INSS vai adicionar R$ 109 no salário de idosos com 65,66,67,68,69 anos pra cima

A princípio, uma notícia vem chamando atenção de milhões de brasileiros: o INSS deve adicionar R$ 109 ao salário de aposentados e pensionistas que recebem o piso nacional a partir de 2026. A projeção consta nos documentos oficiais do Governo Federal e prevê que o salário mínimo, hoje em R$ 1.518, passe para R$ 1.627 no próximo ano.

Antes de mais nada, é importante deixar claro que esse reajuste atinge diretamente os idosos com 65, 66, 67, 68, 69 anos ou mais, justamente porque a maior parte desse público recebe aposentadoria, pensão ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) no valor de um salário mínimo.

Ou seja, se a projeção for confirmada, milhões de beneficiários do INSS começam 2026 com um valor maior no bolso, sem necessidade de solicitação ou atualização cadastral.

Salário mínimo em 2025: ponto de partida do reajuste

Em primeiro lugar, é preciso entender qual é a base atual. O salário mínimo em vigor em 2025 é de R$ 1.518, valor definido a partir da política de valorização do piso nacional, que combina inflação com crescimento econômico.

Esse valor serve como referência para:

  • aposentadorias por idade no piso do INSS;

  • pensões por morte de um salário mínimo;

  • benefícios assistenciais, como o BPC/LOAS, pago a idosos a partir de 65 anos;

  • auxílios e benefícios previdenciários que não podem ficar abaixo do mínimo.

A saber, cerca de 70% de todos os beneficiários do INSS recebem exatamente um salário mínimo, o que mostra o impacto direto de qualquer reajuste sobre esse grupo.

Projeção do salário mínimo para 2026

A princípio, o Governo Federal projetava um salário mínimo de R$ 1.631 para 2026. No entanto, após revisão dos indicadores econômicos, especialmente da inflação, a estimativa enviada ao Congresso passou a ser de R$ 1.627, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2026).

Na prática, o cenário ficou assim:

  • Salário mínimo em 2025: R$ 1.518

  • Valor projetado para 2026: R$ 1.627

  • Aumento nominal: R$ 109

  • Reajuste percentual estimado: cerca de 7,18%

Por fim, esse valor representa o quanto o benefício mínimo do INSS deve subir automaticamente em janeiro de 2026, caso as previsões se confirmem.

Quem realmente vai receber os R$ 109 a mais no INSS

Antes de mais nada, vale reforçar: o aumento não depende da idade isoladamente, mas sim do valor do benefício. Ainda assim, os idosos são os principais beneficiados porque concentram grande parte dos pagamentos no piso.

Recebem o reajuste integral de R$ 109:

  • aposentados por idade que ganham um salário mínimo;

  • pensionistas que recebem pensão no valor do piso;

  • idosos com 65 anos ou mais que recebem o BPC/LOAS;

  • beneficiários que têm o valor do INSS vinculado diretamente ao salário mínimo.

Ou seja, um idoso de 65, 70 ou 80 anos que hoje recebe R$ 1.518 passará a receber R$ 1.627, sem precisar fazer qualquer pedido ao INSS.

Como o governo calcula esse aumento do salário mínimo

A saber, o reajuste do salário mínimo segue uma regra permanente, retomada em 2023, que funciona da seguinte forma:

  1. Inflação (INPC): o governo usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor para recompor o poder de compra perdido ao longo do ano;

  2. Crescimento do PIB: se a economia crescer, o salário mínimo recebe um ganho real, limitado a um teto para evitar impacto excessivo nas contas públicas.

Ou seja, o valor de R$ 1.627 resulta da soma da inflação acumulada com um pequeno ganho acima dela, refletindo o crescimento econômico de anos anteriores.

Por fim, o número ainda pode sofrer pequeno ajuste, porque o INPC definitivo de 2025 só será conhecido em dezembro.

Impacto direto no bolso dos idosos

Em conclusão, o aumento de R$ 109 por mês pode parecer modesto em um primeiro olhar, mas representa uma diferença real na rotina financeira de quem vive exclusivamente do INSS.

Esse valor extra ajuda a:

  • complementar gastos com medicamentos, que costumam pesar mais no orçamento dos idosos;

  • reforçar despesas básicas como alimentação e transporte;

  • evitar atrasos em contas essenciais, como água e energia.

Ou seja, para quem recebe apenas um salário mínimo, qualquer reajuste acima da inflação significa um fôlego importante para manter o mínimo de dignidade financeira.

E quem recebe acima do salário mínimo do INSS?

Em primeiro lugar, é importante diferenciar as regras. Quem recebe acima do piso nacional não acompanha automaticamente o reajuste do salário mínimo.

Nesse caso:

  • o benefício sofre reajuste somente pela inflação (INPC);

  • não há ganho real atrelado ao crescimento do PIB;

  • o percentual costuma ser menor do que o aplicado ao salário mínimo em anos de valorização.

Isso significa que o aumento de R$ 109 não se aplica integralmente aos beneficiários que ganham mais do que um salário mínimo.

Valor mínimo e teto do INSS em 2026

A saber, caso a projeção se confirme:

  • Valor mínimo do INSS em 2026: R$ 1.627

  • Ninguém pode receber menos que isso, exceto benefícios específicos com regras próprias;

  • Teto do INSS: será reajustado apenas pela inflação de 2025 e ainda não tem valor definido oficialmente.

Atualmente, o teto previdenciário está em R$ 8.283,94 (valor de 2025), e o novo limite será divulgado apenas no início de 2026.

Quando o aumento será confirmado oficialmente

Por fim, é fundamental destacar que R$ 1.627 ainda é uma projeção, apesar de constar nos documentos oficiais do governo.

O processo funciona assim:

  • o IBGE divulga o INPC final de 2025 em dezembro;

  • o governo recalcula o salário mínimo com base nesse índice;

  • uma Medida Provisória confirma o valor oficial;

  • o novo salário mínimo entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026.

Ou seja, tudo indica que os aposentados e pensionistas do INSS que recebem o piso nacional terão, sim, R$ 109 a mais por mês a partir de 2026, reforçando a renda de milhões de idosos em todo o país.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.