O brasileiro está acostumado a ouvir que só quem tem diploma universitário consegue ganhar salários altos. Mas 2025 trouxe uma quebra de paradigma. Isso porque, há cursos técnicos que pagam mais do que muitas profissões de nível superior.
Entre os cursos que mais proporcionam um bem-estar financeiro está o técnico em automação industrial, que ganhou status de estrela do mercado, com remunerações que começam em R$ 8 mil e chegam facilmente a R$ 15 mil.
E o mais curioso é que essa formação não exige cinco anos de faculdade. Em apenas 18 meses, o aluno já sai preparado para disputar vagas em setores industriais, de mineração a startups de tecnologia.
Por que a automação industrial paga tão bem?
A resposta é simples: a indústria brasileira está à procura de eficiência. Grandes empresas, como Vale, Embraer e Petrobras, já entenderam que cada linha de produção automatizada significa milhões economizados por ano.
Quem faz essa engrenagem girar? O técnico em automação. Ele instala, configura e mantém sistemas automatizados, usando desde CLPs (Controladores Lógicos Programáveis) até sensores conectados à Internet das Coisas (IoT).
Em outras palavras, podemos dizer que é o profissional que transforma fábricas em ambientes inteligentes, capazes de produzir mais, com menos custo e menos falhas. É aí que mora a valorização.
Formação acessível e de retorno rápido
Enquanto um engenheiro pode gastar até R$ 100 mil em cinco anos de faculdade, o curso técnico em automação industrial custa bem menos e dura apenas 1.200 horas — cerca de 18 meses.
Instituições como o Senai e os Institutos Federais (IFs) oferecem turmas presenciais e híbridas, com mensalidades médias de R$ 300. O investimento é baixo comparado ao retorno: um salário inicial já acima da média nacional, que atualmente gira em torno de R$ 3 mil.
Onde estão as melhores oportunidades?
O mapa das oportunidades está bem definido. Polos industriais como Joinville (SC), Camaçari (BA), São Paulo (SP) e Betim (MG) estão contratando cada vez mais técnicos em automação.
Além disso, multinacionais instaladas no Brasil oferecem contratos que pagam até R$ 15 mil para profissionais capazes de lidar com equipamentos de ponta. Esse movimento acompanha o crescimento da chamada Indústria 4.0, que já é realidade no país.
Habilidades que fazem diferença
Para conquistar um bom salário, não basta ter o diploma. É preciso mostrar habilidade prática. O mercado valoriza especialmente quem sabe:
- Programar CLPs para linhas de produção;
- Ler diagramas elétricos sem enrolação;
- Diagnosticar falhas em tempo real, evitando que fábricas fiquem paradas;
- Integrar sensores IoT para monitorar máquinas remotamente;
- Trabalhar com eletrônica básica para dar soluções rápidas.
Um diferencial extra que pode alavancar as suas chances é o inglês técnico. Isso porque, quem domina o idioma consegue negociar contratos com multinacionais, muitas vezes com salários no teto da faixa.
Como começar a carreira do zero
Quer entrar nesse mercado? O caminho é direto:
- Matricule-se em um curso técnico no Senai ou em um IF próximo;
- Participe de estágios em indústrias locais para ganhar prática;
- Monte um portfólio digital mostrando projetos e experiências;
- Participe de feiras industriais e faça networking com recrutadores;
- Use plataformas como Vagas.com e LinkedIn para buscar oportunidades.
Um detalhe importante: muitos técnicos começam em pequenas fábricas, ganhando experiência com máquinas mais simples. Esse “treino real” serve de passaporte para os grandes salários.
Como se destacar no mercado de trabalho
Se você ainda não tem prática, dá para começar em casa. Existem simuladores gratuitos de CLPs, como os da Siemens, que permitem treinar a programação de sistemas sem precisar de uma fábrica real.
Essa preparação prática é um diferencial enorme. Muitos recrutadores preferem candidatos que “colocaram a mão na massa”, mesmo que em ambiente virtual, a quem só ficou na teoria.
É importante salientar que o setor industrial brasileiro cresce cerca de 10% ao ano, puxado pela modernização de fábricas e pela pressão global por eficiência. Isso significa que, ao contrário de carreiras que estão minguando, a automação industrial só vai expandir.
Para quem está buscando estabilidade financeira com alta remuneração e sem precisar de uma graduação longa, essa é uma das carreiras mais seguras de 2025.
Outros cursos técnicos promissores em 2025
Embora a automação industrial seja o carro-chefe, outros cursos técnicos também vêm conquistando espaço:
- Técnico em mecatrônica – integração de mecânica, eletrônica e computação;
- Técnico em energia renovável – foco em sistemas solares e eólicos;
- Técnico em cibersegurança – proteção de redes e sistemas industriais;
- Técnico em manutenção aeronáutica – com salários que rivalizam com engenharias.
Todos têm em comum a mesma lógica: formação rápida, muita prática e salários que superam a média nacional.
Como fazer um bom networking
Um ponto pouco falado, mas essencial: o networking vale tanto quanto o diploma. Estar presente em feiras, grupos de discussão online e projetos colaborativos abre portas que não aparecem em sites de vagas.
Na prática, muitas empresas contratam por indicação ou por conhecer o portfólio do profissional em eventos. É por isso que documentar suas práticas em um portfólio digital é tão importante.
Por fim, é sabido que o Brasil de 2025 já deixou claro: formação longa não é mais a única rota para salários altos. O técnico em automação industrial é a prova viva de que carreiras técnicas inusitadas podem render ganhos de até R$ 15 mil.
Para quem busca uma chance de transformar a vida financeira rapidamente, o caminho está aberto. A indústria precisa de gente qualificada. E quem decidir começar agora, provavelmente estará surfando a onda de um dos mercados mais promissores da década.
