Decisão confirmada por Tebet e Moraes hoje (24/07) abala todos aposentados e idosos de 60,61,62,63,64,65 anos ou mais

Decisão tomada recentemente por Tebet e Moraes afeta diretamente todos os aposentados e idosos com mais de 60 anos. Entenda
Decisão tomada recentemente por Tebet e Moraes afeta diretamente todos os aposentados e idosos com mais de 60 anos. Entenda | Foto: reprodução / internet

Recentemente, a revisão histórica do INSS passou por intensas discussões políticas e recebeu uma decisão do STF e de Alexandre de Moraes.

A atualização foi anunciada pela Ministra do Orçamento, Simone Tebet, e diz respeito a mudanças que impactam diretamente os salários dos aposentados do INSS, muitos dos quais têm mais de 60 anos.

Acompanhe este artigo até o final para entender essas mudanças e como elas impactam os beneficiários da aposentadoria do INSS!

Como funciona o INSS?

O INSS, Instituto Nacional do Seguro Social, é um órgão do Governo Federal que cuida do pagamento de aposentadorias e outros benefícios para trabalhadores brasileiros e contribuintes, como microempreendedores e autônomos, desde que façam suas contribuições mensais. O instituto garante que esses segurados recebam o suporte financeiro a que têm direito quando se aposentam ou precisam de assistência.

O INSS administra o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que é o sistema público de previdência no Brasil. O RGPS é responsável por definir as políticas de previdência social, e a execução dessas políticas é feita pelo INSS. Atualmente, o INSS está vinculado ao Ministério da Economia.

STF toma decisão que impacta aposentados do INSS

Em 21 de março de 2024, o STF decidiu revogar uma autorização anterior para a chamada Revisão da Vida Toda do INSS, que permitia aos aposentados incluir salários antigos no cálculo de suas aposentadorias. Esse processo poderia resultar em aumentos importantes para os aposentados e em pagamentos retroativos para aqueles que tivessem vencido ações judiciais relacionadas.

Embora o STF tenha revertido essa decisão, um novo julgamento foi agendado para 3 de abril de 2024 para tentar mudar a decisão, mas foi novamente adiado por uma nova ordem do ministro Alexandre de Moraes, que inicialmente havia votado a favor da revisão.

Em 24 de maio de 2024, o STF publicou um acórdão anulando uma decisão de 2022 sobre a Revisão da Vida Toda, abrindo um prazo para a apresentação de recursos. Nesse contexto, o Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários) anunciou que iria recorrer, argumentando que o impacto financeiro estimado pela União de R$ 480 bilhões era exagerado.

Para se ter uma noção, estudos recentes sugerem que o custo real seria muito menor, com valores variando entre R$ 1,5 bilhão e R$ 3,1 bilhões, dependendo dos processos em curso e do número de beneficiários. Até agora, a AGU ainda não se pronunciou sobre os pareceres futuros, e o impacto financeiro real só será conhecido após a conclusão definitiva do julgamento.

Ieprev rebate decisão do STF sobre aposentadoria

Os advogados do Ieprev alegam que o STF não abordou adequadamente a tese em julgamento, que deveria ter sido aplicada conforme o Código de Processo Civil. Eles argumentam que o STF precisa confirmar que sua decisão atual supera os entendimentos anteriores para garantir os direitos dos aposentados que basearam suas ações na tese de revisão. O instituto também mencionou que, se houver modulação dos efeitos da decisão, será necessário o apoio de dois terços dos ministros.

Enquanto o STF não revisa o tema, o ministro Dias Toffoli sugeriu ao advogado-geral da União, Jorge Messias, que o INSS renuncie a cobrar custos processuais nas ações relacionadas à revisão da vida toda. Toffoli destacou que, com mais de 3 milhões de ações, os custos poderiam ser muito altos para os pensionistas. O advogado da União considerou a sugestão e, conforme o ministro Luís Roberto Barroso, a União deverá abrir mão dessas cobranças, o que foi considerado uma atitude apropriada pelo presidente da Corte.

Salário dos aposentados são impactados após anúncios de Tebet e Moraes

A Ministra do Planejamento, Simone Tebet, propôs uma mudança significativa nas despesas governamentais, sugerindo desvincular certos benefícios do salário mínimo, como aposentadorias, pensões, abono salarial e seguro-desemprego.

Essa mudança significaria que, em vez de aumentar esses benefícios conforme o salário mínimo, eles seriam ajustados apenas pela inflação. Como resultado, muitos beneficiários receberiam menos do que um salário mínimo, já que os ajustes não acompanharão o crescimento real do salário mínimo.

Tebet também planeja incorporar o Fundeb aos gastos com educação, visando reduzir despesas. O Regime Geral de Previdência Social, que é o maior gasto do governo, consumiu R$ 899 bilhões em 2023.

As alterações propostas têm como objetivo conter o aumento dessas despesas, mas podem enfrentar resistência política, especialmente do presidente Lula e do PT, que historicamente têm apoiado o aumento das despesas sociais para ajudar as famílias mais vulneráveis.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.