Clientes da Caixa e Bradesco que usam Pix devem ficar atentos ao aviso importante emitido em 03/02

O avanço dos pagamentos instantâneos no Brasil mudou profundamente a forma como a população lida com o dinheiro no dia a dia. Com o Pix, lançado em 2020 pelo Banco Central do Brasil, transferências que antes dependiam de horário bancário passaram a ser realizadas em poucos segundos, a qualquer hora e dia da semana.

Essa praticidade ampliou a inclusão financeira e facilitou operações entre pessoas físicas, empresas e órgãos públicos. No entanto, a rapidez do sistema também passou a ser explorada por criminosos, que se aproveitam da pressa, da distração e da confiança dos usuários de bancos como a Caixa Econômica Federal e o Bradesco, entre outras instituições.

Com isso, os chamados golpes do Pix se tornaram uma das principais formas de fraude financeira no país.

O que é o golpe do Pix e como ele acontece?

O golpe do Pix não está relacionado a falhas técnicas do sistema, mas sim ao uso de engenharia social. Nesse tipo de fraude, o criminoso manipula emocionalmente a vítima para induzi-la a tomar decisões rápidas, sem tempo para checagem.

Na prática, o golpista cria situações de urgência ou aparência de legitimidade, levando a vítima a:

  • Fazer uma transferência imediata via Pix

  • Informar senhas, códigos de segurança ou tokens

  • Clicar em links que levam a páginas falsas

Em muitos casos, o criminoso se passa por:

  • Funcionário de banco

  • Loja virtual ou empresa conhecida

  • Suporte técnico

  • Parente ou amigo em situação de emergência

Quais são os principais tipos de golpe do Pix hoje?

Algumas modalidades de fraude com Pix se repetem em todo o país e seguem padrões semelhantes. Conhecer esses formatos ajuda a identificar o golpe antes que o prejuízo aconteça.

Phishing com Pix

Mensagens falsas enviadas por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens fingem ser de bancos ou lojas. Os links levam a páginas falsas que pedem dados pessoais ou confirmam transferências inexistentes.

Golpe por ligação telefônica

O criminoso se apresenta como atendente da instituição financeira e solicita senha, token, código de autenticação ou pede uma transferência “de teste” para suposta verificação de segurança.

Vendas falsas na internet

Anúncios em redes sociais ou marketplaces oferecem produtos com preços muito abaixo do mercado. O pagamento é exigido via Pix, mas o produto nunca é entregue.

Falso suporte técnico

Golpistas alegam problemas na conta ou no aplicativo do banco e orientam a vítima a instalar programas de acesso remoto. Com isso, conseguem movimentar valores via Pix.

Golpe do parente em apuro

O criminoso usa nome e foto semelhantes aos de um familiar, relata uma emergência (acidente, problema de saúde, dívida inesperada) e pede um Pix urgente.

Quais sinais indicam um possível golpe do Pix?

Embora os golpes variem, muitos apresentam sinais claros de fraude. Entre os principais alertas estão:

  • Urgência exagerada para realizar o pagamento

  • Insistência para que a transferência seja feita imediatamente

  • Pedido de senhas, códigos ou tokens

  • Links encurtados ou com endereços estranhos

  • Contatos inesperados fora dos canais oficiais

Uma regra simples ajuda a reduzir riscos: desconfie sempre de contatos não solicitados e nunca clique em links recebidos por mensagens. O ideal é abrir o aplicativo do banco diretamente ou digitar o endereço do site no navegador.

Como se proteger de golpes com Pix no dia a dia?

A prevenção envolve mudanças simples de comportamento e o uso adequado das ferramentas de segurança disponíveis nos aplicativos bancários. Veja algumas medidas eficazes:

  • Verifique a origem das mensagens: confira remetente, telefone, e-mail e endereço do link

  • Use apenas canais oficiais: acesse o app do banco manualmente, sem links externos

  • Ative autenticação em duas etapas: utilize biometria, senha forte e códigos adicionais

  • Defina limites de valor para Pix: ajuste tetos de transferência diurna e noturna

  • Mantenha dispositivos atualizados: instale atualizações do sistema e dos aplicativos

  • Acompanhe o extrato com frequência: identifique rapidamente transações não reconhecidas

Essas ações não eliminam totalmente o risco, mas reduzem significativamente a chance de prejuízo.

O que fazer se você cair em um golpe do Pix?

Se uma transferência indevida já foi realizada ou se dados sensíveis foram informados, agir rápido é fundamental.

As orientações são:

  1. Interrompa imediatamente o contato com o golpista

  2. Entre em contato com o banco pelos canais oficiais

  3. Solicite bloqueio de acessos suspeitos

  4. Altere senhas e revise limites de Pix

  5. Registre um boletim de ocorrência

Desde 2021, existe o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permite o bloqueio dos valores transferidos e, em alguns casos, a devolução parcial ou total do dinheiro. O sucesso do MED depende da rapidez da contestação e da existência de saldo na conta do fraudador.

Atenção redobrada é a principal defesa

O Pix é uma ferramenta segura e eficiente, mas sua velocidade exige cuidado redobrado dos usuários. Informação, desconfiança saudável e uso consciente dos recursos de segurança continuam sendo as melhores formas de proteção contra golpes.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.