Lançada pelo Governo Federal para padronizar o documento de identificação no país, a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) avança rapidamente em 2026. Segundo dados do Ministério da Gestão, mais de 42,7 milhões de carteiras já foram emitidas desde o início da implementação.
A meta oficial é substituir entre 130 e 150 milhões de documentos até o fim de 2026, mas o prazo final para que o antigo modelo de RG deixe de valer só expira em 2032, conforme estabelecido no Decreto nº 10.977/2022. Até lá, os dois modelos coexistem, mas o governo recomenda que a população se antecipe para evitar filas e dificuldades futuras.
O que muda com a nova Carteira de Identidade Nacional
A maior transformação está na unificação do número de identificação, agora padronizado para o CPF, eliminando a possibilidade de múltiplos RGs estaduais com numerações diferentes.
Entre as principais mudanças estão:
CPF como número único de identificação
Documento válido em todo o território nacional
Versão física e digital com o mesmo valor jurídico
QR Code para verificação instantânea
Zona MRZ (Machine Readable Zone), igual à de passaportes
Possibilidade de uso como documento de viagem no Mercosul
Segundo o governo, a unificação reduz fraudes e facilita o cruzamento de dados entre bancos, Receita Federal, Justiça Eleitoral, segurança pública e programas sociais.
Versão física e digital: como funcionam em 2026
A emissão da CIN está disponível em dois formatos:
Versão física
Pode ser emitida em:
papel de segurança
cartão de policarbonato
A entrega ocorre em até 15 a 30 dias, dependendo do estado.
Versão digital
Após a retirada da versão física, o cidadão acessa o documento pelo aplicativo Gov.br. A versão digital possui:
validade jurídica plena
visualização offline
QR Code para autenticação rápida
Quem pode tirar e quanto custa
O processo é gratuito para a maioria dos casos:
Primeira via: gratuita
Segunda via: pode ter custo — varia conforme o estado
Pessoas acima de 60 anos: valem por tempo indeterminado

Validade do novo documento
A CIN tem validade diferente conforme a faixa etária:
0 a 12 anos: validade de 5 anos
12 a 60 anos: validade de 10 anos
Acima de 60 anos: validade indeterminada
Isso evita que pessoas mais velhas sejam obrigadas a renovar periodicamente.
RG antigo ainda vale até 2032
Apesar do avanço da implementação, o governo reforça que não há necessidade de correria: o RG antigo continua válido até fevereiro de 2032 em todo o país.
Isso dá tempo para estados completarem a transição e melhora a logística de atendimento nas unidades de emissão.
Como solicitar a nova identidade (passo a passo atualizado)
É possível iniciar a solicitação pela internet, sem sair de casa:
Acesse o portal Gov.br
Entre com CPF e senha
Confirme seus dados pessoais
Atualize endereço, se necessário
Escolha a unidade de atendimento
Agende dia e horário para biometria e foto
Efetue o pagamento da taxa (se houver)
Compareça presencialmente com os documentos
Após este processo, a emissão é gerada e o prazo de retirada informado ao cidadão.
Documentos obrigatórios na emissão em 2026
Para solicitar, é necessário apresentar:
CPF regularizado
Certidão de nascimento ou casamento
Documento oficial com foto (em alguns estados)
Comprovante de residência (pode ser solicitado)
Laudos médicos, se quiser registrar deficiências
O governo reforça que o CPF é a base do novo documento. Se houver divergências nos dados cadastrais, primeiro é necessário regularizar na Receita Federal.
Informações adicionais que podem ser incluídas
A CIN permite incluir, de forma opcional:
Tipo sanguíneo e fator RH
Indicações de deficiência
Título de eleitor
CNH
Carteira de Trabalho
Doação de órgãos
Essas informações podem ser úteis em emergências e acessos a serviços públicos.
Em quais estados já está disponível
Em 2026, todos os estados brasileiros emitem a CIN, porém o agendamento e a logística variam. Em geral, o processo é feito em:
Detrans
Institutos de Identificação
Polícias Civis
Centrais de Atendimento estaduais
Estados como SP, PR, SC, RS, BA, MG, RJ e DF possuem sistemas online de agendamento com alta disponibilidade.
Por que o governo quer acelerar a substituição
Segundo o Ministério da Gestão, os objetivos principais são:
padronizar a identificação nacional
reduzir fraudes em benefícios públicos
integrar bases de dados federais e estaduais
facilitar acesso a serviços digitais
aumentar a segurança documental
A integração com o Cadastro Único, INSS, Receita Federal e Justiça Eleitoral é uma das prioridades até 2027.
