O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mantém em vigor, também em 2026, uma regra pouco conhecida que pode elevar em 25% o valor da aposentadoria por incapacidade permanente. O adicional é destinado a segurados que comprovem a necessidade de assistência permanente de outra pessoa para realizar atividades básicas do dia a dia.
O ponto central destacado pelo INSS é que o direito ao acréscimo não depende do valor da aposentadoria, nem está vinculado automaticamente ao diagnóstico médico. O critério decisivo é a perda de autonomia funcional, avaliada por meio de perícia oficial.
Quem pode receber o adicional de 25%
O acréscimo é exclusivo para aposentados por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez). Ele pode ser concedido tanto a quem recebe o piso previdenciário quanto a segurados que já estão acima do salário mínimo.
O INSS analisa documentos médicos atualizados, laudos clínicos, exames complementares e relatórios que descrevam, de forma objetiva, as limitações enfrentadas pelo segurado. A perícia considera, principalmente, a incapacidade para realizar atos essenciais, como se alimentar, se locomover, manter a higiene pessoal ou administrar a própria rotina.
O adicional é incorporado ao valor mensal do benefício, mas não é transferido para pensões por morte após o falecimento do segurado.
Doenças mais associadas ao benefício
Embora não exista uma lista oficial fechada, algumas doenças aparecem com frequência em concessões administrativas e decisões judiciais. Entre elas estão:
Alzheimer
Acidente Vascular Cerebral (AVC) com sequelas graves
Câncer em estágio avançado
Cegueira total
Doença de Huntington
Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)
Esclerose múltipla em fase avançada
HIV em estágio avançado
Paralisia irreversível
Doença de Parkinson em grau severo
Casos de insuficiência cardíaca grave, sequelas irreversíveis de AVC e doenças neurológicas progressivas também costumam receber atenção especial. Ainda assim, o INSS reforça que nenhum diagnóstico garante o adicional automaticamente. Cada pedido passa por avaliação individual.
Como solicitar o acréscimo no INSS
O pedido pode ser feito pelos canais oficiais do instituto:
Pelo site ou aplicativo Meu INSS
Pelo telefone 135, com atendimento de segunda a sábado
Após a solicitação, o segurado agenda uma perícia médica e deve anexar toda a documentação disponível. Relatórios detalhados, que descrevam as limitações práticas do cotidiano, costumam aumentar as chances de deferimento.
Caso o pedido seja negado, é possível apresentar recurso administrativo. Muitos segurados também recorrem ao Judiciário, onde decisões favoráveis são comuns quando a dependência permanente fica claramente comprovada. Em geral, quando reconhecido, o adicional é pago desde a data do requerimento.
Um reforço financeiro para quem perdeu autonomia
O acréscimo de 25% representa um alívio importante para famílias que convivem com doenças incapacitantes e custos elevados com cuidados contínuos. Ao mesmo tempo, o INSS destaca que a regra não cria concessões automáticas: o direito existe, mas depende do cumprimento rigoroso dos critérios técnicos.
Em 2026, o benefício segue ativo, pouco divulgado e acessível apenas a quem conhece a regra e apresenta a documentação correta. Para muitos aposentados, isso pode significar uma diferença significativa no orçamento mensal.
Para consultar o adicional de 25% na aposentadoria em 2026, o primeiro ponto que o segurado precisa entender é que esse valor não é liberado para todos os aposentados do INSS. O benefício é exclusivo para quem recebe aposentadoria por incapacidade permanente — modalidade que substituiu a antiga aposentadoria por invalidez — e comprova a necessidade de assistência permanente de outra pessoa no dia a dia.
A seguir, veja como fazer a consulta, quem tem direito e quais são os valores atualizados para este ano.
Como consultar o adicional de 25% no Meu INSS
A verificação ou solicitação do adicional é feita de forma totalmente digital, pelos canais oficiais do INSS.
O segurado deve acessar o site ou aplicativo Meu INSS e fazer login com a conta Gov.br.
Quem já recebe o adicional pode conferir a informação ao clicar em “Extrato de Pagamento”. No detalhamento dos valores, o acréscimo de 25% aparece discriminado separadamente, caso esteja ativo.
Para quem ainda não recebe e deseja solicitar, basta digitar “Adicional de 25%” na barra de busca do Meu INSS e seguir as orientações para agendar a perícia médica, etapa obrigatória para análise do pedido.
Quem tem direito ao adicional de 25% em 2026
O direito ao adicional continua restrito, em 2026, aos segurados aposentados por incapacidade permanente que comprovem dependência de terceiros para realizar atividades básicas.
Entre as situações que podem garantir o adicional estão:
Cegueira total
Perda de nove dedos das mãos ou mais
Paralisia dos dois braços ou das duas pernas
Perda de uma das mãos e de dois pés, ainda que o uso de prótese seja possível
Alterações graves das faculdades mentais, com comprometimento da vida social e orgânica
Doenças que exijam permanência contínua no leito
A concessão não é automática. Mesmo que o segurado se enquadre em uma dessas condições, a liberação depende da avaliação da perícia médica do INSS.
Valores do adicional de 25% em 2026
O valor do adicional corresponde a 25% do benefício mensal já recebido, independentemente do valor da aposentadoria.
Quem recebe um salário mínimo
Com o salário mínimo fixado em R$ 1.621,00, o adicional é de R$ 405,25, totalizando R$ 2.026,25 por mês.Quem recebe o teto do INSS
Esse é o único caso em que um benefício previdenciário pode ultrapassar o teto nacional.
Em 2026, o teto do INSS é de R$ 8.475,55. Com o adicional de 25%, o segurado pode receber mais R$ 2.118,88, chegando a um total de R$ 10.594,43 mensais.
