3 profissões que vão dar direito a aposentar mais pelo INSS em 2026

A aposentadoria pelo INSS passará por novas mudanças de regras em 2026, mas um ponto permanece inalterado: o valor final do benefício depende diretamente de quanto o trabalhador contribuiu ao longo da vida. Em outras palavras, não existe uma profissão que “garante” automaticamente um valor maior, e sim carreiras que, historicamente, registram salários mais altos e contribuições constantes, o que resulta em aposentadorias mais elevadas.

Antes de mais nada, vale lembrar que as regras da Reforma da Previdência de 2019 continuam valendo integralmente em 2026. Portanto, compreender como o cálculo é feito ajuda a entender por que certas profissões se destacam.

Como o INSS calcula o valor da aposentadoria em 2026

Desde 2019, o INSS considera a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994. Diferentemente do sistema antigo, não existe o descarte automático dos 20% menores salários. Quanto maior e mais constante for a contribuição, maior será a média e, consequentemente, o valor da aposentadoria.

Além disso, a regra geral prevê:

  • Mulheres: mínimo de 15 anos de contribuição.

  • Homens: mínimo de 20 anos de contribuição.

Para receber 100% da média, é necessário atingir 40 anos de contribuição (homens) ou 35 anos (mulheres). Ou seja, profissões que costumam registrar carreiras longas, estáveis e bem remuneradas naturalmente chegam mais perto desses valores.

A saber, três áreas se destacam quando analisamos remuneração, estabilidade e possibilidade de contribuir pelo teto previdenciário, que em 2025 é de R$ 7.786,00 e pode subir novamente em 2026.

1. Profissionais da Saúde Especializados: médicos, dentistas e fisioterapeutas

Os profissionais da saúde seguem entre os que mais se aproximam do teto previdenciário. Em especial:

  • Médicos de especialidades

  • Dentistas que atuam em clínicas próprias

  • Fisioterapeutas em áreas específicas, como esportiva ou neurológica

Antes de mais nada, um ponto crucial: essas carreiras apresentam rendimentos bem acima da média nacional, permitindo contribuições mensais por valores elevados. Quem contribui como autônomo, por exemplo, pode declarar o valor que desejar dentro dos limites legais, o que facilita atingir o teto da Previdência.

Por que aposentam melhor:

Profissionais da saúde tendem a trabalhar por longos períodos, muitas vezes mais de 35 anos, e apresentam contribuições altas, constantes e sem interrupções. Isso levanta a média salarial e permite alcançar os percentuais máximos da regra da aposentadoria por contribuição.

Outro fator relevante é que muitos mantêm mais de um vínculo — clínica, consultório, hospital — e isso aumenta o recolhimento total ao INSS, desde que respeitado o teto mensal.

2. Engenheiros de Áreas Estratégicas: petróleo e gás, TI e infraestrutura

A princípio, quando falamos de engenheiros, é preciso considerar as áreas mais estratégicas do mercado. Destaques:

  • Engenheiros de petróleo e gás

  • Engenheiros de software e especialistas em TI

  • Engenheiros civis que atuam em obras de grande porte

  • Engenheiros elétricos e mecânicos em setores industriais

Esses profissionais possuem salários elevados já no início da carreira, e muitos atingem rapidamente a faixa de contribuição próxima ao teto. Além disso, costumam ter vínculos empregatícios formais e estáveis, o que evita falhas nas contribuições.

Por que aposentam melhor:
As carreiras de engenharia geralmente garantem planos de carreira longos e progressivos, permitindo contribuições altas por décadas. Em conclusão, quando chegam à idade de aposentadoria, esses profissionais acumulam um histórico robusto de recolhimentos, resultando em benefícios acima da média nacional.

Outro ponto importante é que o setor de tecnologia cresce ano após ano. Quem atua em cargos de gestão, arquitetura de software ou segurança da informação tende a obter salários ainda mais expressivos.

3. Executivos e Gestores de Alto Escalão: diretores, CEOs e gerentes sêniores

Por fim, os cargos executivos continuam liderando o ranking das maiores aposentadorias do INSS. Isso inclui:

  • Diretores corporativos

  • Gerentes gerais

  • CEOs e vice-presidentes

  • Executivos de bancos e multinacionais

Esses profissionais já contribuem rotineiramente pelo teto, pois seus salários são muito superiores ao piso previdenciário. Durante 20, 30 ou 35 anos, isso cria uma média extremamente alta.

Por que aposentam melhor:

Executivos raramente apresentam falhas ou interrupções no histórico de contribuições. Pelo contrário, costumam recolher valores máximos durante toda a vida profissional. Em resumo, a soma desses fatores os coloca entre os poucos brasileiros que conseguem receber o teto do INSS ao se aposentar.

Além disso, muitos contribuem como segurados empregados e, paralelamente, como contribuintes individuais em atividades secundárias, elevando ainda mais a base de cálculo — sempre dentro dos limites legais.

O que muda nas regras de transição em 2026

As regras de transição da Reforma da Previdência seguem válidas e, a cada ano, exigem mais tempo ou mais pontos. Em 2026:

  • A regra dos pontos aumenta novamente;

  • O tempo mínimo exigido cresce para alguns segurados;

  • A idade mínima vai subindo gradualmente, afetando especialmente mulheres.

Ou seja, quem estiver próximo de se aposentar precisa acompanhar as atualizações oficiais. Antes de mais nada, o que realmente determina o valor final é:

  • a média dos salários de contribuição;

  • o tempo total de contribuição acumulado;

  • a regularidade das contribuições, sem longos períodos sem recolhimento;

  • o valor mensal recolhido, especialmente para quem mira o teto.

Em conclusão, as profissões citadas — saúde, engenharia e cargos executivos — não recebem mais por causa da área, mas porque normalmente apresentam salários altos, contribuições contínuas e trajetórias profissionais mais longas, atendendo integralmente aos critérios legais do INSS.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.