Além do Bolsa Família, milhões de famílias brasileiras vão contar com um reforço importante no orçamento doméstico a partir de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou um novo programa social que amplia a rede de proteção para quem já está inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
O novo benefício recebeu o nome de Gás do Povo e substitui oficialmente o Auxílio Gás. A proposta é garantir algo essencial para o dia a dia das famílias de baixa renda: o acesso ao gás de cozinha sem custo direto, reduzindo um dos gastos que mais pesam no bolso de quem vive com renda limitada.
A mudança não é apenas de nome. O programa traz alterações no formato de concessão, na forma de uso e na integração com outros benefícios sociais, especialmente o Bolsa Família.
O que é o Gás do Povo e por que ele foi criado
O Gás do Povo surge como uma reformulação completa do Auxílio Gás, programa que vinha sendo pago a cada dois meses. Segundo o governo federal, a ideia é tornar o benefício mais eficiente, direto e previsível para as famílias que realmente dependem desse apoio.
O custo do botijão de gás de 13 quilos tem impacto significativo no orçamento doméstico, principalmente para quem vive com renda per capita baixa. Em muitas casas, o valor do gás compete com despesas básicas como alimentação, transporte e medicamentos.
Com o novo modelo, o governo deixa de repassar um valor em dinheiro e passa a garantir a recarga gratuita do botijão, evitando que o recurso seja insuficiente ou desviado para outras necessidades urgentes.
Gás de cozinha gratuito passa a ser garantido em 2026
De acordo com informações oficiais, o Gás do Povo garante a troca do botijão vazio por um cheio, sem custo para a família beneficiária. O foco é assegurar que nenhuma residência atendida pelo programa fique sem gás para cozinhar.
O benefício será operacionalizado por meio de um vale-gás, que poderá ser utilizado diretamente em revendas credenciadas. A troca poderá ser feita de diferentes formas, facilitando o acesso:
Cartão do Bolsa Família
Cartão social da Caixa
Apresentação do CPF do responsável familiar
Essa flexibilidade reduz filas, deslocamentos e dificuldades comuns enfrentadas por beneficiários em programas anteriores.
Quem terá prioridade no novo programa
A prioridade do Gás do Povo será para famílias que já recebem o Bolsa Família. O público-alvo inclui:
Famílias inscritas no CadÚnico
Renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa
Dados atualizados no sistema
Não será necessário fazer inscrição específica. A seleção é automática, feita por cruzamento de dados entre os sistemas do governo federal.
Isso significa que quem já recebe o Auxílio Gás e mantém o cadastro regular não corre risco de perder o benefício com a mudança.
Transição do Auxílio Gás para o Gás do Povo
Até janeiro de 2026, o Auxílio Gás continua sendo pago normalmente, seguindo as regras atuais. A partir de fevereiro de 2026, ocorre a migração automática para o novo programa.
As famílias que já recebem o Auxílio Gás serão incluídas no Gás do Povo sem necessidade de qualquer ação adicional. Não haverá novo cadastro, recadastramento ou solicitação formal.
O governo informou que a implantação será gradual. O programa começa pelas capitais e, em seguida, se estende para os demais municípios do país.
Quantas recargas de gás cada família pode receber
A quantidade de recargas gratuitas ao longo do ano varia conforme o tamanho da família. O objetivo é adequar o benefício ao consumo médio de cada residência.
De forma geral, a distribuição funciona assim:
Famílias menores: cerca de 4 recargas por ano
Famílias maiores: cerca de 6 recargas por ano, com intervalos menores
Essa diferenciação busca tornar o programa mais justo e alinhado à realidade de cada domicílio.

Cadastro Único continua sendo a porta de entrada
Assim como ocorre com o Bolsa Família e outros programas sociais, o Cadastro Único segue sendo a principal base de dados para acesso ao Gás do Povo.
Manter as informações atualizadas é fundamental. Dados desatualizados podem levar à suspensão ou ao não enquadramento automático no benefício.
Entre as informações que precisam estar corretas estão:
Composição familiar
Endereço
Renda de todos os moradores
Situação escolar de crianças e adolescentes
Quem pode receber o Bolsa Família em 2026
O Gás do Povo está diretamente ligado ao Bolsa Família, que segue sendo o principal programa de transferência de renda do país.
Para ter direito ao Bolsa Família, a regra principal é a renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. O cálculo é simples: soma-se toda a renda da família e divide-se pelo número de integrantes.
Se o valor por pessoa ficar abaixo desse limite, a família pode ser considerada elegível, desde que cumpra outras exigências.
Compromissos exigidos das famílias beneficiárias
Além do critério de renda, o Bolsa Família exige o cumprimento de compromissos nas áreas de saúde e educação. Esses critérios permanecem válidos e influenciam diretamente o acesso aos benefícios complementares.
Entre as principais exigências estão:
Manter crianças e adolescentes na escola
Acompanhamento pré-natal, no caso de gestantes
Carteira de vacinação atualizada
O descumprimento pode resultar em advertências, bloqueios temporários ou até cancelamento do benefício.
Valores pagos atualmente pelo Bolsa Família
O Bolsa Família não paga um valor único. O benefício é composto por diferentes parcelas, que variam conforme a composição da família.
Os valores vigentes incluem:
Renda de Cidadania: R$ 142 por pessoa
Benefício Complementar: garante mínimo de R$ 600 por família
Primeira Infância: R$ 150 para cada criança de até 6 anos
Benefício Variável Familiar: R$ 50 para gestantes e jovens de 7 a 17 anos
Benefício Variável Nutriz: R$ 50 para bebês de até 7 meses
Com a chegada do Gás do Povo, esse conjunto de auxílios passa a ser reforçado por um benefício que não entra como dinheiro direto, mas reduz uma despesa essencial do mês.
Impacto do novo programa no orçamento das famílias
Na prática, o Gás do Povo funciona como um aumento indireto da renda. Ao garantir o botijão de gás gratuito, o programa libera recursos do orçamento familiar para outras necessidades, como alimentação, transporte e contas básicas.
Para milhões de brasileiros, essa economia representa mais segurança alimentar e menos risco de endividamento, especialmente em períodos de inflação ou alta nos preços dos serviços essenciais.
A expectativa do governo é que o novo modelo seja mais eficiente, alcance quem realmente precisa e fortaleça a política de proteção social integrada ao Bolsa Família em 2026.
