A possível antecipação do 13º salário do INSS em 2026 voltou ao centro das discussões do governo federal e pode garantir um reforço financeiro para milhões de aposentados e pensionistas já no primeiro semestre do ano. Caso a medida seja confirmada, os pagamentos podem começar a partir do dia 24 de abril, seguindo o calendário tradicional do Instituto Nacional do Seguro Social.
A antecipação do abono natalino depende da publicação de um decreto presidencial, mas já está em análise dentro do governo. Se autorizada, a medida deve repetir o modelo adotado nos últimos anos, com o pagamento dividido em duas parcelas, uma em abril e outra em maio.
O benefício pode alcançar cerca de 35 milhões de segurados do INSS, incluindo aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios previdenciários. A estimativa é que a antecipação injete aproximadamente R$ 78 bilhões na economia brasileira, movimentando o comércio e fortalecendo o consumo em diversas regiões do país.
Desde 2020, o governo federal tem adotado a estratégia de antecipar o pagamento do 13º salário dos beneficiários do INSS como forma de estimular a economia e oferecer apoio financeiro aos segurados.
A seguir, veja cinco pontos essenciais sobre o pagamento do 13º salário do INSS em 2026.
1. Antecipação do 13º ainda depende de decreto presidencial
Apesar da grande expectativa entre os beneficiários, a antecipação do 13º salário do INSS 2026 ainda não foi oficialmente confirmada.
O Ministério da Previdência Social está elaborando uma nota técnica defendendo a liberação antecipada do abono. Esse documento será encaminhado ao Ministério da Fazenda, responsável por analisar o impacto da medida nas contas públicas.
Somente após essa análise é que o governo poderá publicar um decreto presidencial autorizando o pagamento antecipado.
Para que o calendário seja mantido dentro do planejamento, o decreto precisa ser publicado até o mês de abril, permitindo que os valores sejam incluídos na folha de pagamento dos benefícios.
Caso a decisão seja oficializada dentro desse prazo, os segurados receberão o abono junto com os pagamentos mensais de abril e maio.

2. Pagamento pode começar em 24 de abril
Se o governo confirmar a antecipação, a primeira parcela do 13º salário do INSS será paga juntamente com os benefícios referentes ao mês de abril.
O cronograma começa tradicionalmente nos últimos dias do mês, seguindo a ordem do número final do benefício (NB), desconsiderando o dígito após o traço.
Os pagamentos costumam ser realizados primeiro para quem recebe até um salário mínimo, e depois para quem recebe acima desse valor.
Calendário da 1ª parcela para quem recebe até 1 salário mínimo
Final 1 — 24 de abril
Final 2 — 27 de abril
Final 3 — 28 de abril
Final 4 — 29 de abril
Final 5 — 30 de abril
Final 6 — 4 de maio
Final 7 — 5 de maio
Final 8 — 6 de maio
Final 9 — 7 de maio
Final 0 — 8 de maio
Calendário da 1ª parcela para quem recebe acima de 1 salário mínimo
Finais 1 e 6 — 2 de maio
Finais 2 e 7 — 5 de maio
Finais 3 e 8 — 6 de maio
Finais 4 e 9 — 7 de maio
Finais 5 e 0 — 8 de maio
3. Segunda parcela deve ser paga em maio
A segunda parcela do 13º salário do INSS costuma ser depositada junto com os pagamentos do benefício de maio.
Assim como ocorre na primeira etapa, o cronograma segue a ordem do número final do benefício.
Calendário da 2ª parcela para quem recebe até 1 salário mínimo
Final 1 — 25 de maio
Final 2 — 26 de maio
Final 3 — 27 de maio
Final 4 — 28 de maio
Final 5 — 29 de maio
Final 6 — 1º de junho
Final 7 — 2 de junho
Final 8 — 3 de junho
Final 9 — 5 de junho
Final 0 — 8 de junho
Calendário da 2ª parcela para quem recebe acima de 1 salário mínimo
Finais 1 e 6 — 1º de junho
Finais 2 e 7 — 2 de junho
Finais 3 e 8 — 3 de junho
Finais 4 e 9 — 5 de junho
Finais 5 e 0 — 8 de junho

4. Quem tem direito ao 13º salário do INSS
O 13º salário do INSS, também chamado de abono anual, é destinado aos segurados que recebem benefícios previdenciários.
Têm direito ao pagamento:
aposentados
pensionistas
beneficiários de auxílio-doença
beneficiários de auxílio-acidente
beneficiários de auxílio-reclusão
Esses grupos recebem o abono automaticamente, sem necessidade de solicitar o pagamento.
Por outro lado, beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e da Renda Mensal Vitalícia não recebem o 13º salário, pois esses programas possuem natureza assistencial e não previdenciária.
5. Como é feito o cálculo do 13º salário
O cálculo do 13º do INSS segue uma regra simples.
A primeira parcela corresponde a 50% do valor do benefício mensal recebido pelo segurado.
Para quem já estava aposentado ou recebendo pensão desde janeiro, o pagamento é feito com base no valor integral do benefício.
Já os segurados que começaram a receber o benefício ao longo do ano recebem o abono de forma proporcional.
Por exemplo:
quem começou a receber em julho terá direito a metade do valor proporcional aos meses restantes do ano.
A segunda parcela complementa o valor total do abono, podendo haver desconto de Imposto de Renda dependendo da faixa de renda do beneficiário.
Vale lembrar que o desconto do IR não ocorre na primeira parcela, sendo aplicado apenas na segunda.

Antecipação pode movimentar R$ 78 bilhões na economia
A antecipação do 13º salário do INSS em 2026 pode representar uma forte injeção de recursos na economia brasileira.
Segundo estimativas do governo, o pagamento pode liberar cerca de R$ 78 bilhões, beneficiando diretamente cerca de 35 milhões de pessoas em todo o país.
Esse dinheiro costuma impactar diretamente setores como:
comércio
supermercados
farmácias
serviços
Além de ajudar aposentados e pensionistas a quitar dívidas, pagar contas ou reforçar o orçamento familiar.
Caso o decreto presidencial seja publicado nas próximas semanas, os pagamentos devem começar ainda em abril, mantendo o padrão de antecipação adotado nos últimos anos.
