Um programa social recente passou a movimentar milhares de famílias do Brasil ao garantir um saque extra que pode chegar a R$ 9.200 por estudante. Trata-se do Programa Pé-de-Meia, criado pelo Governo Federal para incentivar estudantes do Ensino Médio público a permanecerem na escola e concluírem a educação básica.
O benefício integra uma estratégia educacional e assistencial que envolve o Ministério da Educação (MEC), Ministério da Fazenda e Ministério do Desenvolvimento Social. Ao mesmo tempo, a Caixa Econômica Federal atua como responsável pelos repasses e pela gestão financeira dos pagamentos.
A medida tornou-se permanente e segue ativa em 2026 com calendário definido, valores atualizados e regras claras para entrada e permanência.
Quem pode entrar no Pé-de-Meia em 2026
De acordo com o Governo Federal, o Pé-de-Meia é destinado a estudantes que atendem simultaneamente os seguintes critérios:
Estar matriculado no Ensino Médio público
Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico)
Ter entre 14 e 24 anos (na maioria dos casos)
Ter renda familiar dentro dos limites do programa
O foco do Governo está nos alunos em situação de vulnerabilidade, especialmente os que ajudam financeiramente em casa e acabam abandonando os estudos. Estudos oficiais indicaram que essa era uma das principais causas da evasão escolar no país.
Por isso, o programa funciona como um incentivo financeiro-educacional, para que o estudante tenha renda própria e permaneça matriculado.

Quanto o Pé-de-Meia paga em 2026
Os pagamentos variam conforme a participação do aluno ao longo do ano. Considerando os três anos do Ensino Médio, o total pode chegar a R$ 9.200, divididos da seguinte forma:
1. Incentivo Matrícula — R$ 200 por ano
Pago no início do ano letivo
Condição: estar devidamente matriculado
Previsão 2026: março
2. Incentivo Frequência — R$ 1.800 por ano
Pago em 9 parcelas de R$ 200
Exigência: frequência mínima de 80%
Meses: abril a dezembro
3. Incentivo Conclusão — R$ 1.000 por ano
Condição: aprovação ao final do ano
Total em 3 anos: R$ 3.000
Fica retido na poupança e só pode ser sacado ao final do Ensino Médio
4. Incentivo ENEM — R$ 200
Pago aos alunos do 3º ano
Condição: participação comprovada em todos os dias do ENEM
Pagamento: geralmente no início do ano seguinte
Somando todos os valores possíveis:
Matrícula: R$ 600 (3 anos)
Frequência: R$ 5.400 (3 anos)
Conclusão: R$ 3.000 (3 anos)
ENEM: R$ 200
Total potencial: R$ 9.200
Data prevista para pagamento em 2026
Segundo a Caixa, a previsão inicial para o primeiro pagamento é 26 de fevereiro de 2026, com liberação dos demais incentivos conforme o calendário educacional.
O dinheiro é depositado em uma poupança social digital Caixa Tem, em nome do próprio estudante.
Como funciona o saque do benefício
Há duas modalidades diferentes:
Valores de uso imediato: matrícula e frequência
Valores bloqueados para o futuro: conclusão e ENEM
Os valores bloqueados podem ser sacados apenas após o estudante:
Concluir o Ensino Médio
Retirar o certificado de conclusão
Cumprir todas as condições durante os três anos
Essa regra foi criada para estimular metas de longo prazo e reduzir a evasão escolar.
Motivos que fazem o estudante perder o Pé-de-Meia
Embora o benefício seja amplo, o Governo estabeleceu regras rígidas de permanência. Entre os principais motivos de desligamento estão:
Solicitação voluntária do estudante
Falta de atualização no CadÚnico
Frequência inferior a 80%
Perda dos critérios de elegibilidade
Reprovação por dois anos consecutivos
Abandono escolar
Em todos os casos, a Caixa interrompe os repasses e o aluno fica impedido de recuperar as parcelas perdidas.
Por que o Governo criou o Pé-de-Meia
O programa foi desenvolvido após estudos que indicaram que grande parte dos estudantes abandonava a escola para trabalhar e ajudar financeiramente em casa. Como resultado, o país registrava uma das maiores taxas de evasão escolar no Ensino Médio na América Latina.
Assim, o Pé-de-Meia atua como:
Política educacional
Política social
Política de proteção financeira
A prioridade, segundo o MEC, é impedir que jovens percam oportunidades futuras por falta de renda imediata.
Pé-de-Meia em 2026: instrumento financeiro e social
O programa segue fortalecendo o vínculo entre escola e permanência estudantil. Ao permitir acumular até R$ 9.200, o Governo cria uma proteção financeira que beneficia o estudante no presente e no futuro acadêmico.
Além disso, amplia o acesso ao ensino superior com o incentivo ao ENEM, ao mesmo tempo em que reduz índices históricos de evasão.
Assim, o Pé-de-Meia se firma em 2026 como um dos instrumentos mais relevantes de transferência educacional do país.
