O calendário do PIS 2026 (ano-base 2024) já está confirmado e os pagamentos começam a partir desta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, com valores que podem chegar a R$ 1.621, conforme o tempo de trabalho do beneficiário no período de referência.
A mudança na data inicial chamou atenção, já que tradicionalmente o pagamento costuma começar no dia 15. No entanto, em 2026, o dia 15 cai em um domingo, e por isso o cronograma foi ajustado para o primeiro dia útil seguinte.
O benefício será liberado de forma escalonada, seguindo o mês de nascimento do trabalhador, e deve atender 26,9 milhões de pessoas, com previsão de R$ 33,5 bilhões em pagamentos, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A consulta já foi liberada desde o dia 5 de fevereiro, podendo ser feita pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital e pelo portal Gov.br.
Calendário do PIS 2026: veja as datas de pagamento
O cronograma do PIS 2026 é organizado conforme o mês de nascimento do trabalhador, seguindo o mesmo modelo tradicional utilizado nos últimos anos.
Confira o calendário oficial:
Nascidos em janeiro: pagamento a partir de 16/02/2026
Nascidos em fevereiro: pagamento a partir de 15/03/2026
Nascidos em março e abril: pagamento a partir de 15/04/2026
Nascidos em maio e junho: pagamento a partir de 15/05/2026
Nascidos em julho e agosto: pagamento a partir de 15/06/2026
Nascidos em setembro e outubro: pagamento a partir de 15/07/2026
Nascidos em novembro e dezembro: pagamento a partir de 15/08/2026
📌 Prazo final para saque: até 29 ou 30 de dezembro de 2026 (a data exata pode variar conforme ajustes finais do calendário oficial).
Qual o valor do PIS 2026? Benefício pode chegar a R$ 1.621
O valor do abono salarial em 2026 será proporcional ao tempo trabalhado no ano-base de 2024.
Ou seja: quanto mais meses com carteira assinada em 2024, maior será o valor recebido.
O cálculo funciona assim:
📌 Salário mínimo vigente em 2026 ÷ 12 × número de meses trabalhados em 2024
Como o salário mínimo considerado é de R$ 1.621, o valor máximo do PIS será pago apenas para quem trabalhou os 12 meses completos de 2024.
Veja exemplos:
1 mês trabalhado: cerca de R$ 136
6 meses trabalhados: cerca de R$ 810,50
12 meses trabalhados: R$ 1.621
Dessa forma, o PIS 2026 pode variar aproximadamente entre R$ 136 e R$ 1.621, dependendo do tempo registrado em carteira.
Quem tem direito ao PIS 2026?
Para receber o abono salarial em 2026, o trabalhador precisa cumprir quatro exigências principais.
Confira os requisitos:
✅ Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos 5 anos
✅ Ter trabalhado com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024
✅ Ter recebido média salarial de até 2 salários mínimos em 2024
✅ Ter os dados corretamente informados pelo empregador na RAIS ou no eSocial
Além disso, para ter acesso ao benefício, é necessário ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93.
Esse valor é o limite adotado com base na regra vigente para o pagamento do PIS/Pasep em 2026.
Quantos trabalhadores vão receber o PIS/Pasep em 2026?
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o pagamento do PIS/Pasep em 2026 deve beneficiar:
📌 26,9 milhões de trabalhadores
📌 Total previsto em repasses: R$ 33,5 bilhões
O volume confirma o PIS como um dos maiores programas de transferência indireta de renda do país, atingindo milhões de brasileiros que trabalharam formalmente.
Novas regras do PIS/Pasep: o que mudou com a PEC?
Mesmo com o calendário confirmado e o pagamento começando em fevereiro, uma mudança importante começou a valer a partir de 2026 e afeta diretamente o público que terá direito ao abono salarial nos próximos anos.
Até 2025, o abono seguia o critério tradicional:
📌 recebia quem trabalhou pelo menos 30 dias e ganhou até dois salários mínimos no ano-base.
Em 2025, por exemplo, o benefício foi pago com base no ano-base 2023 e o limite de renda era de até R$ 2.640.
O valor máximo pago naquele ano foi de R$ 1.518, pois o cálculo utilizava o salário mínimo vigente no momento do pagamento.
A regra de transição vai restringir quem tem direito
Com a aprovação do pacote fiscal e a regra de transição definida pela PEC, a principal mudança é a seguinte:
➡️ o limite de renda para receber o PIS/Pasep deixará de acompanhar o salário mínimo.
Na prática, isso significa que o limite para receber o benefício será reajustado apenas pela inflação (INPC), enquanto o salário mínimo poderá continuar tendo ganho real (acima da inflação).
Ou seja: com o passar dos anos, menos pessoas vão se encaixar no critério, mesmo mantendo o padrão de renda.
A previsão do governo é que, até 2035, apenas trabalhadores que ganham o equivalente a 1 salário mínimo e meio por mês no ano-base terão direito ao benefício.
Entenda a diferença entre reajuste do salário mínimo e o reajuste do PIS
O salário mínimo no Brasil continua sendo reajustado com base em:
inflação medida pelo INPC
crescimento do PIB de dois anos anteriores
teto de aumento definido pelo arcabouço fiscal
Já o critério do PIS/Pasep será reajustado somente pelo INPC.
Isso cria um “descolamento” entre o salário mínimo e o limite para receber o abono.
📌 Resultado: o salário mínimo sobe mais rápido, e o abono salarial passa a atingir menos trabalhadores.
Quem NÃO tem direito ao PIS 2026?
Mesmo cumprindo os requisitos de renda, alguns grupos não podem receber o abono salarial.
Veja quem fica de fora:
❌ empregado(a) doméstico(a)
❌ trabalhadores rurais empregados por pessoa física
❌ trabalhadores urbanos empregados por pessoa física
❌ trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica
Esses trabalhadores não são incluídos nas regras do abono salarial PIS/Pasep.
Como consultar o PIS 2026?
A consulta do PIS 2026 já está liberada desde 5 de fevereiro, e pode ser feita de forma online.
O caminho mais indicado é pelo aplicativo oficial da Carteira de Trabalho Digital.
Consulta do PIS pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital
Para consultar, siga o passo a passo:
Certifique-se de que o aplicativo está atualizado
Faça login usando CPF e senha do Gov.br
Toque em “Benefícios”
Em seguida, clique em “Abono Salarial”
A tela informará se você está habilitado e qual será a data de pagamento
Essa consulta é considerada a forma mais rápida e segura de confirmar o direito ao benefício.
Também dá para consultar pelo Caixa Tem e Caixa Trabalhador
Trabalhadores do setor privado também podem consultar pelo:
aplicativo Caixa Trabalhador
aplicativo Caixa Tem
Nessas plataformas, além da consulta, o usuário pode verificar se o dinheiro já foi depositado.
Como são feitos os pagamentos do PIS 2026?
O pagamento do PIS é administrado pela Caixa Econômica Federal, e pode ser recebido de quatro formas.
Veja as opções:
✅ Crédito automático para quem tem conta corrente ou poupança na Caixa
✅ Depósito na Poupança Social Digital, movimentada pelo Caixa Tem
✅ Saque com cartão social e senha em lotéricas, terminais e Caixa Aqui
✅ Saque presencial em agência da Caixa com documento de identificação
📌 Quem não tem cartão social também consegue sacar diretamente na agência.
E o Pasep 2026? Quem recebe e como funciona?
O Pasep é destinado a servidores públicos e é pago pelo Banco do Brasil.
O pagamento acontece preferencialmente por:
crédito em conta bancária
transferência via TED
transferência via PIX
saque presencial em agência do Banco do Brasil
O procedimento segue as orientações do Ministério do Trabalho e do BB.
Atenção ao prazo final para saque do PIS/Pasep 2026
Apesar do calendário escalonado, todos os trabalhadores devem ficar atentos ao prazo limite para retirar o valor.
📌 Quem não sacar até o fim de dezembro de 2026 perde o acesso imediato ao dinheiro e pode enfrentar dificuldades para recuperar o benefício.
Por isso, especialistas recomendam consultar assim que o lote do mês for liberado.
Resumo: PIS 2026 começa dia 16/02 e pode pagar até R$ 1.621
Para quem quer entender rapidamente, veja os principais pontos:
Pagamentos começam em 16 de fevereiro de 2026
Calendário segue o mês de nascimento
Valor máximo chega a R$ 1.621
Consulta liberada desde 05/02
Previsão de 26,9 milhões de beneficiados
Total de R$ 33,5 bilhões em repasses
Regra nova começa a restringir beneficiários a partir de 2026
