As poupanças dos brasileiros estão prestes a passar por uma reviravolta significativa, de acordo com um anúncio recente da Ministra Simone Tebet.
Em uma declaração surpreendente, Tebet revelou que o Banco Central do Brasil (BC) tomou uma decisão definitiva que afetará diretamente as contas de milhões de cidadãos.

A Decisão do Banco Central
Segundo informações, o BC não está disposto a aceitar uma taxa de juros em torno de 9% ao ano como limite para o atual ciclo de afrouxamento monetário.
Tebet deixou claro que essa taxa não pode ser considerada o piso, abrindo a possibilidade de uma redução ainda maior.
A taxa Selic, definida pelo Banco Central, é um fator crucial para determinar os rendimentos da poupança. Quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano, a poupança paga 70% da taxa Selic mais a Taxa Referencial (TR).
Todavia, quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, como é o caso atualmente, a poupança passa a pagar uma taxa fixa de 0,5% ao mês, mais a TR.
Possibilidade de novos cortes na Selic
Tebet afirmou que, à medida que a inflação está menor do que no passado, existe a possibilidade de o Banco Central baixar ainda mais a taxa Selic, evitando que o Brasil continue a ter os maiores juros reais do mundo.
Segundo ela, o governo tem demonstrado compromisso com a sustentabilidade das contas públicas e a segurança jurídica, o que poderia dar suporte a futuras decisões do BC.
A ministra Simone Tebet deixou claro que a taxa de 9% não pode ser considerada o piso para a Selic.
Ela acrescentou que o BC não está analisando apenas os preços dos alimentos e a inflação, mas também está de olho na política fiscal do governo, o que pode influenciar suas decisões.
Mudanças no cenário econômico
As declarações de Tebet indicam que o cenário econômico pode passar por transformações significativas nos próximos meses.
Com a possibilidade de novos cortes na taxa Selic, as poupanças dos brasileiros podem ser diretamente impactadas, levando a uma alteração na forma como os cidadãos gerenciam suas economias.
A redução da Selic pode afetar não apenas as poupanças, mas também outros investimentos atrelados à taxa básica de juros.
Investidores que aplicam em títulos públicos, fundos de renda fixa e outras modalidades vinculadas à Selic precisarão reavaliar suas estratégias para se adaptarem a esse novo cenário.
Entendendo o funcionamento da Poupança
A poupança é uma aplicação de renda fixa que se destaca pela sua simplicidade e acessibilidade. Qualquer pessoa, inclusive menores de idade, pode abrir uma conta de poupança, basta apresentar os documentos necessários e contar com a representação ou assistência de um responsável legal.
Isenção de custos e taxas
Um dos principais atrativos da poupança é a sua isenção de custos e taxas. Não há cobrança de tarifas de abertura, manutenção, administração ou performance.
Além disso, os rendimentos da caderneta também não são tributados pelo Imposto de Renda, tornando-a uma opção atraente para quem busca um investimento sem deduções.
Liquidez Diária
Outra característica marcante da poupança é a sua alta liquidez. Os recursos aplicados podem ser resgatados a qualquer momento, de forma simples e ágil, caindo diretamente na conta corrente do investidor.
Essa facilidade de acesso aos seus investimentos é um grande diferencial da poupança em comparação a outros produtos financeiros.
Garantia do FGC
Além da simplicidade e liquidez, a poupança também conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Essa garantia assegura que, em caso de problemas com a instituição financeira, o investidor receberá de volta até R$ 250 mil por CPF e por banco.
Destinação dos recursos
É importante destacar que 65% dos recursos aplicados na poupança são obrigatoriamente destinados ao mercado imobiliário, na forma de financiamentos para aquisição de imóveis.
Dessa forma, a poupança desempenha um papel social, além de atender aos interesses dos investidores.
Evolução das regras de remuneração
Ao longo dos anos, as regras de remuneração da poupança sofreram algumas alterações significativas. Outrora, a caderneta oferecia juros fixos de 6% ao ano, estabelecidos ainda no século 19 pelo imperador Dom Pedro II.
Mudanças em 2012
Essa realidade, no entanto, mudou em 2012, quando novas regras foram estabelecidas. A partir de então, o rendimento da poupança passou a ser atrelado à Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira.
Gatilho de 8,5% ao ano
Especificamente, se a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial (TR).
Já se a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a remuneração da poupança será equivalente a 70% da Selic, somada à variação da TR.
Avaliando a rentabilidade da Poupança
Ao analisar a rentabilidade da poupança ao longo dos anos, fica evidente que sua remuneração tem ficado cada vez mais próxima da inflação, e em alguns momentos, até mesmo abaixo dela.
Veja como foi o rendimento da poupança nos últimos anos, em comparação com a inflação medida pelo IPCA:
| Ano | Rendimento da Poupança | Inflação (IPCA) |
|---|---|---|
| 2018 | 4,62% | 4,20% |
| 2017 | 6,61% | 3,26% |
| 2016 | 8,30% | 7,31% |
| 2015 | 8,07% | 11,54% |
| 2014 | 7,07% | 7,39% |
Essa situação de rendimento real próximo de zero ou até negativo significa que o investidor pode estar perdendo poder de compra ao manter seus recursos na poupança.
Alternativas mais rentáveis que a Poupança
Diante desse cenário de baixa rentabilidade da poupança, existem diversas outras opções de investimento de renda fixa que podem render mais.
Embora envolvam riscos diferentes, esses investimentos oferecem uma remuneração mais atraente e maior chance de preservar o poder de compra.
CDBs
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são títulos emitidos pelos bancos para captar recursos. Eles oferecem uma rentabilidade atrelada a um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que em 2018 chegou a 6,40% e, até outubro de 2019, atingiu 5,17%.
LCIs e LCAs
As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) também se destacam como alternativas à poupança. Esses investimentos rendem, em média, 90% do CDI, o que representou 5,74% em 2018 e 4,64% até outubro de 2019.
Títulos Públicos
Os títulos públicos, como os do Tesouro Direto, também se apresentam como opções mais rentáveis que a poupança. Em 2018, o Tesouro Selic 2023 rendeu 6,21%, enquanto em 2019 (até outubro) a rentabilidade chegou a 5,14%.
Fundos de Renda Fixa
Por fim, os fundos de renda fixa também podem ser uma alternativa interessante, com uma rentabilidade que superou a poupança em 2018, chegando a 5,39%, e atingindo 4,30% até outubro de 2019.
