Banco Central confirma regra e quem tem R$ 5 mil na poupança da Caixa precisa saber quanto o dinheiro realmente rende em 2026

Não é preciso ser especialista em economia para perceber que a poupança continua sendo um dos investimentos mais populares do Brasil. Mesmo com o avanço de outras modalidades, milhões de brasileiros seguem utilizando a caderneta como principal forma de guardar dinheiro, especialmente em períodos de incerteza econômica e necessidade de liquidez imediata.

Com a atenção redobrada às finanças pessoais, uma normativa recente do Banco Central reacendeu o debate sobre a rentabilidade da poupança e seus limites. As regras impactam diretamente quem mantém valores modestos aplicados, como é o caso de quem tem R$ 5 mil guardados na Caixa Econômica Federal.

O que mudou nas regras da poupança segundo o Banco Central

O Banco Central mantém regras objetivas para a remuneração da caderneta de poupança, válidas para todos os bancos, incluindo a Caixa. Essas normas não são alteradas de forma discricionária pelas instituições financeiras e seguem parâmetros definidos conforme o comportamento da taxa Selic.

Atualmente, a taxa Selic está fixada em 15% ao ano, patamar mantido desde as últimas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom). Quando a Selic permanece acima de 8,5%, entra em vigor o modelo tradicional de rendimento da poupança.

Nesse cenário, a regra aplicada é:

  • 0,5% ao mês

  • + Taxa Referencial (TR)

Esse modelo vale para todas as contas de poupança, independentemente do banco.

Quanto rende R$ 5 mil na poupança da Caixa em 2026

Para quem mantém R$ 5.000 aplicados na poupança, o crescimento do saldo ocorre de forma previsível, porém limitada. Não há ganhos extraordinários, mesmo em períodos de juros elevados.

Pelas projeções atuais, considerando a regra de 0,5% ao mês somada à TR, o valor pode chegar a aproximadamente R$ 5.340,17 após 12 meses, dependendo diretamente da variação mensal da Taxa Referencial.

O rendimento é creditado apenas na data de aniversário do depósito, o que significa que o dinheiro precisa permanecer aplicado por pelo menos 30 dias completos para gerar retorno. Saques antes dessa data eliminam o rendimento daquele período.

Isenção de Imposto de Renda segue como vantagem

Um ponto que mantém a poupança atrativa para parte da população é a isenção total de Imposto de Renda para pessoas físicas. Diferentemente de outros investimentos, como CDBs e fundos, o rendimento da poupança não sofre qualquer tributação.

Essa característica favorece principalmente pequenos poupadores, aposentados e pessoas que priorizam simplicidade e segurança, mesmo abrindo mão de rentabilidade maior.

Como funciona o cálculo da poupança na prática

A regra atual de rendimento da poupança foi estabelecida em 2012 e divide o cálculo em dois cenários distintos:

  • Selic igual ou inferior a 8,5% ao ano: rendimento de 70% da Selic + TR

  • Selic acima de 8,5% ao ano: rendimento fixo de 0,5% ao mês + TR

Como o Brasil atravessa em 2026 um ciclo de juros elevados, com a Selic em 15%, o segundo modelo permanece em vigor.

Na prática, isso significa que a poupança não acompanha integralmente a alta dos juros, diferentemente de outros produtos financeiros atrelados ao CDI ou à própria Selic.

Por que a poupança perde atratividade em juros altos

Embora ofereça segurança e liquidez, a poupança passa a render proporcionalmente menos quando a taxa Selic sobe muito. Enquanto investimentos de renda fixa acompanham quase integralmente o movimento dos juros, a poupança fica limitada ao teto de 0,5% ao mês.

Para quem mantém valores como R$ 5 mil, a diferença pode parecer pequena no curto prazo, mas se torna relevante ao longo dos anos, especialmente em comparação com alternativas de baixo risco disponíveis no mercado.

Ainda assim, a caderneta segue sendo utilizada como reserva de emergência, justamente pela facilidade de acesso ao dinheiro e pela ausência de riscos diretos ao capital.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.