O programa Pé-de-Meia chega a 2026 totalmente consolidado como a principal política pública de combate à evasão escolar no Ensino Médio da rede pública. Criado para incentivar a permanência dos jovens na escola, o benefício funciona como uma poupança educacional, com pagamentos mensais e bônus anuais que, somados, podem atingir até R$ 9.200 ao final dos três anos.
Em 2026, o programa opera em sua capacidade máxima, atendendo estudantes do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). No entanto, para garantir o recebimento integral dos valores, o aluno precisa cumprir regras claras de frequência, aprovação e participação em avaliações oficiais.
A seguir, veja o guia completo do Pé-de-Meia 2026, com explicações simples, objetivas e atualizadas, além de 5 dicas essenciais para não perder nenhum pagamento ao longo do ano.
Quem tem direito ao Pé-de-Meia em 2026
O público-alvo do programa é formado por estudantes que atendem simultaneamente aos seguintes critérios:
Ter entre 14 e 24 anos
Estar matriculado no Ensino Médio regular ou EJA, em escola pública
Pertencer a família inscrita no Cadastro Único (CadÚnico)
Ter prioridade se a família for beneficiária do Bolsa Família
Possuir CPF próprio, obrigatório para abertura da conta bancária
A seleção é feita automaticamente pelo Ministério da Educação (MEC), a partir das informações enviadas pelas redes de ensino e cruzadas com o CadÚnico. Não é necessário fazer inscrição manual.
Estrutura dos pagamentos: como chegar aos R$ 9.200
O Pé-de-Meia é dividido em quatro tipos de incentivos. Quando todos são cumpridos ao longo dos três anos do Ensino Médio, o valor acumulado pode chegar a R$ 9.200.
Incentivo-Matrícula: R$ 200 pagos uma vez por ano, no início do período letivo
Incentivo-Frequência: R$ 1.800 por ano, pagos em 9 parcelas mensais de R$ 200, mediante frequência mínima
Incentivo-Conclusão: R$ 1.000 por ano, depositados após a aprovação no final do ano letivo
Incentivo-Enem: R$ 200 pagos em parcela única para alunos do 3º ano que comparecerem aos dois dias do Enem
Somando os três anos do Ensino Médio, o estudante pode acumular R$ 9.000, mais R$ 200 extras pela participação no Enem.
5 dicas essenciais para garantir o valor total em 2026
1. Mantenha o CadÚnico sempre atualizado
O CadÚnico é a porta de entrada do Pé-de-Meia. Se o cadastro da família estiver desatualizado, o benefício pode ser suspenso.
O que fazer:
Verifique se o cadastro foi atualizado nos últimos 24 meses
Em caso de mudança de endereço, renda ou composição familiar, procure o CRAS imediatamente
CadÚnico desatualizado por mais de dois anos pode resultar em bloqueio automático
2. Garanta no mínimo 80% de frequência escolar
O pagamento mensal de R$ 200 depende diretamente da presença em sala de aula.
Regra principal:
A escola informa a frequência mensal ao MEC
Se a presença ficar abaixo de 80%, a parcela do mês seguinte é bloqueada
Faltas sem justificativa impactam diretamente o benefício
Manter uma rotina de presença regular é essencial para não perder dinheiro ao longo do ano.
3. Não seja reprovado no ano letivo
O Incentivo-Conclusão, no valor de R$ 1.000 por ano, só é garantido para quem é aprovado.
Atenção:
O valor fica depositado, mas bloqueado até a conclusão do 3º ano
Se o aluno for reprovado em 2026, perde os R$ 1.000 referentes a esse ano
Recuperações e dependências devem ser acompanhadas de perto
4. Participe do Saeb e de avaliações oficiais
A participação em exames educacionais é obrigatória para a continuidade no programa.
Importante saber:
O Saeb é aplicado conforme o calendário escolar
A ausência injustificada pode gerar restrições nos incentivos de conclusão
A escola informa a participação diretamente ao MEC
Ficar atento às datas evita surpresas no pagamento.
5. Inscreva-se e compareça ao Enem 2026
Para alunos do 3º ano, o Enem garante um bônus adicional.
Regra clara:
É obrigatório comparecer aos dois dias de prova
Apenas a inscrição não garante o pagamento
O bônus de R$ 200 é liberado após confirmação do Inep
Esse valor é extra e não interfere nos demais incentivos.
Calendário do Pé-de-Meia: janeiro e fevereiro de 2026
Janeiro: não há pagamento de frequência devido às férias escolares
Fevereiro e março: apuração das matrículas pelas secretarias de educação
Março ou abril: início do pagamento do Incentivo-Matrícula e das primeiras parcelas mensais
As datas exatas podem variar conforme o calendário de cada rede de ensino.
Regras de manutenção e bloqueio do benefício
O estudante pode ter parcelas suspensas se não cumprir os critérios do programa:
Frequência abaixo de 80%: bloqueia a parcela mensal seguinte
Reprovação: perda do Incentivo-Conclusão daquele ano
CadÚnico irregular: corte total do benefício
A regularização, quando possível, depende da atualização das informações junto à escola ou ao CRAS.
Como consultar saldo e acompanhar pagamentos em 2026
Todo o acompanhamento é feito de forma digital, sem necessidade de ir ao banco.
Consulta: pelo aplicativo Jornada do Estudante, do MEC
Conta bancária: poupança social digital aberta automaticamente pela Caixa Econômica Federal
Movimentação: via aplicativo Caixa Tem
Para estudantes menores de 18 anos, o responsável legal precisa autorizar o primeiro acesso no Caixa Tem.
Novidade em 2026: integração com a CIN
A partir de 2026, o sistema do Pé-de-Meia passa a ser integrado à Carteira de Identidade Nacional (CIN), que utiliza o CPF como número único.
O que muda na prática:
Validação biométrica mais rápida
Redução de fraudes
Saque mais ágil em lotéricas e canais da Caixa
Essa integração promete facilitar o acesso ao dinheiro e reduzir problemas de identificação do estudante.
O Pé-de-Meia se firma, em 2026, como uma política central para garantir que milhões de jovens permaneçam na escola e concluam o Ensino Médio com mais segurança financeira. Entender as regras e acompanhar de perto cada etapa é o caminho para não perder nenhum centavo do benefício.
