Milhões de trabalhadores brasileiros começaram a receber novos pagamentos liberados pelo governo federal em 2026. Os valores envolvem dois benefícios importantes: o abono salarial do PIS/Pasep e o Saque Calamidade do FGTS, que juntos podem representar uma quantia significativa no bolso dos cidadãos.
Em alguns casos, o valor disponível pode chegar a até R$ 6.220, dependendo do saldo existente no Fundo de Garantia ou do tempo de trabalho formal registrado pelo trabalhador. A liberação dos recursos ocorre de forma escalonada ao longo do ano, seguindo calendários específicos divulgados pelas autoridades.
Enquanto o PIS/Pasep funciona como um complemento de renda anual para trabalhadores de baixa e média renda, o saque extraordinário do FGTS é destinado a moradores de cidades que sofreram com enchentes, tempestades ou outros desastres naturais reconhecidos oficialmente como situação de emergência ou calamidade pública.
Pagamento do PIS/Pasep 2026 já começou e libera novo lote em março; veja quem recebe
O pagamento do abono salarial referente ao calendário de 2026 já está em andamento e beneficia trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que atendem aos critérios do programa.
De acordo com o cronograma oficial, os trabalhadores nascidos em fevereiro começam a receber o benefício a partir de 16 de março de 2026. A liberação ocorre de forma gradual para evitar sobrecarga nos sistemas bancários.
Em muitos casos, o valor é depositado automaticamente. Quem possui conta corrente ou poupança na Caixa Econômica Federal recebe o crédito direto na conta. Já aqueles que não possuem relacionamento com o banco recebem o pagamento pela Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Esse modelo digital tem sido utilizado pelo governo nos últimos anos para facilitar o acesso ao benefício e evitar filas nas agências bancárias. O valor do abono salarial não é fixo para todos os beneficiários. O cálculo leva em consideração quantos meses o trabalhador atuou com carteira assinada no ano-base utilizado para o pagamento.
De acordo com as regras do Governo Federal para o abono salarial, quem trabalhou durante todo o período recebe o valor máximo do benefício. Já aqueles que tiveram vínculo empregatício por menos tempo recebem uma quantia proporcional.
Veja a estimativa de valores do PIS/Pasep em 2026:
1 mês trabalhado — R$ 136
2 meses — R$ 271
3 meses — R$ 406
4 meses — R$ 541
5 meses — R$ 675
6 meses — R$ 811
7 meses — R$ 946
8 meses — R$ 1.081
9 meses — R$ 1.216
10 meses — R$ 1.351
11 meses — R$ 1.486
12 meses — R$ 1.621
Todo o cálculo é realizado automaticamente pelo sistema do governo com base nas informações registradas pelos empregadores por meio do eSocial, que reúne dados trabalhistas e previdenciários.
Quem tem direito ao abono salarial, e qual o calendário?
Para receber o PIS/Pasep, o trabalhador precisa cumprir algumas exigências definidas pelo governo federal. O objetivo do programa é direcionar o pagamento para trabalhadores que possuem menor faixa de renda. Entre os principais critérios estão:
Estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos
Ter trabalhado com carteira assinada por no mínimo 30 dias no ano-base
Ter recebido remuneração média de até R$2.766 no ano-base (2024)
Ter os dados corretamente informados pelo empregador no eSocial

Caso haja erro nas informações enviadas pelas empresas, o trabalhador pode enfrentar atrasos ou precisar aguardar atualização cadastral para receber o valor. Os pagamentos seguem o mês de nascimento do trabalhador. Veja as datas previstas:
Janeiro — 16 de fevereiro de 2026
Fevereiro — 16 de março de 2026
Março e abril — 15 de abril de 2026
Maio e junho — 15 de maio de 2026
Julho e agosto — 15 de junho de 2026
Setembro e outubro — 15 de julho de 2026
Novembro e dezembro — 17 de agosto de 2026
Depois que o valor é liberado, o trabalhador possui um prazo amplo para realizar o saque ou movimentar o dinheiro.
FGTS também libera saque de até R$ 6.220
Além do abono salarial, milhares de brasileiros também podem ter acesso ao Saque Calamidade do FGTS, modalidade criada para ajudar trabalhadores que sofreram prejuízos causados por desastres naturais. Quando uma cidade enfrenta situações graves como enchentes, alagamentos ou deslizamentos de terra, a prefeitura pode solicitar ao governo federal o reconhecimento da situação de emergência ou calamidade pública.
Após a aprovação do pedido, a Caixa Econômica Federal pode autorizar a liberação do saque para os moradores da região atingida. O valor disponível depende do saldo existente na conta do trabalhador no FGTS, mas pode chegar ao limite máximo de R$ 6.220 por evento de calamidade.
Diversos municípios brasileiros já tiveram a liberação do saque calamidade em 2026, especialmente regiões afetadas por fortes chuvas nos últimos meses. Entre os estados com cidades contempladas estão:
Acre
Alagoas
Amazonas
Bahia
Goiás
Minas Gerais
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Pará
Pernambuco
Piauí
Paraná
Rio de Janeiro
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
São Paulo

Cada município possui um prazo específico para solicitar o saque, que normalmente varia entre 30 e 90 dias após a liberação autorizada pela Caixa. Para conferir a lista completa de cidades, acesse o link. Para solicitar o Saque Calamidade, o trabalhador precisa atender a alguns requisitos básicos:
Possuir saldo disponível em conta do FGTS
Residir em município com calamidade pública reconhecida oficialmente
Não ter realizado saque pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses
Caso o saldo na conta seja menor que o limite permitido, o trabalhador poderá retirar apenas o valor disponível.
Como solicitar o saque calamidade pelo aplicativo FGTS? Quais os documentos necessários?
O pedido pode ser feito de forma totalmente digital, sem necessidade de comparecer a uma agência da Caixa. O processo funciona da seguinte forma:
Baixar ou acessar o aplicativo FGTS no celular
Fazer login utilizando CPF e senha cadastrada
Selecionar a opção “Saque Calamidade Pública”
Informar o município afetado
Enviar os documentos solicitados para análise

Após a verificação das informações pela Caixa, o valor é depositado diretamente na conta bancária indicada pelo trabalhador. Durante a solicitação do benefício, alguns documentos são exigidos para confirmar a identidade do trabalhador e comprovar residência na área afetada.
Entre os principais estão:
Documento oficial com foto (RG ou CNH)
Selfie segurando o documento de identificação
Comprovante de residência emitido até 120 dias antes do decreto de calamidade
Caso o comprovante esteja em nome de outra pessoa da família, pode ser necessário apresentar documentos adicionais, como certidão de casamento ou declaração de união estável.
Dinheiro extra pode ajudar milhões de brasileiros
Com a combinação entre o pagamento do abono salarial do PIS/Pasep e o Saque Calamidade do FGTS, milhões de brasileiros podem ter acesso a recursos importantes em 2026.
Para muitos trabalhadores, esses valores representam um alívio no orçamento familiar, ajudando a pagar dívidas, cobrir despesas emergenciais ou reforçar a renda mensal.
Diante disso, especialistas recomendam que os trabalhadores fiquem atentos ao calendário oficial e verifiquem regularmente se possuem valores disponíveis para saque nos programas do governo.
