A Caixa Econômica Federal inicia, a partir do dia 19 de janeiro, o pagamento do Bolsa Família de 2026 por meio do aplicativo Caixa Tem. O repasse segue o calendário oficial baseado no final do Número de Identificação Social (NIS) e marca o início de mais um ciclo do principal programa de transferência de renda do país.
Embora o valor mínimo do benefício permaneça fixado em R$ 600 por família, a realidade de quem recebe o Bolsa Família vai muito além desse piso. Isso ocorre porque o programa mantém uma série de adicionais automáticos, que elevam significativamente o total depositado na conta de milhões de beneficiários.
Na prática, famílias com crianças, adolescentes, gestantes ou bebês em fase de amamentação podem receber valores que ultrapassam R$ 750 e, em alguns casos, se aproximam de R$ 1.000 mensais, sem necessidade de solicitação extra.
Caixa Tem concentra os pagamentos em 2026
O aplicativo Caixa Tem segue como o principal canal de pagamento do Bolsa Família. É por meio dele que o valor é depositado automaticamente na Poupança Social Digital, aberta em nome do responsável familiar.
Assim que o pagamento é liberado, o beneficiário pode movimentar o dinheiro diretamente pelo celular, sem precisar comparecer a uma agência bancária. O sistema permite transferências via Pix, pagamento de contas, compras com cartão virtual e saque sem cartão em caixas eletrônicos e casas lotéricas.
Essa centralização no Caixa Tem busca reduzir filas, facilitar o acesso aos recursos e ampliar a autonomia financeira das famílias atendidas pelo programa.
Quais são os valores extras do Bolsa Família em 2026
Além do valor base de R$ 600, o Bolsa Família mantém adicionais que variam conforme a composição familiar registrada no Cadastro Único. Esses valores são cumulativos e pagos automaticamente quando os critérios são atendidos.
Os principais adicionais são:
Benefício Primeira Infância
Pago para famílias com crianças de até 6 anos incompletos. O valor é de R$ 150 por criança.
Benefício Variável Familiar
Pago nos seguintes casos:
R$ 50 por gestante
R$ 50 por criança ou adolescente entre 7 e 18 anos incompletos
R$ 50 para nutrizes, mães que amamentam bebês de até 6 meses
Esses adicionais explicam por que o valor recebido varia tanto entre as famílias, mesmo quando todas estão dentro do mesmo programa.
Quanto uma família pode receber na prática
O valor final do Bolsa Família depende diretamente do número de dependentes e da faixa etária de cada um. Alguns exemplos ajudam a entender como o benefício cresce:
Uma família com dois adolescentes entre 7 e 17 anos recebe R$ 100 extras, totalizando R$ 700 no mês.
Já uma família com uma criança de até 6 anos, um adolescente, um bebê em fase de amamentação e uma gestante soma R$ 300 em adicionais, alcançando R$ 900 mensais.
Em lares com mais crianças pequenas, o valor pode se aproximar de R$ 1.000, sem qualquer pedido adicional, desde que os dados estejam corretos no cadastro.
Calendário do Bolsa Família em janeiro de 2026
Os pagamentos começam no dia 19 de janeiro e seguem até o dia 30, conforme o final do NIS:
NIS final 1: 19 de janeiro
NIS final 2: 20 de janeiro
NIS final 3: 21 de janeiro
NIS final 4: 22 de janeiro
NIS final 5: 23 de janeiro
NIS final 6: 26 de janeiro
NIS final 7: 27 de janeiro
NIS final 8: 28 de janeiro
NIS final 9: 29 de janeiro
NIS final 0: 30 de janeiro
Em alguns casos operacionais, a Caixa pode antecipar a liberação para o sábado anterior quando o pagamento cai em uma segunda-feira.

Regras continuam valendo em 2026
Apesar da manutenção dos valores e adicionais, o governo reforça que o recebimento do Bolsa Família está condicionado ao cumprimento de regras básicas. Entre elas:
Frequência escolar mínima de crianças e adolescentes
Acompanhamento de saúde de gestantes e nutrizes pelo SUS
Vacinação infantil em dia
Dados atualizados no Cadastro Único
O descumprimento dessas exigências pode gerar advertência, bloqueio temporário ou até suspensão do benefício.
Atenção ao cadastro evita bloqueios
Com a virada do ano, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social orienta que as famílias revisem seus dados no Cadastro Único. Mudanças de renda, endereço ou composição familiar precisam ser informadas no CRAS para evitar inconsistências.
Manter o cadastro atualizado garante o pagamento correto dos adicionais e evita surpresas no dia do crédito.
Assim, com calendário definido, valores mantidos e adicionais confirmados, o Bolsa Família inicia 2026 reforçando o papel central na proteção social, enquanto o Caixa Tem segue como a principal porta de acesso ao dinheiro que sustenta milhões de lares em todo o país.
