Comunicado do INSS revela como idosos de 60,61,62,63 anos pra cima podem aumentar a aposentadoria em 2026

Não restam dúvidas de que a aposentadoria do INSS é um dos benefícios mais aguardados por milhões de brasileiros. Afinal, depois de décadas de trabalho, a expectativa é simples e legítima: descansar com tranquilidade financeira, sabendo que, todos os meses, haverá dinheiro garantido na conta.

Atualmente, milhões de segurados já recebem o benefício, sendo que uma parcela expressiva ganha o piso nacional, fixado em R$ 1.518 em 2025. Por outro lado, há quem receba — ou deseje receber — valores mais elevados, que podem chegar ao teto previdenciário, hoje estabelecido em R$ 8.157,40.

Diante desse cenário, uma dúvida é recorrente entre trabalhadores e aposentados: é possível aumentar o valor da aposentadoria do INSS de forma legal? A resposta é sim. E, em muitos casos, o valor pago mensalmente pode estar menor do que o segurado realmente teria direito.

Por que muitos brasileiros se aposentam com valor abaixo do esperado

Antes de mais nada, é importante entender que o cálculo da aposentadoria leva em conta tempo de contribuição, valores pagos ao INSS e histórico profissional completo. Ou seja, qualquer falha nesse percurso pode resultar em um benefício menor.

A saber, erros cadastrais, períodos não reconhecidos, contribuições baixas ou vínculos ausentes no sistema do INSS estão entre os principais motivos para aposentadorias reduzidas. Em outras palavras, o problema nem sempre está na regra, mas sim na falta de revisão adequada dos dados do trabalhador.

Além disso, muitos segurados solicitam a aposentadoria sem qualquer planejamento prévio, o que pode comprometer significativamente o valor final.

Como aumentar a aposentadoria do INSS: 7 estratégias que fazem diferença

Com base em informações do Blog da Ingrácio, referência em direito previdenciário, é possível adotar medidas que elevam o valor do benefício. Em primeiro lugar, é fundamental analisar toda a vida contributiva. A seguir, veja as principais estratégias.

1 – Levantamento completo do histórico de trabalho

Antes de tudo, o segurado deve identificar todos os vínculos empregatícios e períodos de contribuição, inclusive aqueles que não aparecem automaticamente no sistema do INSS.

Isso inclui, por exemplo, trabalho rural, períodos como menor aprendiz, estágios antigos e atividades temporárias. Muitas dessas experiências acabam ficando fora do cadastro oficial, reduzindo o tempo total de contribuição.

2 – Conferência e correção do CNIS

O CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) é a base utilizada pelo INSS para calcular o benefício. Portanto, qualquer erro nesse documento impacta diretamente o valor da aposentadoria.

É essencial verificar se há lacunas, salários incorretos ou vínculos ausentes. Caso identifique falhas, o segurado pode solicitar a correção administrativa, apresentando documentos como carteira de trabalho, holerites e contratos.

3 – Reconhecimento de trabalho informal

Muitos brasileiros exerceram atividades sem carteira assinada, especialmente em décadas passadas. Embora isso pareça um obstáculo, é possível solicitar o reconhecimento desses períodos, desde que haja provas.

Testemunhas, recibos, contratos informais e registros indiretos podem ser utilizados para comprovar o trabalho. Em alguns casos, o reconhecimento ocorre pela via judicial, garantindo mais tempo de contribuição.

4 – Averbação de vínculos reconhecidos pela Justiça

Em determinadas situações, o trabalhador entra com ação na Justiça do Trabalho e obtém o reconhecimento do vínculo empregatício. No entanto, esse período não entra automaticamente no INSS.

Por isso, é fundamental solicitar a averbação desses vínculos, ou seja, a inclusão formal no histórico previdenciário. Esse passo pode aumentar tanto o tempo de contribuição quanto a média salarial.

5 – Reconhecimento de vínculo empregatício não formalizado

Mesmo sem carteira assinada, um vínculo pode ser reconhecido se houver subordinação, horário fixo, remuneração contínua e habitualidade. Ou seja, quando a relação de trabalho existia de fato, ainda que não no papel.

Esse reconhecimento é comum em casos de “falso autônomo” ou prestação de serviços contínuos. Quando comprovado, o impacto no valor da aposentadoria pode ser significativo.

6 – Conversão de atividades insalubres ou perigosas

Quem trabalhou exposto a agentes nocivos à saúde, como ruído excessivo, produtos químicos ou eletricidade, pode ter direito à aposentadoria especial ou à conversão desse tempo em comum.

Na prática, isso significa que cada ano trabalhado nessas condições pode valer mais tempo de contribuição, aumentando o benefício final ou antecipando o direito à aposentadoria.

7 – Planejamento previdenciário e descarte de contribuições baixas

Por fim, o planejamento previdenciário é uma das estratégias mais eficazes. Ele permite simular diferentes cenários e identificar quais contribuições realmente ajudam — e quais prejudicam — o cálculo do benefício.

Em alguns casos, é possível descartar contribuições muito baixas, feitas em períodos de salário reduzido, que acabam diminuindo a média geral. Com isso, o valor mensal da aposentadoria tende a subir.

Qual o valor da aposentadoria do INSS em 2026

Outro ponto que desperta grande interesse é o reajuste dos benefícios. Em suma, quem recebe o piso do INSS terá o valor ajustado conforme o novo salário mínimo aprovado para 2026.

De acordo com a projeção oficial, o benefício mínimo passará a ser de R$ 1.621,00 mensais, refletindo o aumento real acima da inflação. Já quem recebe acima do piso também terá reajuste, seguindo o índice aplicado aos benefícios previdenciários.

Ou seja, além das estratégias individuais para aumentar a aposentadoria, o reajuste anual também contribui para preservar o poder de compra dos segurados.

Por que revisar a aposentadoria pode valer a pena

A princípio, muitos aposentados acreditam que o valor concedido pelo INSS é definitivo. No entanto, a revisão pode revelar direitos não considerados, resultando em aumento mensal e até pagamento de valores retroativos.

Em conclusão parcial, entender as regras, conferir os dados e buscar orientação especializada são passos decisivos para quem deseja receber uma aposentadoria mais justa e compatível com sua trajetória profissional.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.