Decreto de Lula define quem fica livre do pente-fino do Bolsa Família em 2026 e quais critérios garantem a continuidade do benefício

A princípio, o Governo Federal encerrou 2025 com uma das ações mais rigorosas de revisão do Bolsa Família desde a recriação do programa. A medida, conduzida pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, eliminou irregularidades, corrigiu cadastros e retirou 2,1 milhões de famílias que não atendiam às regras de elegibilidade.

Em contrapartida, o governo consolidou um núcleo de 18,7 milhões de famílias que permanecem no benefício e que, segundo novo decreto normativo citado pelo portal Diário Pernambuco, devem ser blindadas de instabilidades em 2026. Antes de mais nada, o objetivo é proteger quem realmente depende do programa e evitar novos cortes injustificados.

O decreto, além de reforçar critérios, estabelece grupos que ficam temporariamente livres da revisão minuciosa — desde que atendam às regras atualizadas do Cadastro Único. Esse movimento, segundo especialistas, busca equilibrar responsabilidade fiscal com proteção social, especialmente após o amplo pente-fino de 2025.

O que o novo decreto estabelece para 2026

Em primeiro lugar, o decreto que regula a gestão do Bolsa Família em 2026 traz dois pontos centrais:

1. Estabelecimento de diretrizes de administração e monitoramento do CadÚnico;
2. Determinação dos grupos que estarão isentos da revisão cadastral mais rígida.

Ou seja, o governo busca reduzir a sobrecarga das equipes municipais, evitar filas de atendimento e garantir que as famílias realmente aptas não passem por bloqueios ou cancelamentos indevidos.

A revisão cadastral — que continuará existindo — será mais estratégica, priorizando cadastros com indícios concretos de inconsistência. Dessa forma, os beneficiários que mantêm as informações atualizadas terão maior estabilidade ao longo de 2026.

Quem escapa do pente-fino do Bolsa Família em 2026

A seguir, veja os grupos que, a princípio, ficam livres das revisões mais rígidas — desde que cumpram as obrigações e mantenham o cadastro atualizado:

1. Famílias com CadÚnico atualizado dentro do prazo

Em suma, o principal requisito para não sofrer bloqueios é manter o CadÚnico atualizado a cada 24 meses, ou sempre que houver mudança na renda, endereço ou composição familiar.

Famílias que cumprem esse critério não entram, em regra, nas análises de inconsistência.

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Imagem: Reprodução

2. Beneficiários que cumprem as condicionalidades de saúde e educação

Outra proteção significativa envolve quem mantém:

  • Vacinação das crianças em dia;

  • Pré-natal adequado para gestantes;

  • Frequência escolar adequada para crianças e adolescentes.

A saber: essas condicionalidades são monitoradas automaticamente pelos sistemas de saúde e educação, reduzindo a exposição da família a cortes administrativos.

3. Famílias dentro da Regra de Proteção

O decreto também reforça um grupo que ganhou destaque a partir de 2023.

Famílias que tiveram aumento de renda, mas permanecem dentro da Regra de Proteção — ou seja, renda per capita entre R$ 218 e R$ 706 — ficam protegidas de cortes imediatos.

Esses beneficiários continuam recebendo 50% do benefício por até 12 meses durante o período de transição.

Isso evita instabilidade para quem conseguiu um emprego, mas ainda não possui renda suficiente para sustentar a família sem apoio.

4. Famílias regularizadas após análise de 2025

Outra forma de blindagem ocorre para famílias que passaram pelo pente-fino de 2025, tiveram cadastros corrigidos e permaneceram no programa.

Esses beneficiários entram no núcleo “estabilizado”, com menor probabilidade de convocação em 2026, já que foram validados recentemente.

Por que o governo decidiu ampliar a estabilidade em 2026

Segundo fontes do governo, o ajuste fiscal não pode comprometer o olhar social da política pública. Assim, o Ministério do Desenvolvimento Social definiu que, após o corte de 2,1 milhões de cadastros irregulares, é hora de estabilizar e proteger quem continua cumprindo as regras.

Ou seja, o objetivo agora é:

  • Evitar filas e demora no CadÚnico;

  • Reduzir cancelamentos indevidos;

  • Focar a fiscalização em fraudes reais;

  • Melhorar a previsibilidade para as famílias mais pobres.

Além disso, o pente-fino de 2025 liberou espaço orçamentário que já começou a ser usado para reduzir a fila de espera que existia no final do ano.

O governo entende que um programa mais estável gera impacto direto na segurança alimentar, no desenvolvimento infantil e no controle da pobreza.

Revisão cadastral continua obrigatória — mas será seletiva

É importante reforçar que ninguém fica permanentemente isento. A revisão continua sendo uma obrigação de todas as famílias, especialmente aquelas com mudanças na renda, composição ou endereço.

Contudo, diferentemente do que ocorreu em 2025, quando a revisão foi extensa e rigorosa, em 2026 ela será mais técnica e menos massiva, priorizando casos com indícios claros de:

  • renda elevada acima dos limites;

  • ausência prolongada de atualização;

  • multiplicidade de cadastros;

  • inconsistências em visitas técnicas;

  • divergências entre CadÚnico e dados do eSocial ou Receita Federal.

Assim, a fiscalização fica mais eficaz e menos desgastante para as famílias que dependem do benefício.

Expectativas para o pente-fino 2026

Antes de mais nada, a previsão é que 2026 seja um ano de consolidação. O governo deve incorporar novas tecnologias e metodologias de monitoramento do CadÚnico, com cruzamentos automáticos de dados e uso de inteligência artificial.

As ações mais esperadas incluem:

  • Monitoramento contínuo das condicionalidades;

  • Rastreamento automático de alterações na renda;

  • Fiscalização mais rápida em casos de suspeita;

  • Simplificação do atendimento para regularização.

Essas medidas pretendem garantir que o programa seja mais justo e eficiente, ao mesmo tempo em que mantém o compromisso com a responsabilidade fiscal.

O governo sabe que precisa equilibrar dois objetivos fundamentais:

1. Proteger milhões de famílias em situação de vulnerabilidade;
2. Evitar fraudes e gastos indevidos que comprometam o orçamento.

Impacto social e fiscal do pente-fino

Em sua essência, o pente-fino de 2025 revelou a complexidade da administração pública: ao mesmo tempo em que encontrou irregularidades, também trouxe instabilidade às famílias que precisaram atualizar dados às pressas.

Por isso, em 2026, o foco será na prevenção, não apenas na correção.

A nova diretriz busca:

  • Manter o sistema mais organizado;

  • Zerar pendências no CadÚnico;

  • Evitar acúmulo de inconsistências;

  • Garantir que os recursos cheguem a quem realmente precisa.

A ação, assim, tende a reduzir o desgaste político e social provocado por bloqueios massivos.

Previsão do calendário do Bolsa Família em janeiro de 2026

Embora o calendário oficial ainda não tenha sido divulgado, a princípio, a previsão é que o cronograma siga o padrão dos anos anteriores. Assim, os pagamentos devem ocorrer entre os dias 19 e 30 de janeiro, conforme o final do NIS.

Veja as datas previstas:

  • Final 1: 19 de janeiro

  • Final 2: 20 de janeiro

  • Final 3: 21 de janeiro

  • Final 4: 22 de janeiro

  • Final 5: 23 de janeiro

  • Final 6: 26 de janeiro

  • Final 7: 27 de janeiro

  • Final 8: 28 de janeiro

  • Final 9: 29 de janeiro

  • Final 0: 30 de janeiro

Como ocorre todos os meses, municípios com pagamento antecipado devem receber todos os repasses já no primeiro dia útil do calendário.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.