Brasileiros descobriram que é possível se aposentar pelo INSS antes dos 60 anos, ignoraram por anos essa regra pouco divulgada, mas um benefício específico permite a aposentadoria com 25 anos de contribuição para professores que cumprem critérios claros definidos pelo governo

A ideia de aposentadoria no Brasil ainda está fortemente associada à idade mínima de 60, 62 ou até 65 anos. Para a maioria das pessoas, aposentar-se antes disso parece algo distante ou até impossível. No entanto, o próprio INSS prevê exceções importantes que continuam em vigor mesmo após a Reforma da Previdência.

Uma dessas exceções envolve uma categoria específica de trabalhadores que, por muitos anos, desconheceu ou subestimou esse direito: os professores da educação básica. Em determinadas situações, eles podem se aposentar antes dos 60 anos, desde que cumpram requisitos claros previstos em lei.

A aposentadoria do professor sobreviveu à Reforma da Previdência

De acordo com informações oficiais do portal GOV.BR, a aposentadoria do professor passou por mudanças com a Emenda Constitucional nº 103, de 13 de novembro de 2019, que reformou o sistema previdenciário brasileiro. Apesar disso, o direito não foi extinto.

O governo esclarece que:

“Será garantido o direito à aposentadoria ao professor ou professora que tenha cumprido todos os requisitos exigidos antes da Reforma da Previdência.”

Além disso, novas regras de transição foram criadas para quem ainda estava em atividade no momento da mudança constitucional, mantendo condições diferenciadas em relação aos demais trabalhadores.

Quem pode se aposentar com 25 anos de contribuição

A aposentadoria por tempo de contribuição do professor é destinada exclusivamente a profissionais que atuaram em funções de magistério na educação básica. Isso inclui:

  • Educação infantil

  • Ensino fundamental

  • Ensino médio

Não entram nessa regra atividades administrativas, cargos de gestão fora da sala de aula ou funções exercidas fora do magistério direto.

Regras para mulheres professoras

Para as mulheres, a regra prevê:

  • 25 anos de contribuição, exclusivamente em funções de magistério

  • Carência mínima de 180 meses, o equivalente a 15 anos de contribuição efetiva

  • Idade mínima variável, conforme o ano de referência da regra de transição

Em 2019, por exemplo, a idade mínima era de 51 anos, com aumento progressivo nos anos seguintes.

Regras para homens professores

Para os homens, os critérios são:

  • 30 anos de contribuição, exclusivamente em funções de magistério

  • Carência mínima de 180 meses

  • Sistema de pontuação, que soma idade + tempo de contribuição

Em 2019, a pontuação mínima exigida era de 91 pontos, também com progressão ao longo dos anos.

Essas regras diferenciadas reconhecem as particularidades da profissão docente, marcada por desgaste físico, emocional e mental ao longo da carreira.

O que conta como tempo de magistério no INSS

Um dos pontos que mais gera dúvidas entre professores é o que o INSS considera como tempo válido para aposentadoria especial da categoria.

De forma objetiva, contam como tempo de magistério:

  • Atuação direta em sala de aula

  • Funções pedagógicas vinculadas ao ensino básico

  • Atividades exercidas em escolas públicas ou privadas, desde que reconhecidas

Por outro lado, não contam:

  • Cargos administrativos sem vínculo direto com o ensino

  • Funções exercidas fora da educação básica

  • Atividades em cursos livres ou não reconhecidos

Essa distinção é fundamental, pois o INSS analisa com rigor a documentação apresentada no pedido de aposentadoria.

Quantos tipos de aposentadoria existem hoje no INSS

Além da aposentadoria do professor, o INSS mantém outros modelos de benefícios previdenciários. Os principais são:

  • Aposentadoria por idade (urbana e rural)

  • Aposentadoria por tempo de contribuição, por meio das regras de transição

  • Aposentadoria especial, para atividades insalubres ou perigosas

  • Aposentadoria por incapacidade permanente (antiga invalidez)

  • Aposentadoria da pessoa com deficiência

Cada modalidade possui critérios próprios, exigindo análise individual do histórico de trabalho e contribuições.

Como consultar sua situação no INSS em 2026

Em 2026, os segurados já podem consultar informações com valores atualizados conforme o novo salário mínimo de R$ 1.621,00. O INSS oferece três canais oficiais.

Pelo site ou aplicativo Meu INSS

Este é o canal mais completo e recomendado.

  • Acesse meu.inss.gov.br ou o aplicativo Meu INSS

  • Faça login com CPF e senha do Gov.br

  • Na tela inicial, é possível consultar:

    • Extrato de pagamento

    • Situação do benefício

    • CNIS (histórico de contribuições)

Essas informações são essenciais para professores que desejam verificar se já cumprem os requisitos para aposentadoria.

Pela Central de Atendimento 135

Para quem não utiliza internet ou aplicativos:

  • Ligue para o número 135

  • Atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h

  • Ligação gratuita de telefone fixo

O atendimento permite consultar benefícios, agendar serviços e tirar dúvidas básicas.

Pelo banco onde o benefício é pago

Quem já recebe algum benefício do INSS pode consultar informações diretamente no banco.

No Caixa Tem, por exemplo, é possível acessar:

  • Extrato detalhado

  • Datas de pagamento

  • Histórico de depósitos do INSS

Essa opção facilita o acompanhamento mensal sem necessidade de acessar outros sistemas.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.