O início de 2026 trouxe alterações relevantes na contratação de crédito consignado para aposentados, pensionistas e beneficiários assistenciais do INSS. As mudanças envolvem segurança, taxas máximas, bloqueios automáticos e margem adicional, impactando diretamente consumidores que dependem desse tipo de operação.
O cenário também é influenciado pelo reajuste do salário mínimo para R$ 1.621,00, que elevou os limites de comprometimento mensal e abriu possibilidade para novos empréstimos ou refinanciamentos.
Margem consignável aumenta com novo salário mínimo
A margem consignável é o limite máximo da renda mensal que pode ser comprometido com parcelas. Com o novo piso nacional, os valores em reais ficaram maiores:
Aposentados e pensionistas – Margem total de 45%
35% para empréstimo pessoal
5% para cartão de crédito consignado
5% para cartão benefício consignado
Para quem recebe R$ 1.621,00, o limite mensal fica assim:
35% = até R$ 567,35 por mês só para empréstimos
5% + 5% = até R$ 162,10 para cartões
BPC/LOAS – Margem total de 35%
30% para empréstimos
5% para cartão (crédito ou benefício)
No caso do BPC, o limite fica:
30% = até R$ 486,30 mensais
A ampliação da margem ocorre automaticamente e pode liberar espaço para novas contratações ou refinanciamentos.
Taxas e prazos atualizados para 2026
O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) manteve limites para evitar juros abusivos:
Teto de juros do consignado pessoal: até 1,85% ao mês
Teto para cartões consignados: cerca de 2,67% ao mês
O prazo máximo para pagamento continua sendo:
Até 84 meses (7 anos)
Esse limite é um dos principais atrativos do consignado para quem busca crédito mais barato.
Nova Lei de Segurança cria bloqueios e proibições
A partir de janeiro de 2026, a Lei nº 15.327/2026 passou a exigir novos protocolos para combater fraudes e assédio comercial. Entre os principais pontos estão:
Bloqueio automático após contratação
Cada vez que o beneficiário assina um novo contrato, o INSS:
bloqueia automaticamente o benefício para novas operações
exige desbloqueio manual pelo segurado
O desbloqueio pode ser feito no Meu INSS, pelo 135 ou presencialmente.
Contratações por telefone proibidas
Também passaram a ser vetados:
contratos por telemarketing
contratos via procuração simples
ofertas com prazos de carência para pagar
Saques proibidos em cartões consignados
Cartões passam a funcionar apenas para compras, sem permitir saque do limite, medida que corta fonte comum de fraudes.
Como contratar ou consultar o consignado
O empréstimo só pode ser feito em instituições financeiras conveniadas ao INSS. Antes de fechar a contratação, o beneficiário pode consultar as taxas praticadas pelos bancos:
Aplicativo Meu INSS → “Taxas de Empréstimo Consignado”
Essa função compara automaticamente os juros oferecidos e ajuda a identificar a proposta mais vantajosa.
Aumento do mínimo libera “margem extra” em 2026
Com o piso reajustado para R$ 1.621,00, muitas pessoas ganharam “espaço” adicional na margem. Esse excedente pode ser usado para:
refinanciar contratos antigos
pegar novo crédito complementar
substituir dívidas mais caras
Esse movimento tende a aumentar a demanda no início do ano.
Pagamentos do INSS começam em 26 de janeiro de 2026
O reajuste oficial dos benefícios também altera o cenário financeiro dos segurados. Em 2026, os valores ficaram assim:
Salário mínimo / piso: R$ 1.621,00
Benefícios acima do mínimo: + 3,90%
Teto do INSS: R$ 8.475,55
Cota do salário-família: R$ 67,54 (para quem ganha até R$ 1.980,38)
Calendário de janeiro de 2026 (INSS)
O pagamento depende do valor do benefício e do final do número do benefício, desconsiderando o dígito após o traço.
Até 1 salário mínimo
| Final | Data |
|---|---|
| 1 | 26/01 |
| 2 | 27/01 |
| 3 | 28/01 |
| 4 | 29/01 |
| 5 | 30/01 |
| 6 | 02/02 |
| 7 | 03/02 |
| 8 | 04/02 |
| 9 | 05/02 |
| 0 | 06/02 |

Acima de 1 salário mínimo
| Final | Data |
|---|---|
| 1 e 6 | 02/02 |
| 2 e 7 | 03/02 |
| 3 e 8 | 04/02 |
| 4 e 9 | 05/02 |
| 5 e 0 | 06/02 |
