Bolsa Família começa 2026 com pagamento reforçado – janeiro traz dinheiro extra, mas exige atenção a regras obrigatórias com alerta sobre bloqueios no CadÚnico

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) oficializou o calendário de pagamentos do Bolsa Família para janeiro de 2026. A confirmação das datas chega em um momento estratégico, já que o início do ano costuma concentrar despesas como material escolar, contas acumuladas e reorganização do orçamento doméstico.

Para milhões de famílias brasileiras, entender quanto será pago, quando o dinheiro cai na conta e quais regras precisam ser cumpridas faz toda a diferença para evitar bloqueios e garantir a continuidade do benefício.

Além do valor mínimo garantido, o Bolsa Família segue estruturado como uma cesta de benefícios, cujo valor final varia conforme a composição familiar, idade dos dependentes e situações específicas, como gravidez ou amamentação.

Calendário oficial do Bolsa Família em janeiro de 2026

O governo mantém o modelo tradicional de pagamentos escalonados conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS), impresso no cartão do beneficiário. Os depósitos são realizados sempre nos últimos dez dias úteis do mês, diretamente na conta vinculada ao Caixa Tem.

Confira as datas confirmadas para janeiro de 2026:

  • NIS final 1: 19 de janeiro

  • NIS final 2: 20 de janeiro

  • NIS final 3: 21 de janeiro

  • NIS final 4: 22 de janeiro

  • NIS final 5: 23 de janeiro

  • NIS final 6: 26 de janeiro

  • NIS final 7: 27 de janeiro

  • NIS final 8: 28 de janeiro

  • NIS final 9: 29 de janeiro

  • NIS final 0: 30 de janeiro

O valor fica disponível logo nas primeiras horas do dia, podendo ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem para pagamentos, transferências ou saques.

Calendário Bolsa Família 2026

Valor base continua em R$ 600, mas pagamento pode ser maior

Em 2026, o valor mínimo do Bolsa Família permanece fixado em R$ 600 por família. No entanto, esse é apenas o ponto de partida.

O montante final pode aumentar de forma significativa dependendo do perfil dos integrantes do núcleo familiar, especialmente quando há crianças pequenas, adolescentes ou gestantes.

A prioridade do programa segue sendo a proteção da primeira infância, além do estímulo à permanência escolar e ao acompanhamento de saúde.

Quem recebe o adicional de R$ 150 no Bolsa Família

O Benefício Primeira Infância garante um acréscimo de R$ 150 por criança de 0 a 6 anos incompletos.

Não existe um limite máximo de crianças para esse adicional. Ou seja, famílias com dois ou três filhos nessa faixa etária recebem o valor multiplicado, desde que cumpram os critérios de renda e mantenham o cadastro regular no CadÚnico.

Esse adicional é automático e não exige solicitação separada.

Outros adicionais pagos em 2026

Além do valor base e do adicional de R$ 150, o Bolsa Família inclui outros complementos importantes:

  • R$ 50 por gestante

  • R$ 50 por nutriz (mãe que amamenta)

  • R$ 50 por criança ou adolescente entre 7 e 18 anos incompletos

Esses valores são somados ao benefício principal e podem elevar consideravelmente o total recebido pela família.

Veja como funciona o cálculo na prática

Para facilitar o entendimento, veja exemplos reais de composição do benefício:

Exemplo 1 – Família com criança pequena
Uma mãe solo com um filho de 3 anos recebe:
R$ 600 (valor base) + R$ 150 (criança de 0 a 6 anos) = R$ 750

Exemplo 2 – Família com criança e adolescente
Um casal com um filho de 4 anos e outro de 14 anos recebe:
R$ 600 (base) + R$ 150 (criança pequena) + R$ 50 (adolescente) = R$ 800

Exemplo 3 – Gestante que mora sozinha
Uma mulher grávida sem filhos recebe:
R$ 600 (base) + R$ 50 (gestante) = R$ 650

Esses valores mostram como a composição familiar impacta diretamente o pagamento final.

Regras obrigatórias para manter o Bolsa Família em 2026

Para continuar recebendo o benefício sem interrupções, o MDS exige o cumprimento de condicionalidades nas áreas de saúde e educação.

O governo realiza cruzamentos mensais de dados no CadÚnico, e qualquer inconsistência pode resultar em advertência, bloqueio temporário ou até cancelamento do benefício.

As principais exigências são:

  • Frequência escolar mínima:

    • 60% para crianças de 4 e 5 anos

    • 75% para beneficiários de 6 a 18 anos

  • Vacinação em dia: conforme o calendário do Programa Nacional de Imunizações

  • Acompanhamento nutricional: pesagem e medição de crianças menores de 7 anos

  • Pré-natal obrigatório: para todas as gestantes cadastradas

Atenção redobrada para quem mora sozinho

Um ponto sensível em 2026 é a averiguação cadastral de pessoas que vivem sozinhas. O MDS mantém fiscalização reforçada sobre cadastros unipessoais como forma de combate a fraudes.

Quem mora sozinho e recebe o Bolsa Família precisa manter:

  • Endereço atualizado

  • Telefone ativo

  • Informações de renda corretas

  • Comparecimento às convocações do CRAS, quando solicitado

Qualquer divergência pode levar à suspensão do pagamento.

Importância da atualização do CadÚnico

Manter o Cadastro Único atualizado deixou de ser apenas uma recomendação e se tornou uma exigência permanente. Mudanças na composição familiar, endereço, escola dos filhos ou situação de trabalho devem ser informadas imediatamente.

A atualização pode ser feita no CRAS mais próximo, mediante agendamento, e é a principal forma de evitar problemas no recebimento do Bolsa Família ao longo de 2026.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.