Beneficiários do Bolsa Família em Teresina precisam redobrar a atenção para não perder o pagamento mensal de R$600 no início de 2026. Uma exigência considerada decisiva pelo programa precisa ser cumprida, obrigatoriamente, até o dia 15 de janeiro. Quem não regularizar a situação dentro do prazo corre o risco de enfrentar bloqueio, suspensão e até o cancelamento definitivo do benefício.
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) prorrogou o prazo para o acompanhamento obrigatório de saúde após identificar que milhares de famílias não haviam comparecido às Unidades Básicas de Saúde até o fim de dezembro. A medida busca evitar prejuízos financeiros às famílias mais vulneráveis, especialmente em um momento de aumento do custo de vida e reorganização das despesas no começo do ano.
O alerta é direto: sem o registro do acompanhamento no sistema oficial do Bolsa Família, o pagamento pode ser interrompido nos próximos repasses. Por isso, a orientação das autoridades de saúde é clara: não deixar para a última hora.
O que é o acompanhamento obrigatório do Bolsa Família
O acompanhamento de saúde faz parte das chamadas condicionalidades do Bolsa Família, regras que precisam ser cumpridas para que a família continue recebendo o benefício. Essas exigências não são novas, mas ainda geram dúvidas entre muitos beneficiários, principalmente aqueles que entraram recentemente no programa ou que mudaram de endereço.
Em Teresina, o acompanhamento envolve o comparecimento à Unidade Básica de Saúde para atualização de dados e avaliação clínica de alguns integrantes da família. O procedimento é gratuito e realizado por profissionais do SUS.

Quem precisa cumprir a exigência até 15 de janeiro
Nem todos os membros da família passam pela avaliação, mas alguns grupos são obrigatoriamente monitorados pelas equipes de saúde. Estão incluídos:
Crianças menores de 7 anos, que precisam ter vacinação em dia e acompanhamento de peso e altura
Gestantes, que devem manter o pré-natal atualizado e registrar as consultas no sistema
Mulheres entre 14 e 44 anos, que fazem parte do grupo monitorado pelo programa
Essas informações são essenciais para que o governo federal confirme que as condicionalidades estão sendo cumpridas.
Por que o prazo foi prorrogado em Teresina
Segundo a Fundação Municipal de Saúde, muitas famílias não conseguiram comparecer às unidades até o fim de dezembro. O período de festas de fim de ano, aliado ao aumento da demanda por serviços públicos, dificultou o atendimento em diversos bairros da capital.
Além disso, houve registros de atendimentos represados, com filas e dificuldades de agendamento em algumas regiões. Diante desse cenário, o município decidiu ampliar o prazo até 15 de janeiro, considerado o limite final para regularização antes que o sistema federal comece a aplicar sanções.
A FMS reforça que a prorrogação é uma tentativa de proteger os beneficiários, mas alerta que não haverá nova extensão do prazo.
Como regularizar a situação e não perder o Bolsa Família
A regularização é simples, mas exige atenção aos documentos e ao prazo. Em Teresina, todas as Unidades Básicas de Saúde estão autorizadas a realizar o procedimento.
Ao chegar à unidade, o beneficiário deve informar que busca o acompanhamento do Bolsa Família. É necessário apresentar:
Documento oficial com foto
Cartão do Bolsa Família ou CPF
Com isso, a equipe de saúde acessa o sistema oficial e registra as informações exigidas pelo programa.
Durante o atendimento, são realizados procedimentos como:
Pesagem e medição de altura das crianças
Avaliação do estado nutricional
Conferência e atualização da carteira de vacinação
Registro do acompanhamento pré-natal das gestantes
Esses dados comprovam que a família está cumprindo as condicionalidades exigidas pelo governo federal.
O que acontece se o beneficiário não comparecer
O não cumprimento da exigência até 15 de janeiro pode gerar consequências diretas no pagamento do Bolsa Família. O processo ocorre de forma gradual, mas pode resultar em perda total do benefício.
As principais penalidades previstas são:
Bloqueio temporário do pagamento, impedindo o saque do valor
Suspensão do benefício, com interrupção dos repasses por alguns meses
Cancelamento definitivo, nos casos em que a situação não é regularizada
Muitas famílias só percebem o problema quando o pagamento não cai na conta, o que pode gerar transtornos financeiros graves.
Acompanhamento não é punição, diz a Fundação Municipal de Saúde
A Fundação Municipal de Saúde reforça que o acompanhamento não tem caráter punitivo. O objetivo principal é prevenção e cuidado contínuo, especialmente com crianças e gestantes em situação de vulnerabilidade social.
O monitoramento permite identificar casos de desnutrição, atraso no calendário vacinal, gestantes sem acompanhamento adequado e outras situações de risco. A partir desses dados, o município pode direcionar políticas públicas e ações de saúde mais eficazes.
Por isso, a orientação oficial é que nenhuma família deixe o prazo passar, mesmo que esteja com a situação aparentemente regular.
Bolsa Família e as regras de permanência no programa
O Bolsa Família mantém critérios claros relacionados à saúde e à educação como condições para permanência. Além do acompanhamento de saúde, também é exigida a frequência escolar mínima de crianças e adolescentes.
Essas regras fazem parte do desenho do programa, que busca integrar transferência de renda com acesso a serviços básicos. O descumprimento repetido das condicionalidades pode levar ao desligamento da família.
No caso específico de Teresina, a prorrogação até 15 de janeiro representa a última oportunidade de regularização antes dos pagamentos de 2026. Quem cumpre o procedimento dentro do prazo mantém o direito aos R$600 sem interrupções e evita dores de cabeça nos próximos meses.
A recomendação final das autoridades é clara: comparecer o quanto antes à unidade de saúde, evitar filas de última hora e garantir que todas as informações estejam devidamente registradas no sistema oficial do Bolsa Família.
