Anvisa bate o martelo, proíbe venda de duas marcas de azeite no Brasil e pega brasileiros de surpresa; veja a lista

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vetou a comercialização dos azeites extra virgem com 0,5% de acidez das marcas Serrano e Cordilheira em território brasileiro.

Todos os lotes desses dois produtos tiveram sua venda, distribuição, produção, importação, publicidade e utilização proibidas no país. Adicionalmente, o órgão ordenou o recolhimento das unidades disponíveis para compra.

Azeite
Azeite. Foto: Reprodução

Anvisa decide proibir venda de marcas de azeite; veja o motivo

A decisão foi divulgada no DOU (Diário Oficial da União) na última terça-feira (24/09). Segundo a norma, os itens eram importados e comercializados no Brasil por “empresas não identificadas”, violando as leis nacionais.

A Anvisa justificou a proibição das marcas Serrano e Cordilheira com base em preocupações fundamentais sobre a procedência desses azeites. De acordo com a agência reguladora, os produtos em questão foram importados e distribuídos por empresas sem registro legal no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e completamente desconhecidas no mercado brasileiro.

Devido à incapacidade de rastrear a origem desses azeites, a Anvisa não pôde obter garantias sobre sua segurança e qualidade. Essa falta de transparência na cadeia de suprimentos representa um risco potencial à saúde dos consumidores, levando a agência a adotar uma abordagem cautelosa e proibir a venda, fabricação, propaganda e uso desses produtos.

Azeites Afetados

A proibição abrange especificamente os seguintes itens:

  • Azeite de Oliva – marca Serrano, extra virgem – 0,5% de acidez
  • Azeite de Oliva – marca Cordilheira, extra virgem – 0,5% de acidez

Lote de coco ralado também foi suspenso

Além da proibição dos azeites, a Anvisa também determinou o recolhimento do lote 030424158 de coco ralado da marca Coco & Cia. Essa medida foi motivada por um resultado insatisfatório em testes que detectaram a presença de dióxido de enxofre, um conservante, em níveis superiores ao permitido nesse lote específico.

Como consequência, a agência ordenou a retirada imediata do produto do mercado, proibindo sua distribuição, propaganda e uso. Essa ação visa proteger os consumidores de possíveis riscos à saúde associados ao consumo desse lote específico de coco ralado.

Em uma nota oficial enviada ao portal G1, a empresa Coco & Cia expressou surpresa com a resolução da Anvisa. Segundo a empresa, apesar de ter apresentado análises que mostravam conformidade com as normas, recebeu o pedido de recolhimento do lote em julho. A Coco & Cia afirmou que já havia iniciado o recolhimento voluntariamente e concluído o processo no dia 29 do mesmo mês.

A empresa lamentou o ocorrido, mas questionou o motivo pelo qual a resolução da Anvisa foi divulgada meses após a resolução do problema. Além disso, enfatizou que a inconformidade estava presente apenas no lote recolhido e que seus produtos são feitos com matérias-primas previamente aprovadas e testadas, seguindo todas as exigências legais.

Veja a nota da Coco & Cia na íntegra

Em razão das matérias publicadas pelos meios de comunicação, nesta terça-feira (24), a Coco & Cia vem, por meio desta nota, esclarecer todos os fatos.

O lote em questão – 030424158 – recebeu a notificação de inconformidade no mês de junho de 2024. Esse lote foi distribuído apenas no Distrito Federal, no Atacadão Dia a Dia. Mediante a notificação, o Controle de Qualidade prontamente apresentou sua defesa, mostrando que as amostras coletadas no laudo de análise foram todas satisfatórias de acordo com as nossas contraprovas.

Apesar disso, a defesa foi negada e a solicitação de recolhimento foi feita em 12 de julho. Porém a empresa já havia iniciado por conta própria o recolhimento do lote em questão, e todo o recolhimento foi finalizado no dia 29 de julho.

Os produtos da Coco & Cia são feitos a partir de matérias-primas previamente aprovadas e testadas, de fornecedores com todas as documentações exigidas.

Após a produção, o Controle de qualidade da Coco & Cia realiza sua própria análise do produto acabado, para comprovar que os limites de ppm máximo exigidos sejam sempre respeitados.

Salientamos que toda a questão foi resolvida junto a Vigilância Sanitária do Distrito Federal no mês de julho, e que não há mais nenhuma inconformidade nos novos lotes distribuídos do Coco Ralado Integral em todo o país.

A empresa Coco & Cia, assim como todos os seus clientes, foi surpreendida pela resolução publicada no Diário Oficial da União e divulgada em massa pela imprensa.

A inconformidade estava presente apenas no lote já citado, que foi recolhido e não circula mais no mercado. Lamentamos o ocorrido e não compreendemos o porquê a Resolução – RE Nº 3.508 foi divulgada meses após o ocorrido ser resolvido.

A Coco & Cia se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas que possam surgir.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.