O ano de 2026 começou com mudanças importantes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tanto nos valores pagos aos beneficiários, quanto nas regras para quem pretende se aposentar nos próximos anos.
Nesta semana, o governo definiu os novos valores da Previdência. Segurados que recebem acima do salário mínimoterão reajuste de 3,90%, conforme o índice aplicado aos benefícios que não seguem o piso nacional. Com isso, o teto do INSS sobe de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55.
As mudanças, porém, não ficam restritas ao bolso. Desde a aprovação da Reforma da Previdência, em novembro de 2019, parte das regras de aposentadoria muda todos os anos, com critérios progressivamente mais rígidos.
Para quem está perto da aposentadoria, entender quando será possível se aposentar e por qual regra virou um desafio.
Simulador do INSS ajuda no planejamento da aposentadoria
Para facilitar esse processo, o INSS disponibiliza um simulador de aposentadoria, acessível pelo site e pelo aplicativo Meu INSS.
A ferramenta permite:
✔ calcular o tempo de contribuição
✔ estimar o valor do benefício
✔ visualizar as regras aplicadas ao caso do contribuinte
O sistema utiliza os dados já registrados nas bases do INSS. A calculadora está atualizada com as novas regras, mas o resultado não garante direito à aposentadoria, servindo apenas para consulta.
O simulador só realiza cálculo completo para segurados que estejam a até cinco anos de adquirir o direito ao benefício.
Se houver divergência de informações ou dúvidas sobre regras e cálculos, especialistas recomendam buscar orientação jurídica em direito previdenciário.
Regras gerais de aposentadoria em 2026
Atualmente, a regra geral exige:
Mulheres: 62 anos de idade e 15 anos de contribuição
Homens: 65 anos de idade e 20 anos de contribuição
Essas condições valem para quem iniciou a contribuição a partir de novembro de 2019.
Regras de transição seguem até 2031 e ficam mais duras a cada ano
Para quem já contribuía antes da Reforma da Previdência, o governo criou regras de transição, que funcionam como um meio-termo entre a legislação anterior e a atual. Essas regras serão atualizadas anualmente até 2031, tornando o processo mais rigoroso.
Em 2026, as mudanças atingem principalmente três pontos:
1. Idade mínima (tempo de contribuição + idade mínima)
A idade mínima sobe seis meses por ano.
Em 2026, passa a ser:
Mulheres: 59 anos e 6 meses
Homens: 64 anos e 6 meses
O tempo de contribuição permanece:
30 anos (mulheres)
35 anos (homens)
2. Regra dos pontos
Somam-se idade + tempo de contribuição.
Em 2026, a pontuação mínima será de:
93 pontos para mulheres
103 pontos para homens
3. Tabela progressiva da idade mínima por tempo de contribuição
| Ano | Homens | Mulheres |
|---|---|---|
| 2026 | 64 anos e 6 meses | 59 anos e 6 meses |
| 2027 | 65 anos | 60 anos |
| 2028 | 65 anos | 60 anos e 6 meses |
| 2029 | 65 anos | 61 anos |
| 2030 | 65 anos | 61 anos e 6 meses |
| 2031 | 65 anos | 62 anos |
Quais são as cinco regras de transição da Previdência
As regras de transição permitem que o trabalhador escolha a que for mais vantajosa. Atualmente, existem cinco modalidades:
1. Tempo de contribuição + idade mínima (progressiva)
idade sobe 6 meses por ano
exige 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens) de contribuição
2. Aposentadoria por idade para tempo de contribuição
65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) após 2031
mínimo de 15 anos de contribuição
3. Pedágio de 50%
Voltado a quem estava perto de se aposentar em 2019. O trabalhador deve pagar 50% do tempo que faltava para completar o tempo de contribuição.
Idade mínima:
57 anos mulheres
60 anos homens
Exemplo:
Se faltavam 24 meses, o segurado trabalha 24 + 12 meses = 36 meses.
4. Pedágio de 100%
O trabalhador paga 100% do tempo que faltava. Como vantagem, o valor do benefício é maior que no pedágio de 50%.
5. Regra dos pontos
Soma-se idade + tempo de contribuição.
Em 2026:
93 pontos (mulheres)
103 pontos (homens)
