“Vai além do PIX”! Novo sistema financeiro do Brasil é confirmado pelo Banco Central e pega todos de surpresa

O responsável pelo Drex no Banco Central, Fabio Araujo, declarou nesta semana que a moeda digital brasileira deve “superar o Pix” e atuar como uma infraestrutura pública digital, oferecendo novas funcionalidades e oportunidades para o mercado, efetivamente promovendo a democratização do setor financeiro.

De acordo com Araujo, presente no 2º Fórum Ativos Digitais, organizado pela Cantarino Brasileiro e pelo Blocknews, o projeto visa principalmente diminuir custos e estimular a competição para facilitar a entrada de novos participantes no mercado.

"Vai além do PIX"! Novo sistema financeiro do Brasil é confirmado pelo Banco Central e pega todos de surpresa
“Vai além do PIX”! Novo sistema financeiro do Brasil é confirmado pelo Banco Central e pega todos de surpresa – Imagem: Reprodução.

Isso resultará na criação de uma plataforma com interoperabilidade e componibilidade integrada.

“O objetivo de longo prazo do Drex é ser o sistema financeiro brasileiro, onde todas as negociações vão acontecer. É algo que leva tempo, que não vai acontecer da noite para o dia, e que depende do avanço da tecnologia”, enfatizou.

Araujo ressaltou, no entanto, que será necessário “harmonizar os interesses econômicos” para assegurar a interoperabilidade do projeto.

Além disso, ele afirmou que “a privacidade é um desafio complexo”, com o Banco Central percebendo que “era preciso incentivar as empresas do setor”, em uma discussão que “progrediu significativamente, mas ainda não alcançamos uma solução adequada às exigências brasileiras“.

Os riscos técnicos certamente podem barrar o projeto, é algo natural. Diferente de outros projetos que a gente fez, não tem respostas prontas“, enfatizou o coordenador do Drex. Ele acredita que isso reflete a posição de vanguarda do Brasil na inovação e adoção de tecnologias no setor financeiro.

Araújo não especificou um prazo para o lançamento público do projeto, afirmando que “ir para produção ainda vai demorar bastante tempo. O que a gente tem tentado fazer é levar para testes com a população para ver como ela reage, até para determinar a escalabilidade do projeto“, mas isso só ocorrerá quando uma solução de privacidade for desenvolvida.

Sobre a segunda etapa do piloto, iniciada no final de setembro, Araújo explicou que o Banco Central já avançou o máximo possível internamente, e agora buscamos a colaboração do mercado.

As primeiras reuniões com os novos participantes desta fase estão previstas para a próxima semana, quando também será aberta uma chamada para novos atores do mercado.

Os modelos e casos de uso propostos e aprovados deverão ser implementados no início de 2025 e posteriormente testados.

“Qualquer coisa que possa ser registrada como um ativo para negociação pode ser trazido [para a plataforma do Drex], mas precisa ter o regulador correspondente”, ressaltou o coordenador.

Araujo mencionou que o BC já estabeleceu uma parceria com a CVM e está em diálogo com reguladores dos mercados imobiliário e automotivo.

Propósito do Drex

Ele destacou que a tecnologia do projeto é excelente” para contratos, por isso o Drex será muito mais que uma moeda. É um ecossistema público, uma infraestrutura digital pública para que os participantes do mercado possam oferecer serviços à população.

Araújo explicou que desde o início, o Banco Central percebeu que o projeto precisava ir além de pagamentos instantâneos. Acredito que a tecnologia não é a mais adequada para pagamentos rápidos.

Então, só a moeda não basta. Mesmo adotando vários modelos, não se obtém muito mais do que já temos. O Pix já resolveu as questões de acesso do usuário final e de pagamentos.

Carolina Ramos Farias

Carolina Ramos Farias

Carolina Ramos Farias é uma profissional apaixonada pela educação e comunicação digital. Graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas pelo Departamento de Educação do Campus X da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), ela alia sua formação acadêmica à habilidade com a escrita, atuando como redatora web há mais de cinco anos.Com expertise na criação de conteúdos sobre concursos públicos, benefícios sociais e direitos trabalhistas, Carolina se destaca por sua capacidade de transformar informações complexas em textos claros e acessíveis. Seu compromisso com a disseminação do conhecimento a impulsiona a produzir materiais informativos que ajudam milhares de pessoas a se manterem bem informadas sobre temas essenciais para a vida profissional e social.Ao interpretar legislações trabalhistas, analisar editais de concursos ou detalhar benefícios sociais, Carolina Ramos Farias reafirma sua missão de tornar a informação mais compreensível e relevante para o público.