípio, o prazo final dos trabalhos é 30 de junho de 2026.

O INSS afirma que a criação do comitê representa um passo decisivo para reorganizar fluxos internos e dar celeridade aos processos que podem ser resolvidos dentro da própria autarquia.

Como a fila afeta quem está esperando benefício

Antes de mais nada, o segurado precisa entender que o prazo legal de 30 dias prorrogáveis por mais 30 raramente se cumpre na prática. Com o estoque crescente e com gargalos externos, muitos pedidos excedem 90 dias.

Ou seja, quem aguarda resposta precisa agir com mais proatividade para evitar novos atrasos.

A seguir, mostro as principais medidas que realmente ajudam a acelerar o andamento.

Prepare toda a documentação antes de enviar o pedido

Em primeiro lugar, a maior parte dos atrasos ocorre por erros ou documentos incompletos.

Organize tudo digitalmente
A saber, documentos de identificação, carteira de trabalho, recibos, carnês de contribuição, laudos, exames e receitas devem estar digitalizados. Quanto mais completo o pedido, menor o risco de exigência.

Verifique o CNIS
Antes de mais nada, acesse o Meu INSS e confira os vínculos no CNIS, que é a base de dados que o INSS usa para analisar pedidos. Caso encontre divergências, como salários incorretos ou vínculos ausentes, anexe provas já no início.

Isso evita exigências que podem atrasar o processo por semanas.

Acompanhe o pedido semanalmente pelo Meu INSS

Em primeiro lugar, não basta solicitar o benefício. É necessário monitorar diariamente ou, no mínimo, semanalmente.

Aplicativo ou site Meu INSS
Acompanhe cada mudança no status do processo. O sistema informa exigências, solicitações ou pendências.

Exigências: responda imediatamente
Sempre que o INSS solicitar documentos adicionais, envie-os o mais rápido possível. Antes de mais nada, cada dia de atraso pode empurrar o pedido para o fim da fila interna.

Central 135
Caso precise de orientação, ligue para 135 de segunda a sábado, das 7h às 22h. Os atendentes conseguem informar o prazo estimado e a etapa atual.

Aja quando o prazo legal for descumprido

Se o INSS ultrapassar o prazo máximo de análise, o segurado pode — e deve — agir.

Reclame na Ouvidoria
A saber, registre uma reclamação no site Fala.BR ou pelo próprio 135. Informe que o prazo expirou e solicite providências imediatas.

Mandado de Segurança
Em casos mais graves, quando o processo fica parado por mais de 90 dias sem resposta, um advogado pode entrar com um Mandado de Segurança. Essa ação judicial obriga o INSS a analisar o pedido em prazo especificado pelo juiz.

Ou seja, você garante o direito de ter uma resposta — positiva ou negativa — sem ficar indefinidamente na fila.

Advogado Previdenciário
Por fim, profissionais especializados podem corrigir falhas no pedido, revisar documentos e acionar a Justiça se necessário.

O que esperar daqui para frente

Em conclusão, o governo afirma que a fila só começará a reduzir quando a Dataprev concluir as atualizações do BPC e a Perícia Médica Federal ampliar a capacidade de atendimento. Até lá, o segurado precisa acompanhar o pedido atentamente, evitar exigências e agir quando o prazo for descumprido — estratégias que fazem diferença real no tempo de espera.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.