Nesta terça-feira (09), o Nubank trouxe um comunicado que chama atenção de milhões de clientes em todo o país, especialmente aqueles que utilizam o Pix com frequência no dia a dia. A fintech anunciou oficialmente o Modo Rua, um novo recurso de segurança que limita automaticamente o valor de transferências via Pix, TED ou boleto quando o usuário está fora de ambientes considerados seguros.
A novidade foi apresentada no site oficial do banco digital e surge como resposta direta ao aumento de crimes envolvendo roubo de celulares, invasão de aplicativos bancários e transferências forçadas. Com isso, o Nubank dá mais um passo para aumentar a proteção financeira dos clientes em situações de risco.
O que é o Modo Rua do Nubank
Antes de mais nada, o Modo Rua funciona como uma camada extra de segurança integrada ao aplicativo do Nubank. Na prática, ele reduz o valor máximo permitido em transações financeiras sempre que o celular não estiver conectado a redes Wi-Fi previamente cadastradas como confiáveis.
Ou seja, quando o usuário está em casa, no trabalho ou em outro local seguro definido por ele mesmo, os limites normais continuam valendo. No entanto, ao sair desses ambientes, o aplicativo passa a operar com restrições automáticas, diminuindo significativamente o risco de perdas em caso de roubo ou acesso indevido ao aparelho.
Essa lógica simples faz toda a diferença na rotina de quem precisa usar o banco digital fora de casa.
Por que o Nubank decidiu criar o Modo Rua
A princípio, o Nubank explicou que a medida foi pensada para combater um problema crescente: criminosos que roubam celulares e conseguem forçar vítimas a realizar transferências, especialmente via Pix, em poucos minutos.
Com o acesso ao aparelho desbloqueado, os prejuízos podem ser altos e quase imediatos. O Modo Rua atua justamente nesse ponto, reduzindo o impacto financeiro caso o pior aconteça.
Além disso, o recurso também protege o cliente em situações menos extremas, como o uso do aplicativo em redes Wi-Fi públicas ou não confiáveis, comuns em shoppings, aeroportos, bares e cafés.
Como funciona o Modo Rua na prática
O funcionamento do Modo Rua é totalmente automatizado após a configuração inicial. Veja como ele opera no dia a dia:
Quando o celular está conectado a um Wi-Fi confiável, o app funciona normalmente
Ao sair desse ambiente, os limites de Pix, TED e boletos são reduzidos
As restrições valem enquanto o usuário estiver fora das redes seguras
O valor máximo permitido é definido pelo próprio cliente
Dessa forma, mesmo que alguém consiga acesso ao celular, não será possível transferir grandes quantias sem a autenticação adicional do titular da conta.
Passo a passo para ativar o Modo Rua no aplicativo
A ativação do recurso é simples e pode ser feita diretamente pelo aplicativo oficial do Nubank. O processo leva poucos minutos:
Em primeiro lugar, abra o aplicativo do Nubank
Acesse o menu de segurança
Selecione a opção Modo Rua
Escolha um ou mais Wi-Fi confiáveis, como o da sua casa ou trabalho
Defina o limite máximo de transações para quando estiver fora desses ambientes
Confirme a ativação seguindo as instruções na tela
Após concluir esse processo, o Modo Rua passa a funcionar automaticamente, sem a necessidade de ativação manual sempre que o cliente sair de casa.
E se o cliente precisar transferir um valor maior fora de casa
Um ponto importante destacado pelo Nubank é que o Modo Rua não impede totalmente transações acima do limite definido. Caso seja necessário realizar um pagamento maior, o cliente pode liberar a operação por meio de reconhecimento facial ou outra verificação de identidade.
Esse passo adicional garante que a transação foi autorizada conscientemente pelo titular da conta, reduzindo drasticamente o risco de fraude.
Assim, o recurso equilibra segurança e praticidade, sem travar completamente o uso do aplicativo em situações legítimas.
Modo Rua vale para Pix, TED e boletos
Outro detalhe relevante é que o Modo Rua não se limita apenas ao Pix. Segundo o Nubank, as restrições também se aplicam a:
Transferências via TED
Pagamentos de boletos
Outras movimentações financeiras dentro do aplicativo
Isso amplia ainda mais o nível de proteção, já que golpes não acontecem apenas por meio do Pix.
O Modo Rua é obrigatório para todos os clientes?
Não. O Nubank informou que o recurso é opcional, ficando a critério de cada cliente ativar ou não a funcionalidade. Ainda assim, o banco recomenda fortemente o uso, especialmente para quem costuma acessar o aplicativo em locais públicos ou tem receio de roubos e furtos.
A tendência é que cada vez mais usuários adotem esse tipo de proteção, à medida que crimes digitais se tornam mais sofisticados.
Outras ferramentas de segurança oferecidas pelo Nubank
Além do Modo Rua, o Nubank mantém um conjunto robusto de funcionalidades voltadas à proteção dos clientes. Entre as principais, destacam-se:
Me Roubaram
Ferramenta exclusiva que permite bloquear rapidamente o aplicativo, cartões e acessos em caso de roubo ou perda do celular. A ação pode ser feita de outro dispositivo, reduzindo o tempo de resposta em situações de emergência.
Pack de Proteção
Conjunto de recursos que utiliza inteligência artificial para identificar comportamentos suspeitos. O sistema analisa padrões de uso e pode bloquear automaticamente transações fora do perfil do cliente.
Portal de Segurança do Nubank
Espaço educativo com vídeos, orientações práticas e conteúdos atualizados sobre golpes financeiros. Iniciativas como o SOS Nu ajudam os clientes a identificar fraudes e agir rapidamente.
Por que essa mudança é importante para quem usa Pix diariamente
O Pix se tornou o meio de pagamento mais popular do Brasil, mas também passou a ser alvo constante de criminosos. Diante desse cenário, recursos como o Modo Rua ganham relevância ao oferecer proteção automática, sem exigir atenção constante do usuário.
Ao limitar valores fora de ambientes seguros e exigir autenticação reforçada, o Nubank reduz significativamente os prejuízos em casos de golpes, assaltos e sequestros relâmpago.
Com essa mudança, a fintech reforça sua estratégia de colocar a segurança digital no centro da experiência do cliente, acompanhando a evolução dos riscos e do próprio sistema financeiro digital no Brasil.
