Aposentadoria de R$ 5 mil pelo INSS é garantida para trabalhadores comuns com as regras atuais

Como conquistar uma aposentadoria de R$ 5 mil pelo INSS com as regras atuais

A aposentadoria de R$ 5 mil pelo INSS não é um privilégio reservado apenas para quem ganha altos salários ou contribui por décadas. A princípio, muitos trabalhadores imaginam que esse valor está fora da realidade, mas o próprio sistema previdenciário permite que qualquer pessoa — com planejamento e contribuições estratégicas — alcance esse objetivo.

Antes de mais nada, entender como o INSS calcula o benefício é essencial para evitar erros e desperdícios de contribuição. A seguir, você vai ver, de forma simples e direta, como funciona o cálculo, qual é o caminho para chegar a R$ 5 mil e por que a escolha do código de pagamento influencia diretamente no valor final.

Como funciona o caminho para chegar aos R$ 5 mil de aposentadoria

O ponto principal está na média salarial usada pelo INSS para definir o valor do benefício. Ou seja, quanto maior for essa média ao longo da vida contributiva, maior será a aposentadoria. Em primeiro lugar, quem busca um valor mais alto precisa contribuir sobre o teto previdenciário, hoje de R$ 8.157,41.

Contribuir sobre o teto leva o trabalhador automaticamente para o grupo que tem potencial de receber acima de R$ 4 mil, podendo atingir valores próximos ou iguais a R$ 5 mil — respeitando, claro, as regras mínimas de idade e tempo de contribuição.

Para isso, há três pontos essenciais:

  1. Contribuir sobre o teto do INSS (R$ 8.157,41 atualmente)

  2. Pagar o INSS mensalmente durante pelo menos 15 anos

  3. Utilizar o código 1406, específico para contribuinte individual (autônomos)

Essa estratégia, combinada ao histórico de contribuições, ajuda a formar uma média robusta e suficiente para alcançar os R$ 5 mil.

Quanto custa contribuir sobre o teto do INSS

Ao escolher o teto, o contribuinte precisa pagar 20% desse valor — que atualmente corresponde a R$ 1.631,48 por mês. Em troca, ele aumenta significativamente a chance de obter uma aposentadoria alta.

Esse formato vale tanto para quem:

• Trabalha por conta própria
• Não possui carteira assinada
• Deseja complementar contribuições do emprego formal
• Quer garantir uma média salarial mais elevada para o cálculo final

Idade mínima para aposentadoria por idade

Além da média de contribuições, o INSS exige a idade mínima:

62 anos para mulheres
65 anos para homens

A partir do momento em que essas idades são atingidas e o tempo mínimo de contribuição (15 anos) é cumprido, o cálculo é realizado com a média de todos os salários, aplicando-se as regras de pontuação da Reforma da Previdência.

Entenda como o cálculo do INSS forma o valor final

O INSS considera a média de todas as contribuições do trabalhador desde julho de 1994. A princípio, quem contribui sempre sobre valores altos tem uma média favorecida. Entretanto, mesmo quem começou tarde pode compensar contribuições menores com aportes maiores no presente.

A saber: não é necessário ter contribuído sobre o teto desde o início da carreira. Muitas pessoas conseguem elevar a média nos últimos anos com pagamentos mais altos e, assim, aproximar-se dos R$ 5 mil.

Trabalhador CLT: como chegar à média ideal

O empregado com carteira assinada depende do salário registrado pela empresa. Com o tempo, esse valor costuma aumentar e, por consequência, as contribuições também. Porém, há situações em que a média precisa de reforço.

Antes de mais nada, a própria lei permite que o trabalhador complemente a contribuição. Por exemplo:

• Se a empresa recolhe R$ 800 de INSS
• E o teto mensal exige R$ 1.631,48
• O trabalhador pode pagar a diferença usando o código 1406

Esse pagamento complementar aumenta diretamente a média, facilitando a conquista dos R$ 5 mil.

Além disso, quando o trabalhador já tem uma média considerada alta, pode manter a qualidade de segurado pagando apenas duas contribuições ao ano sobre o teto, garantindo que o histórico não seja prejudicado.

Autônomos: por que atingir R$ 5 mil depende apenas de disciplina

O autônomo tem total controle sobre a própria contribuição. Em primeiro lugar, isso permite escolher o valor recolhido todos os meses. No entanto, também significa que qualquer falha, atraso ou período sem pagamento reduz a média e diminui o valor da futura aposentadoria.

Para quem deseja alcançar R$ 5 mil, a estratégia é clara:

• Contribuir mensalmente sobre o teto
• Evitar atrasos
• Utilizar o código 1406 corretamente
• Manter o histórico contributivo sempre atualizado no Meu INSS

O resultado surge na média final, já que cada recolhimento impacta diretamente no cálculo.

Como saber se a sua média já permite chegar aos R$ 5 mil

O Meu INSS disponibiliza automaticamente uma simulação com base em todas as contribuições já registradas. Antes de mais nada, o segurado deve:

  1. Acessar meu.inss.gov.br

  2. Fazer login com CPF e senha do Gov.br

  3. Clicar em “Simulação de Aposentadoria”

  4. Verificar a média atual

  5. Avaliar quanto falta para atingir o valor desejado

Se a média estiver baixa, é possível melhorar com contribuições maiores nos próximos anos. Se estiver próxima do ideal, manter pagamentos regulares sobre o teto já é suficiente para garantir uma excelente aposentadoria.

Qual é o piso do INSS hoje e qual é a previsão para 2026

O piso do INSS corresponde ao salário mínimo nacional. Em 2025, o valor está em R$ 1.518. Esse é o benefício mínimo pago a aposentados, pensionistas e segurados que recebem auxílios.

Para 2026, a projeção atual aponta para um piso em torno de R$ 1.631, um aumento estimado de 7,4%. Ou seja, o valor pode subir, mas dependerá de confirmação oficial do Governo Federal na aprovação final do Orçamento.

Por que entender isso ajuda no planejamento

A aposentadoria de R$ 5 mil pelo INSS é totalmente possível, desde que o segurado conheça as regras, escolha o tipo de contribuição correta e mantenha constância nos pagamentos. À medida que o trabalhador compreende como a média salarial funciona, passa a ter mais controle sobre o valor final do benefício — algo essencial para quem busca estabilidade financeira no futuro.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.