Em meio à corrida pela documentação nacional, governo amplia emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), que unifica dados, substitui o antigo RG e já pode ser solicitada on-line em 2026 – regras de segurança mudam a rotina de milhões de brasileiros até 2032

A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já está em fase avançada de implantação em todo o país e promete substituir, de forma definitiva, o antigo Registro Geral (RG) emitido pelos estados. Em 2026, o documento passa a ser padronizado nacionalmente e utiliza apenas o CPF como número de identificação do cidadão, eliminando a multiplicidade de numerações estaduais e reduzindo fraudes.

A mudança foi estabelecida pelo Decreto nº 10.977/2022, que prevê a transição gradual até 23 de fevereiro de 2032. Até lá, os modelos antigos continuam válidos, mas o governo orienta que os brasileiros façam a atualização com antecedência para evitar filas, divergências cadastrais e problemas no acesso a serviços públicos e bancários.

O que muda com a nova CIN

O novo documento traz recursos tecnológicos inéditos no país, como:

QR Code de validação: permite que autoridades confirmem a autenticidade da carteira em segundos.

MRZ (zona legível por máquina): mesma tecnologia utilizada em passaportes internacionais.

Dados padronizados: o CPF passa a ser o único número de identidade.

Versão digital integrada: a CIN digital aparece automaticamente no aplicativo Gov.br após a emissão física.

A CIN pode ser emitida em papel de segurança ou em cartão de policarbonato, dependendo do estado e da modalidade escolhida pelo solicitante. A primeira via é gratuita, conforme legislação federal.

Como solicitar de forma on-line

A etapa inicial do processo pode ser feita sem sair de casa, através do portal Gov.br, seguindo quatro etapas principais:

1. Confirmação de dados pessoais

O sistema resgata automaticamente todas as informações vinculadas ao CPF. O usuário deve confirmar que nome, data de nascimento e filiação estão corretos.

2. Atualização de endereço

O endereço informado será utilizado para registro no documento e, em alguns estados, para envio via Correios.

3. Agendamento de atendimento

Embora o pedido seja on-line, a etapa presencial ainda é necessária na maioria dos estados para coleta de biometria, assinatura e fotografia.

4. Pagamento da taxa (quando houver)

A emissão da primeira via é gratuita. No caso de segunda via, cada estado aplica um valor próprio pago via boleto ou PIX.

Concluída essa fase, o solicitante recebe um protocolo para acompanhar o andamento da emissão. O prazo médio de entrega varia entre 15 e 30 dias, de acordo com o órgão emissor.

Requisitos obrigatórios antes do agendamento

Duas exigências têm sido responsáveis por atrasar pedidos em todo o país:

CPF regularizado:
A CIN só pode ser emitida se o CPF estiver sem divergências. Erros comuns envolvem nome da mãe, data de nascimento e duplicidade de registros.
A regularização é feita no site da Receita Federal.

Certidão atualizada:
É obrigatório apresentar certidão de nascimento ou casamento original e em bom estado, principalmente em casos de mudança de nome após casamento ou divórcio.

Onde agendar a emissão da CIN em 2026

O agendamento depende do estado e pode ocorrer em diferentes órgãos, principalmente Polícia Civil, IGPs, DETRANs e centros de atendimento ao cidadão. Exemplos:

  • São Paulo: Poupatempo (site ou aplicativo)

  • Rio de Janeiro: Detran-RJ

  • Minas Gerais: Portal Cidadão MG

  • Bahia: SAC Digital

  • Distrito Federal: PCDF

  • Paraná e Santa Catarina: IGP Estadual

  • Amazonas: Polícia Civil-AM

Nos demais estados, os portais de Segurança Pública, Secretarias de Governo e institutos de identificação centralizam o serviço.

Primeira e segunda via: o que muda

  • Primeira via: gratuita para todos os cidadãos, mesmo em caso de mudança do antigo RG para a CIN.

  • Segunda via: cobrada apenas se o cidadão já tiver a CIN emitida e pedir reimpressão por perda, furto ou danos.

Os valores médios variam entre R$ 40 e R$ 100, conforme legislação local.

Versão digital com a mesma validade jurídica

Após receber a versão física, o cidadão deve acessar o aplicativo Gov.br. A versão digital aparece automaticamente na aba Documentos e tem a mesma validade da impressa. Isso elimina a necessidade de portar o documento físico em grande parte das situações do dia a dia.

Validade dos documentos antigos

O antigo RG continua válido até 23 de fevereiro de 2032, prazo definido pelo governo para garantir transição segura e evitar congestionamento nos postos de atendimento. Documentos dentro do prazo e em bom estado não exigem troca imediata.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.