Neste domingo, 11 de janeiro, a Caixa Econômica Federal emitiu um aviso oficial para todos os clientes que utilizam o PIX, meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC) e que se tornou uma das formas mais populares de transferência de dinheiro no Brasil.
A praticidade, que permite o envio de valores em poucos segundos, também passou a atrair cada vez mais a atenção de criminosos especializados em golpes digitais. Diante do aumento dos casos, a Caixa reforçou a necessidade de atenção redobrada por parte dos usuários, especialmente em situações que envolvem pedidos urgentes ou comunicações inesperadas.
O alerta vale não apenas para clientes da Caixa, mas também para usuários de outros bancos, já que as fraudes se aproveitam do funcionamento do PIX em todo o sistema financeiro.
Como funcionam os golpes mais comuns envolvendo o PIX
As fraudes relacionadas ao PIX podem ocorrer de várias formas, mas costumam seguir padrões bem definidos. Um dos golpes mais recorrentes é o phishing, no qual criminosos enviam mensagens por e-mail, SMS ou aplicativos de conversa se passando por bancos, lojas ou até órgãos públicos.
Outra prática comum é o golpe por telefone, em que o criminoso se apresenta como funcionário da instituição financeira e tenta convencer a vítima a fornecer dados sensíveis ou realizar transferências.
Também há quadrilhas especializadas em criar lojas virtuais falsas, anúncios em redes sociais e ofertas com preços muito abaixo do mercado, exigindo pagamento imediato via PIX como condição para garantir o suposto desconto.
Sinais claros de que pode ser golpe
A Caixa reforça que não solicita senhas, tokens, códigos de verificação ou transferências de teste por telefone, mensagens ou aplicativos. Entre os principais sinais de alerta estão:
Mensagens informando bloqueio de conta com links para “regularização imediata”
Ligações em que o suposto atendente pede senha, token ou código de autenticação
Sites falsos que imitam logotipos, cores e linguagem visual de bancos reais
Pedidos de PIX para estorno, teste de segurança ou confirmação de cadastro
Anúncios com promoções muito abaixo do preço de mercado, exigindo pagamento instantâneo
Em todos esses casos, a orientação é não clicar em links, não fornecer dados pessoais e não realizar transferências.
É possível recuperar o dinheiro perdido em golpe do PIX?
Para aumentar a proteção dos usuários, o Banco Central criou o MED (Mecanismo Especial de Devolução), um sistema exclusivo para casos de fraude, golpe ou falha operacional envolvendo o PIX.
O MED permite que a instituição financeira:
Analise a transação suspeita
Rastreie o caminho do dinheiro
Tente bloquear os valores na conta de destino
O que mudou no MED a partir de 2025
Desde 2025, o mecanismo passou por aprimoramentos importantes. Entre eles:
Rastreamento mais detalhado das transferências
Ampliação do prazo de contestação para até 11 dias após a operação
Maior integração entre bancos para tentar reter valores ainda disponíveis
Apesar disso, o Banco Central reforça que a recuperação do dinheiro depende da existência de saldo na conta que recebeu o PIX. Se os valores já tiverem sido sacados ou transferidos, as chances diminuem.
O que fazer ao perceber um golpe
Ao identificar uma possível fraude, o usuário deve:
Entrar em contato imediatamente com o banco pelo canal oficial
Registrar a contestação da transação o quanto antes
Guardar mensagens, comprovantes e registros do contato com o golpista
Avaliar o registro de boletim de ocorrência, quando orientado pela instituição
A rapidez na comunicação é um fator decisivo para aumentar as chances de bloqueio do valor.
