Aposentados e pensionistas precisam correr: biometria obrigatória do INSS começa em novembro e pode bloquear pagamentos para milhões de brasileiros

Imagine a seguinte cena: você, aposentado ou pensionista, depois de anos de trabalho, chega ao banco para sacar seu benefício e… surpresa! O pagamento está bloqueado. O motivo? Ausência de biometria obrigatória. Pois é, a partir de 20 de novembro de 2025, isso será uma realidade para milhões de brasileiros.

A novidade vem da Lei nº 15.077/24, que não deixa espaço para desculpas: sem a biometria, nada de pagamento. A intenção do governo é clara — modernizar o sistema, aumentar a segurança e acabar de vez com as fraudes milionárias que todo ano drenam recursos da Previdência.

Quem vai precisar fazer a biometria obrigatória

A exigência da biometria atinge em cheio três grupos principais:

  • Aposentados do INSS

  • Pensionistas de qualquer natureza

  • Beneficiários do BPC/LOAS, incluindo idosos e pessoas com deficiência de baixa renda

Ou seja, não importa se você recebe um salário mínimo ou mais: se o pagamento vem do INSS, a biometria passa a ser obrigatória.

E o detalhe mais importante: sem a biometria, o sistema suspende automaticamente o pagamento. Se a situação não for regularizada, o bloqueio pode se tornar definitivo.

Por que o governo decidiu exigir a biometria

O governo tem seus motivos, e eles não são pequenos. Segundo o próprio INSS, as fraudes no sistema previdenciário chegam a valores milionários todos os anos. Gente recebendo benefício de pessoas já falecidas, documentos falsificados, entre outros golpes.

Com a biometria, o objetivo é simples: garantir que só o verdadeiro titular receba o dinheiro.

Além disso, a tecnologia traz algumas vantagens:

  • Mais segurança: dados biométricos são únicos, impossíveis de copiar.

  • Menos burocracia: integração com a base da Carteira de Identidade Nacional (CIN) e da CNH.

  • Adequação à LGPD: todos os dados ficam protegidos por lei, evitando uso indevido.

Como vai funcionar a transição para a biometria obrigatória

O governo promete não jogar todo mundo de uma vez nos postos de atendimento. Para evitar filas quilométricas, será divulgado um calendário oficial, com prazos escalonados.

A ideia é simples:

  1. Primeiro, os grupos mais numerosos ou mais vulneráveis.

  2. Depois, os demais beneficiários, até que todos estejam cadastrados.

O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos deve anunciar em breve esse cronograma para garantir uma transição tranquila.

Quem já tem biometria pode ficar tranquilo

E aqui vai uma boa notícia: se você já tem biometria registrada na CNH ou na Carteira de Identidade Nacional (CIN), provavelmente não precisará fazer nada.

O sistema vai aproveitar as informações já existentes.

Mas atenção: é essencial verificar se os dados estão atualizados no aplicativo Meu INSS. Se estiver tudo certo lá, você já estará liberado automaticamente.

Onde fazer a biometria obrigatória do INSS

Para quem precisar fazer o cadastro biométrico, haverá várias opções:

  • Aplicativo Meu INSS: em muitos casos, será possível fazer o reconhecimento facial direto pelo celular, sem sair de casa.

  • INSS">Agências do INSS: para quem prefere atendimento presencial.

  • Postos parceiros: bancos e unidades de atendimento conveniadas devem ajudar na coleta.

E, claro, o telefone 135 continua funcionando para tirar dúvidas e orientar sobre os locais disponíveis.

A medida vale para todo o Brasil, sem exceções regionais.

Quanto tempo vai ser dado para a adaptação

Muita gente está preocupada com o prazo. Segundo informações do governo, a ideia é dar meses de antecedência para cada grupo se cadastrar sem pressa.

Ninguém vai precisar correr para fazer tudo em uma semana. O calendário vai distribuir os beneficiários por ordem de nascimento ou número do benefício, assim como já ocorre no pagamento do 13º do INSS.

Mas os especialistas alertam: não deixe para a última hora. Quanto antes verificar a situação, melhor.

Como evitar o bloqueio do benefício

Para não correr o risco de ficar sem pagamento, o passo a passo é simples:

  1. Verifique sua biometria: abra o aplicativo Meu INSS e veja se já está tudo ok.

  2. Agende, se necessário: caso precise fazer a coleta, utilize o próprio app ou ligue para o 135.

  3. Fique de olho no calendário: respeite os prazos divulgados pelo governo.

Quem deixar passar a data corre sério risco de ter o benefício suspenso logo após 20 de novembro de 2025.

O que acontece se o beneficiário não fizer a biometria

O governo foi bem claro:

  • Sem biometria, sem pagamento.

  • Primeiro, ocorre a suspensão temporária.

  • Se a situação não for regularizada, o bloqueio pode se tornar definitivo.

E recuperar o benefício depois pode ser mais demorado e burocrático. Por isso, não vale a pena arriscar.

Beneficiários em áreas rurais ou com dificuldade de acesso

Muita gente no interior do Brasil está preocupada: como fazer a biometria se o posto mais próximo fica a quilômetros de distância?

O governo afirma que vai garantir unidades móveis e parcerias com prefeituras para levar o serviço a locais mais isolados.

Além disso, o aplicativo Meu INSS deve ganhar melhorias para que mais pessoas possam fazer tudo pelo celular, sem precisar viajar grandes distâncias.

Benefícios da biometria para o próprio segurado

Embora a novidade pareça mais uma burocracia, a verdade é que a biometria traz vantagens para os beneficiários:

  • Mais segurança contra fraudes: evita que terceiros tentem sacar seu benefício indevidamente.

  • Menos necessidade de deslocamento: com a integração dos sistemas, a prova de vida pode ser feita sem sair de casa.

  • Agilidade em serviços: uma vez cadastrado, o beneficiário terá mais facilidade para acessar outros serviços do INSS.

O que dizem os especialistas

Para especialistas em direito previdenciário, a medida é positiva, mas exige campanhas de informação claras para evitar confusões.

Eles alertam que o governo deve investir em comunicação, principalmente para os idosos, que muitas vezes têm mais dificuldade com tecnologia.

Outro ponto destacado é a necessidade de proteção rigorosa dos dados. Como se trata de informações biométricas, qualquer vazamento seria extremamente grave.

Vale a pena se antecipar

A recomendação geral é: não espere o prazo final.

Verifique desde já se sua biometria já está registrada. Se não estiver, procure o INSS ou o aplicativo Meu INSS e faça o quanto antes.

Quem se adianta evita filas, transtornos e garante que o pagamento continue caindo sem interrupções.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.