Faltas na escola podem suspender o Bolsa Família em 2026, Auxílio Gás já tem data para cair e janeiro vira mês decisivo para evitar bloqueios no benefício

Na volta às aulas de 2026, um detalhe que muitas famílias ainda subestimam pode colocar o Bolsa Família em risco: a frequência escolar das crianças e adolescentes. O programa não exige apenas renda dentro do limite. Ele também impõe regras obrigatórias, chamadas de condicionalidades, que precisam ser cumpridas para que o pagamento continue ativo.

Entre essas regras, a presença mínima na escola é uma das mais monitoradas pelo governo federal — e faltas em excesso podem resultar em advertência, bloqueio temporário e até suspensão do benefício.

Frequência escolar é regra obrigatória e é monitorada cinco vezes por ano

De acordo com o Governo Federal, acompanhar a presença dos estudantes não é apenas um critério administrativo, mas uma política pública central.

“Isso significa acompanhar o cumprimento da condicionalidade da educação, que busca garantir o acesso e a permanência das crianças, adolescentes e jovens na escola, fortalecendo o direito à educação e contribuindo para romper o ciclo da pobreza”, explica o Gov.br.

As exigências de frequência são claras:

  • Crianças de 4 a 6 anos incompletos: mínimo de 60% de presença

  • Crianças e adolescentes de 6 a 18 anos: mínimo de 75% de presença

Esses percentuais não são simbólicos. Eles são verificados oficialmente e têm impacto direto no pagamento.

Sistema do governo cruza dados da escola com o Bolsa Família

O controle da frequência escolar é feito pelo Sistema Presença, utilizado por redes municipais e estaduais de ensino em todo o Brasil. As informações são enviadas ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), que consolida os dados no Sistema de Condicionalidades (Sicon).

Além disso, o Ministério da Educação (MEC) acompanha os casos de baixa frequência e avalia os motivos das faltas, podendo acionar políticas de apoio às famílias.

O monitoramento ocorre cinco vezes por ano, sempre em períodos bimestrais:

  • Fevereiro e março

  • Abril e maio

  • Junho e julho

  • Agosto e setembro

  • Outubro e novembro

Ou seja: não é uma checagem pontual. É contínua ao longo do ano letivo.

Janeiro de 2026 traz três pontos decisivos para quem recebe o Bolsa Família

Com os pagamentos começando no dia 19 de janeiro, o primeiro mês do ano se torna estratégico para evitar perdas no benefício. Há três fatores que merecem atenção imediata.

Auxílio Gás volta a ser pago em janeiro junto com o Bolsa Família

Janeiro é mês de pagamento do Auxílio Gás, benefício bimestral que cobre 100% do valor médio nacional do botijão de 13 kg.

Em 2026, o valor do Auxílio Gás varia aproximadamente entre R$ 115 e R$ 125, conforme a média nacional do preço do botijão.

O pagamento:

  • Cai no mesmo dia do Bolsa Família

  • É depositado diretamente no Caixa Tem

  • Não exige comprovação de compra de gás

  • Pode ser usado livremente pela família

Ou seja, além dos R$ 600 do Bolsa Família, muitas famílias recebem um reforço importante no orçamento logo no início do ano.

Regra de Proteção evita corte imediato para quem teve aumento de renda

Com o salário mínimo fixado em R$ 1.621, muitas famílias tiveram aumento de renda em 2025 e temem perder o benefício agora em janeiro.

É aqui que entra a Regra de Proteção, mantida em 2026.

Funciona assim:

  • Se a renda por pessoa da família subir para até R$ 810,50 (meio salário mínimo)

  • A família não é excluída imediatamente

  • Passa a receber 50% do valor do benefício

  • Pelo prazo de até 24 meses

No aplicativo do Bolsa Família ou no extrato do Caixa Tem, essa situação aparece com a mensagem “Regra de Proteção”.

Cadastro Único desatualizado vira principal motivo de bloqueio no início do ano

Janeiro também marca o período em que o governo intensifica a averiguação e revisão cadastral do CadÚnico.

A regra é objetiva:

  • O cadastro deve ser atualizado a cada 24 meses

  • Mudanças de renda, endereço, escola ou composição familiar exigem atualização imediata

Se a última atualização foi feita em 2024, existe risco real de bloqueio ainda no primeiro trimestre de 2026.

Sinais de alerta:

  • Mensagem de “Averiguação Cadastral”

  • Aviso de “Revisão Cadastral” no aplicativo

Ao identificar qualquer um desses avisos, a orientação é procurar o CRAS o quanto antes.

Calendário do Bolsa Família de janeiro de 2026 já está definido

Os pagamentos seguem o final do NIS e começam no dia 19:

  • NIS final 1: 19/01

  • NIS final 2: 20/01

  • NIS final 3: 21/01

  • NIS final 4: 22/01

  • NIS final 5: 23/01

  • NIS final 6: 26/01

  • NIS final 7: 27/01

  • NIS final 8: 28/01

  • NIS final 9: 29/01

  • NIS final 0: 30/01

Calendário Bolsa Família 2026

Quem recebe às segundas-feiras costuma ter o valor liberado no sábado anterior pelo Caixa Tem, o que ajuda no planejamento.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.