Aviso do Banco Central traz alerta nos cartões de crédito Itaú, Bradesco e mais

O avanço das fraudes envolvendo cartões de crédito mobilizou o Banco Central a emitir, nos últimos dias, um alerta amplo destinado a consumidores de diversas instituições financeiras. Itaú, Bradesco e outros grandes bancos já registram aumento expressivo nas ocorrências, levando a autoridade monetária a reforçar que não existe recall oficial de cartões nem substituição automática sem autorização do titular.

Antes de mais nada, o órgão esclarece que qualquer mensagem afirmando que o cartão deve ser trocado com urgência, recolhido por um suposto funcionário ou devolvido sob ameaça de bloqueio é falsa. Ou seja, trata-se de um golpe baseado em engenharia social, que explora medo, pressa e desinformação.

Banco Central reforça: banco não envia cartão sem pedido do cliente

A princípio, o alerta serve para conter um movimento crescente de golpistas que enviam cartões pelos Correios sem solicitação do consumidor. Em seguida, eles fazem contato — geralmente por telefone, WhatsApp ou SMS — fingindo ser do banco e pedindo a ativação da nova via. Assim, conseguem capturar dados sensíveis e senhas.

O Banco Central foi claro: nenhuma instituição financeira pode ativar um cartão de crédito sem autorização expressa do cliente. Caso o consumidor receba um cartão inesperado, deve entrar em contato imediatamente com o banco emissor pelos canais oficiais e registrar uma ocorrência.

Essa orientação, de acordo com especialistas ouvidos por entidades de defesa do consumidor, reduz o risco de ativação indevida e garante que o cliente não seja responsabilizado por eventuais compras fraudulentas.

Golpes mais comuns envolvendo cartões de crédito

A seguir, veja os golpes mais relatados pelos bancos, conforme apontam as novas comunicações ao Banco Central.

1. Falso recall de cartão

Em primeiro lugar, criminosos enviam mensagens avisando sobre um suposto “recall” de cartões por problemas de segurança. Eles afirmam que a vítima deve entregar o cartão antigo a um motoboy ou enviá-lo pelo correio.

Assim que o criminoso recebe o cartão, utiliza maquininhas clandestinas para realizar compras e saques, aproveitando-se de dados que a vítima tenha fornecido sob pressão.

O Banco Central reforça que recall de cartão não existe e que qualquer troca depende de solicitação direta e exclusiva do cliente.

2. Golpe do dinheiro esquecido em troca de dados

Outro golpe crescente envolve o discurso sobre “dinheiro esquecido” em bancos ou no Banco Central. Os golpistas enviam links falsos que imitam páginas oficiais e pedem CPF, dados bancários e senhas.

Antes de mais nada, o próprio BC esclarece: nenhum valor é liberado mediante envio de dados pessoais ou foto do cartão.

Assim que a vítima fornece informações, criminosos conseguem realizar:

  • compras em sites

  • transferências instantâneas

  • saques em caixas eletrônicos

A quadrilha age rápido e consegue causar prejuízos em poucos minutos.

3. Troca do cartão em estabelecimentos físicos

Esse golpe é recorrente em bares, restaurantes e corridas de aplicativo. O criminoso observa discretamente a senha digitada, retém o cartão verdadeiro e devolve outro muito parecido.

Somente horas depois, ao tentar usar o cartão novamente, a vítima percebe a troca. Contudo, nesse intervalo, os golpistas já realizaram compras e saques sucessivos.

Esse tipo de abordagem representa um desafio adicional porque ocorre de forma silenciosa e sem contato prévio, dificultando a percepção imediata do golpe.

Como os criminosos conseguem se passar pelos bancos

Antes de mais nada, as investigações mostram que a engenharia social é a principal ferramenta dos golpistas. Eles imitam:

  • linguagem oficial dos bancos

  • cores e logos das instituições

  • números de telefone que parecem legítimos

  • mensagens de segurança urgentes

Ou seja, criam uma sensação de emergência para impedir que o cliente pare e verifique a veracidade do contato.

Além disso, técnicas de spoofing permitem que criminosos façam ligações que parecem vir de números usados pelo atendimento oficial. Por isso, o Banco Central reforça que o cliente deve sempre desligar e, em seguida, ligar diretamente para o número oficial do banco.

Recomendações para evitar prejuízos

As orientações dos bancos e do Banco Central reforçam medidas simples, mas extremamente eficazes para barrar golpes em segundos.

1. Nunca entregue o cartão a terceiros

Sob nenhuma hipótese um banco recolhe cartões na casa do cliente. Toda troca é solicitada diretamente pelo titular e enviada pelo correio sem recolha do cartão antigo.

2. Não informe senhas ou códigos por telefone

Instituições financeiras não pedem:

  • senha do cartão

  • código de segurança

  • número completo do cartão

  • dados sensíveis por WhatsApp ou SMS

Qualquer pedido desse tipo é golpe.

3. Durante o pagamento, mantenha o cartão sempre à vista

A saber: deixar o cartão fora do campo de visão facilita a troca. Prefira pagamentos por aproximação ou carteiras digitais, que reduzem o contato físico e a exposição à maquininha.

4. Habilite notificações em tempo real

Por outro lado, notificações no aplicativo permitem identificar compras suspeitas imediatamente. Assim, o cliente consegue bloquear o cartão antes que o prejuízo cresça.

5. Desconfie de mensagens sobre “benefícios imediatos”

Promessas de resgates, dinheiro esquecido, recall ou atualização obrigatória servem para atrair vítimas em segundos. Bancos não fazem esse tipo de abordagem repentina.

Por que o alerta do Banco Central aumenta a importância da vigilância

O alerta do Banco Central, segundo especialistas do setor financeiro, evidencia que a sofisticação dos golpes supera a percepção média dos clientes. Criminosos estudam padrões de comportamento, imitam sistemas e aproveitam brechas emocionais para induzir decisões equivocadas.

Além disso, o cenário atual mostra que fraudes já não se limitam ao ambiente digital. Muitas delas combinam ligações, mensagens, coleta de cartões e abordagens presenciais — criando um ciclo difícil de romper sem informação e atenção diária.

Ou seja, a prevenção depende de uma combinação de fatores: segurança digital, conhecimento sobre golpes e verificação rigorosa de contatos. Cada passo reduz a chance de cair em fraudes e impede prejuízos que, em alguns casos, passam de milhares de reais em poucas horas.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.