A Carteira de Identidade Nacional (CIN) entrou definitivamente na rotina dos brasileiros. Em 2026, o documento deixa de ser apenas uma atualização do antigo RG e passa a ocupar um papel central no acesso a serviços públicos, benefícios sociais e sistemas de biometria. A principal mudança é simples de entender, mas profunda na prática: o CPF passa a ser o número único de identificação em todo o território nacional.
Isso significa o fim do antigo “número do RG”, que variava de estado para estado, e o início de um modelo unificado, mais seguro e integrado às bases de dados do governo. Para quem ainda não emitiu a CIN, 2026 é considerado um ano estratégico para fazer a troca sem pressa, evitando problemas futuros.
A seguir, você confere um guia completo, atualizado e em linguagem simples sobre como funciona a nova carteira de identidade, quem deve emitir, quais documentos levar, custos, prazos e por que não deixar para depois.
O que muda com a nova Carteira de Identidade Nacional
A CIN representa a maior transformação no sistema de identificação civil do Brasil em décadas. Até pouco tempo atrás, um cidadão podia ter até 27 números de RG diferentes, um em cada estado. Isso facilitava fraudes, duplicidade de cadastros e erros em benefícios sociais.
Com a nova carteira:
O CPF passa a ser o único número de identificação
O campo “RG” deixa de existir como número independente
Todos os estados seguem um padrão nacional
O documento passa a conversar diretamente com bases como INSS, Receita Federal, SUS e CadÚnico
Na prática, isso reduz inconsistências cadastrais e torna mais rápido o acesso a serviços públicos.

Por que o CPF virou a base do documento
A escolha do CPF como número único não é aleatória. Ele já é utilizado em praticamente todas as relações do cidadão com o Estado: imposto de renda, benefícios sociais, contas bancárias, programas sociais e serviços digitais.
Com a CIN:
Uma pessoa passa a ter uma única identidade válida em todo o país
Fraudes por múltiplas identidades se tornam muito mais difíceis
Processos como prova de vida, concessão de benefícios e atendimento no SUS ficam mais ágeis
Em 2026, essa integração deixa de ser apenas técnica e passa a ser sentida no dia a dia do cidadão.
Como emitir a CIN em 2026: passo a passo atualizado
A emissão da Carteira de Identidade Nacional é feita pelos órgãos de identificação de cada estado, como Poupatempo, Detran ou Institutos de Identificação. Apesar de o modelo ser nacional, o agendamento e o atendimento são estaduais.
1. Verifique a situação do seu CPF
Antes de qualquer coisa, é essencial que o CPF esteja regularizado junto à Receita Federal. Dados divergentes, como nome diferente do que consta na certidão, podem bloquear a emissão.
Situações comuns que impedem a CIN:
CPF suspenso
Erro no nome da mãe ou do pai
Data de nascimento divergente
A regularização deve ser feita antes do agendamento.
2. Faça o agendamento obrigatório
Em 2026, a maioria dos estados exige agendamento prévio. Veja alguns exemplos:
São Paulo: Portal Poupatempo ou aplicativo Poupatempo SP.GOV.BR
Rio de Janeiro: Site oficial do Detran-RJ
Bahia: Portal BA.GOV.BR ou aplicativo estadual
Demais estados: O portal Gov.br/identidade centraliza os links oficiais
Sem agendamento, o atendimento geralmente não é realizado.
3. Separe os documentos necessários
A lista é curta, mas deve ser seguida com atenção:
Certidão de Nascimento ou de Casamento (original ou cópia autenticada)
Documento com o número do CPF
Comprovante de residência (recomendado, mas nem sempre obrigatório)
Documentos opcionais podem ser incluídos para enriquecer o cadastro:
Título de Eleitor
CNH
PIS/PASEP
Tipo sanguíneo
Laudos médicos para inclusão de símbolos específicos
4. Coleta de biometria no dia do atendimento
No posto de atendimento, o cidadão passa pela coleta de:
Foto oficial
Impressões digitais
Assinatura
Esses dados biométricos são fundamentais e passam a ser usados em sistemas como o INSS, especialmente para prova de vida automática a partir de 2026.
Versão física e versão digital: como funciona
Ao emitir a CIN, o cidadão passa a ter duas versões do documento, ambas com validade jurídica.
Versão física
Primeira via em papel de segurança é gratuita em todo o Brasil
Alguns estados oferecem a versão em policarbonato (cartão plástico), geralmente com taxa adicional
Versão digital
Disponível no aplicativo Gov.br, na seção “Carteira de documentos”
Liberada após a emissão da versão física
Possui QR Code para verificação de autenticidade, inclusive offline
Tem o mesmo valor legal da versão física
Custos e prazos para emissão em 2026
Primeira via: Gratuita
Segunda via: Pode ter custo, que varia conforme o estado
Prazo de entrega: Em média, de 7 a 30 dias, dependendo da localidade
Estados com maior demanda podem apresentar prazos mais longos em determinados períodos.
Validade da nova Carteira de Identidade Nacional
A CIN não é vitalícia para todos. A validade depende da idade do cidadão no momento da emissão:
0 a 11 anos: válida por 5 anos
12 a 59 anos: válida por 10 anos
60 anos ou mais: validade indeterminada
Essa regra busca manter dados atualizados ao longo da vida, especialmente foto e biometria.
O RG antigo ainda vale? Entenda até quando usar
Sim. O RG antigo continua válido até 2032, desde que esteja dentro do prazo de validade previsto pelo estado emissor, geralmente de 10 anos para adultos.
No entanto, atenção:
em 2026, a CIN já passa a ser exigida em novos procedimentos de biometria do INSS e em integrações de benefícios sociais, o que pode antecipar a necessidade da troca.
Por que emitir a CIN ainda em 2026
Mesmo com o prazo final distante, há motivos práticos para não deixar para depois:
Benefícios sociais: integração com INSS e CadÚnico reduz risco de bloqueios
Biometria automática: evita convocações presenciais para prova de vida
Viagens: a CIN possui código MRZ, facilitando viagens para países do Mercosul
Saúde: integração com prontuários do SUS e planos de saúde
Quanto mais cedo a emissão, menor o risco de enfrentar filas e instabilidades nos próximos anos.
Dica extra: dados que podem ser incluídos na CIN
No momento do atendimento, é possível solicitar a inclusão de informações adicionais, especialmente na versão digital:
Tipo sanguíneo
Opção por doação de órgãos
Símbolos de deficiências ocultas, como o TEA (Transtorno do Espectro Autista)
Para isso, basta apresentar laudos médicos ou exames oficiais no dia do agendamento.
