A possível volta do horário de verão em 2024 pode trazer mudanças significativas no funcionamento de bancos e serviços públicos em várias regiões do Brasil.
Com o adiantamento dos relógios em uma hora, espera-se que o expediente de instituições financeiras e órgãos governamentais seja adaptado para acompanhar essa nova realidade.
Nas agências bancárias, o horário de atendimento ao público poderá ser modificado, com abertura e fechamento mais cedo que o usual.

Isso acontecerá principalmente nas áreas onde o horário de verão estiver em vigor, visando garantir que as operações estejam sincronizadas com o novo fuso horário.
A intenção é evitar inconsistências nos sistemas bancários que operam nacionalmente, considerando os horários de compensação, transferências e outras operações financeiras.
Os serviços públicos, como prefeituras, departamentos de trânsito e postos de atendimento ao cidadão, também deverão ajustar seus horários de funcionamento.
Entidades federais e estaduais podem divulgar novos cronogramas de atendimento para evitar transtornos à população.
O impacto do horário de verão nos bancos e serviços públicos deve ser informado com antecedência para que as pessoas possam se organizar e adaptar suas rotinas, assegurando que transações financeiras e atendimentos não sejam prejudicados.
Retomada do horário de verão ainda em discussão
O governo está avaliando a possibilidade de reintroduzir o horário de verão no Brasil. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a situação será analisada, e é provável que a proposta de retorno do horário de verão seja apresentada ao governo para decisão final nos próximos dias.
Silveira indicou que a volta do horário de verão pode ocorrer em até 30 dias, enfatizando que ainda há tempo para organizar a medida. Segundo ele, a iniciativa traria impactos positivos, principalmente no horário de pico, entre 18h e 20h.
O ministro explicou que, nesse período, o Brasil deixa de contar com a energia solar e a geração eólica diminui. Isso requer o uso de energia térmica, tornando o horário de verão uma estratégia relevante para otimizar o consumo de energia no país.
Benefícios do retorno do horário de verão
Uma pesquisa mostra que 43,6% dos entrevistados acreditam que o horário de verão contribui para a economia de energia e recursos. Por outro lado, 39,9% consideram que a medida não oferece economia, enquanto 16,4% não têm opinião formada ou estão indecisos.
Na região Sul, 47,7% da população acredita que adiantar os relógios ajuda a economizar recursos. Quanto ao impacto econômico, 51,7% dos participantes veem o horário de verão como vantajoso para o comércio e serviços, como lojas e restaurantes.
Já 32,7% não percebem benefícios, e 15,4% estão incertos. A pesquisa tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.
Por que o horário de verão foi extinto?
O horário de verão foi encerrado em 2019 por decreto do então presidente Jair Bolsonaro. Na época, o Ministério de Minas e Energia (MME) emitiu uma nota técnica indicando que não havia mais justificativa econômica para manter a prática.
O MME explicou que a decisão de abolir o horário de verão, conforme o Decreto nº 9.772/2019, foi baseada em estudos realizados pelo próprio ministério e pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Essas análises inéditas revelaram que a medida não produzia mais os efeitos desejados, tornando-se dispensável.