O pagamento do PIS/Pasep 2026 deve ganhar um novo calendário oficial ainda nesta semana. A princípio, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) marcou para esta terça-feira (16) a votação da proposta enviada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Caso o cronograma seja aprovado, os repasses começam em 15 de fevereiro e seguem até agosto, organizados conforme o mês de nascimento do trabalhador.
Antes de mais nada, vale destacar que o pagamento do abono salarial é um dos benefícios mais esperados pelos trabalhadores formais e servidores públicos. Ou seja, qualquer mudança na regra de renda ou no período de liberação costuma gerar dúvidas. Por isso, o texto abaixo explica, de maneira direta e com linguagem simples, quais são as novas exigências, como ficará o calendário e qual é o valor previsto para 2026.
O que muda nas regras do PIS/Pasep para 2026
O MTE propôs alterações importantes nos critérios de elegibilidade. Até então, o gatilho para ter direito ao benefício era receber, em média, até dois salários mínimos por mês. A saber, esse modelo está sendo substituído por um limite de renda específico, calculado com base no ano-base 2024.
Em 2026, terá direito ao abono quem:
tiver trabalhado com carteira assinada ou como servidor público por pelo menos 30 dias em 2024, consecutivos ou não;
receber até R$ 2.765,92 mensais nesse mesmo período;
estiver inscrito no PIS/Pasep há, no mínimo, cinco anos;
tiver seus dados corretamente informados pelo empregador no eSocial.
Em primeiro lugar, o novo limite de R$ 2.765,92 muda o perfil dos beneficiários e pode ampliar ou restringir o número de contemplados, dependendo da realidade salarial de cada setor. O governo explica que o valor foi atualizado para acompanhar a nova política de valorização do salário mínimo.

Calendário proposto para o PIS/Pasep 2026
De acordo com o MTE, o pagamento seguirá a ordem do mês de nascimento, como vem ocorrendo desde 2023. A seguir, está a proposta que será analisada pelo Codefat:
Nascidos em – Data de pagamento
Janeiro – 16 de fevereiro
Fevereiro – 16 de março
Março e abril – 15 de abril
Maio e junho – 15 de maio
Julho e agosto – 15 de junho
Setembro e outubro – 15 de julho
Novembro e dezembro – 17 de agosto
A princípio, o calendário final pode sofrer ajustes mínimos, mas a estrutura mensal tende a ser mantida. Em todos os casos, o trabalhador poderá sacar o abono até o último dia útil do calendário bancário de 2026.
Por fim, caso o valor não seja retirado dentro do período regular, o dinheiro retorna aos cofres públicos. Mesmo assim, o beneficiário mantém o direito por cinco anos, podendo solicitar a liberação a qualquer momento dentro desse prazo.
Quem tem direito ao PIS/Pasep em 2026
Antes de mais nada, o trabalhador precisa estar inscrito no PIS/Pasep desde 2021. Essa regra vale porque o programa exige, obrigatoriamente, cinco anos de cadastro para liberar qualquer pagamento.
Além disso, é obrigatório:
ter exercido trabalho formal por pelo menos 30 dias em 2024;
ter recebido até R$ 2.765,92 mensais;
ter os dados enviados corretamente pelo empregador ao governo.
Em outras palavras, problemas no envio de informações ao eSocial podem impedir o pagamento. Por isso, a recomendação é que o trabalhador faça consultas periódicas nos aplicativos oficiais para checar se tudo está atualizado.
Como consultar se tem direito ao PIS/Pasep
A consulta é simples e pode ser feita pelos seguintes canais:
Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS;
Caixa Trabalhador e Caixa Tem, no caso do PIS;
Aplicativo do Banco do Brasil, no caso do Pasep dos servidores públicos.
A aplicação informa não só se o trabalhador tem direito ao benefício, mas também o valor atualizado e a data do pagamento. Ou seja, não é necessário ir até uma agência para confirmar o benefício.
Antes de mais nada, é importante lembrar que eventuais divergências cadastrais devem ser corrigidas pelo empregador, não pelo trabalhador. A orientação do governo é entrar em contato diretamente com o RH para garantir que as informações estejam completas.
Como será o pagamento em 2026
O abono do PIS será pago pela Caixa Econômica Federal. Já o Pasep ficará sob responsabilidade do Banco do Brasil. A partir desse ponto, os depósitos serão feitos preferencialmente em conta corrente ou conta digital.
A saber:
quem não tiver conta aberta receberá o valor automaticamente em uma conta digital criada pela Caixa ou pelo BB;
o saque poderá ser realizado nos terminais de autoatendimento, lotéricas e correspondentes bancários;
no caso dos servidores, o Banco do Brasil disponibiliza transferência via TED ou PIX diretamente pelo aplicativo.
Essa dinâmica busca facilitar o acesso e reduzir filas presenciais, seguindo o modelo adotado nos últimos anos.
Quanto os trabalhadores devem receber em 2026
O valor do abono é proporcional ao número de meses trabalhados em 2024. O cálculo funciona assim: divide-se o salário mínimo projetado para 2026 por 12 e multiplica-se pelos meses trabalhados.
Com base na projeção do governo, o salário mínimo deve chegar a R$ 1.621. Assim, cada mês de trabalho equivalerá a R$ 135,08.
O valor final ficará distribuído da seguinte forma:
mínimo: R$ 135,08 (para quem trabalhou apenas um mês);
máximo: R$ 1.621,00 (para quem trabalhou de janeiro a dezembro de 2024).
Ou seja, o valor exato só será confirmado em 2025, quando o governo oficializar o salário mínimo do ano seguinte. Até lá, esses números servem como referência para planejamento.
