Adeus R$1.518! INSS libera reajuste no valor a partir deste mês de janeiro

O valor de R$ 1.518,00, que serviu como referência para milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários do INSS ao longo de 2025, ficou oficialmente para trás. A partir de 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor o novo salário mínimo nacional de R$ 1.621,00, definido por decreto presidencial publicado no fim de dezembro de 2025.

O reajuste representa um aumento de 6,79%, o equivalente a R$ 103,00 a mais no bolso de quem recebe benefícios atrelados ao piso nacional. Na prática, isso significa que ninguém que recebe pelo INSS pode ganhar menos que R$ 1.621,00 em 2026.

A mudança impacta diretamente aposentadorias, pensões, auxílios e também o Benefício de Prestação Continuada (BPC), ampliando o valor mínimo pago pela Previdência Social logo no início do ano.

O que muda com o novo valor do INSS em 2026

Com a atualização do salário mínimo, o chamado piso previdenciário — valor mínimo pago pelo INSS — passa automaticamente a acompanhar o novo patamar. Isso vale tanto para quem já recebia benefícios quanto para novos aposentados que começarem a receber em 2026.

Na prática, o reajuste funciona de forma diferente conforme o valor do benefício:

  • Quem recebe até um salário mínimo passa automaticamente a receber R$ 1.621,00.

  • Quem recebe acima do mínimo tem reajuste baseado apenas na inflação oficial, medida pelo INPC.

Essa diferenciação é importante porque gera dúvidas recorrentes entre beneficiários que esperam o mesmo aumento para todos, o que não acontece.

Quem passa a receber R$ 1.621,00 automaticamente

O novo valor é pago integralmente para os seguintes grupos:

  • Aposentados que recebem um salário mínimo

  • Pensionistas por morte vinculados ao piso nacional

  • Beneficiários de auxílio-doença, auxílio-reclusão e salário-maternidade calculados com base no mínimo

  • Beneficiários do BPC/LOAS, pago a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda

  • Novos aposentados em 2026 que contribuíram com base no salário mínimo

Esses segurados não precisam fazer nenhum pedido ou atualização cadastral. O reajuste é automático, aplicado diretamente na folha de pagamento do INSS.

Quando o novo valor começa a cair na conta

Embora o novo salário mínimo esteja em vigor desde 1º de janeiro de 2026, os pagamentos seguem o calendário oficial do INSS, organizado pelo número final do benefício (NB), sem considerar o dígito verificador.

Para quem recebe até um salário mínimo, os depósitos referentes ao mês de janeiro começam no dia 26 de janeiro de 2026. Já para quem recebe acima do mínimo, os pagamentos têm início em 2 de fevereiro de 2026.

Calendário do INSS para quem recebe até um salário mínimo

Os pagamentos seguem esta ordem:

  • Final 1 – 26 de janeiro

  • Final 2 – 27 de janeiro

  • Final 3 – 28 de janeiro

  • Final 4 – 29 de janeiro

  • Final 5 – 30 de janeiro

  • Final 6 – 2 de fevereiro

  • Final 7 – 3 de fevereiro

  • Final 8 – 4 de fevereiro

  • Final 9 – 5 de fevereiro

  • Final 0 – 6 de fevereiro

Esse calendário já considera o valor atualizado de R$ 1.621,00.

Calendário de pagamentos do INSS

Por que o salário mínimo subiu para R$ 1.621

O novo valor segue a política permanente de valorização do salário mínimo, retomada pelo governo federal. O cálculo leva em conta dois fatores principais:

  • Inflação medida pelo INPC, acumulada nos 12 meses anteriores

  • Crescimento real do PIB, considerando o desempenho econômico de dois anos antes (PIB de 2024)

A combinação desses índices resultou no reajuste de 6,79%, acima da inflação, garantindo ganho real para trabalhadores e beneficiários do INSS que recebem pelo piso.

E quem ganha acima do salário mínimo, como fica

Para quem já recebia valores superiores a R$ 1.518 em 2025, o reajuste não acompanha o novo salário mínimo. Nesse caso, a correção é feita exclusivamente com base no INPC, estimado em cerca de 4,46%.

Isso significa que esses beneficiários não passam automaticamente para R$ 1.621, mas têm seus valores corrigidos proporcionalmente, respeitando o teto previdenciário.

Novo teto do INSS em 2026

Com o reajuste inflacionário, o teto do INSS — valor máximo que um benefício pode atingir — deve subir para aproximadamente R$ 8.537,55 em 2026.

Esse número ainda é estimado, pois depende da publicação da portaria oficial com o índice final do INPC. O teto vale para aposentadorias e pensões concedidas com base nas maiores contribuições ao longo da vida laboral.

Como conferir o valor exato do seu benefício

O segurado pode consultar o valor atualizado do pagamento de forma simples e gratuita pelos canais oficiais do INSS:

  • Aplicativo Meu INSS (Android e iOS)

  • Site meu.inss.gov.br

  • Acesso com conta Gov.br

No extrato de pagamento, é possível verificar:

  • Valor bruto do benefício

  • Descontos aplicados

  • Data exata do depósito

  • Banco responsável pelo pagamento

Essa consulta é fundamental para evitar dúvidas, golpes e informações incorretas que costumam circular no início do ano.

Impacto do reajuste para milhões de brasileiros

O aumento do piso previdenciário afeta diretamente milhões de famílias, especialmente aquelas que dependem exclusivamente do benefício do INSS para pagar despesas básicas como alimentação, aluguel, remédios e contas de consumo.

Com o novo valor, o governo busca preservar o poder de compra dos beneficiários e reduzir perdas causadas pela inflação, ainda que o impacto seja diferente entre quem recebe o mínimo e quem recebe acima dele.

O início dos pagamentos com valores reajustados em janeiro e fevereiro marca, na prática, o encerramento definitivo do ciclo do R$ 1.518, consolidando o R$ 1.621 como novo piso do INSS em 2026.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.