Novo RG já soma mais de 40 milhões de emissões e terá impacto em benefícios sociais; veja como tirar e o calendário oficial
A adoção da Carteira de Identidade Nacional (CIN) avança rapidamente no Brasil e já ultrapassa a marca de 40 milhões de documentos emitidos. Antes de mais nada, esse número representa quase 1 milhão de emissões por mês, desde o início da implementação, ou mais de 33 mil novos documentos por dia. A saber: o novo documento vem para unificar a identificação dos brasileiros usando apenas o CPF como número único, garantindo mais segurança, padronização e facilidade no acesso a serviços públicos.
Em primeiro lugar, é importante destacar que todos os estados brasileiros e o Distrito Federal já emitem a CIN, embora cada local tenha um órgão responsável diferente. Em São Paulo, por exemplo, o serviço é realizado pelo Poupatempo; já no Acre, a emissão ocorre pela Polícia Civil. Por fim, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) disponibiliza uma lista oficial com links de agendamento específicos para cada estado.
A seguir, veja tudo sobre como tirar o novo documento, o que muda para quem recebe benefícios sociais e o calendário completo de transição até 2028.
Onde o novo RG já é emitido
O governo confirma que os 26 estados e o DF já realizam a emissão do novo documento. Entre eles:
Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Antes de mais nada, cada unidade federativa possui regras próprias de agendamento e prazos de entrega. A princípio, o MGI centraliza todos os links oficiais para facilitar a consulta de quem ainda não sabe onde solicitar.

Quem está tirando mais o novo RG
A nova identidade é especialmente popular entre os mais jovens: a faixa etária entre 15 e 19 anos concentra o maior número de emissões. Além disso, a região Sudeste lidera, com quase 15 milhões de CINs emitidas, com destaque para São Paulo, que já soma 6,1 milhões de documentos — número que representa 13,29% da população do estado.
Esse avanço mostra que o novo documento está se tornando rapidamente a principal forma de identificação no país.
Como tirar o novo RG (CIN)
A seguir, um passo a passo simples e direto para facilitar a compreensão:
1. Documentos necessários
Para ser atendido, o cidadão deve apresentar:
CPF
Certidão de nascimento ou casamento (original ou cópia autenticada)
Ou seja, a emissão parte sempre do CPF, que passa a ser o único número da identidade.
Caso o solicitante deseje incluir informações adicionais, como:
Tipo sanguíneo
Condições de saúde
Contatos para emergências
É necessário apresentar documentos comprobatórios.
2. No dia do atendimento
Durante o atendimento presencial será feita:
Captura de foto
Impressões digitais
Conferência e validação dos dados
Além disso, alguns estados permitem acompanhar o andamento pelo site ou pelo app.
3. Prazo para receber
Antes de mais nada, os prazos variam de acordo com o estado, mas geralmente ficam entre 7 e 20 dias. Em muitos locais, o cidadão recebe uma notificação pelo aplicativo gov.br quando a versão digital estiver disponível.
A retirada pode ser presencial ou, em alguns casos, totalmente digital.
Novo RG e benefícios sociais: o que muda
A princípio, a Carteira de Identidade Nacional será a base principal para o cadastro biométrico nacional, que vai integrar diferentes sistemas utilizados para concessão e manutenção de benefícios sociais. Por exemplo, programas como:
Seguro-desemprego
Abono salarial (PIS/Pasep)
Benefícios assistenciais
Ou seja, o novo documento será decisivo para garantir segurança, evitar fraudes e impedir pagamentos indevidos.
A saber: a adoção será gradual, e o governo deixa claro que não haverá bloqueio automático de benefícios. Além disso, pessoas com mais de 80 anos, migrantes, refugiados, apátridas, residentes no exterior e indivíduos com dificuldade de locomoção por motivos de saúde estarão dispensados do cadastro.

Calendário oficial de transição até 2028
A seguir, veja o calendário completo e atualizado, com todos os marcos que entrarão em vigor.
21 de novembro de 2025 – Prioridade para a CIN
O decreto entra em vigor.
Quem for solicitar novos benefícios ou renovar benefícios em andamento deverá ter algum cadastro biométrico.
Exceção até 1º de maio de 2026:
Salário-maternidade
Benefício por incapacidade temporária
Pensão por morte
Seguro-desemprego
Abono salarial
Ou seja, esses programas terão prazo ampliado para exigir biometria.
1º de maio de 2026 – Exigência para quem não tem biometria
Se a pessoa já tem biometria em alguma base oficial, nada muda.
Quem não tem nenhum tipo de biometria cadastrada e quiser solicitar um novo benefício precisará fazer a CIN.
A princípio, esse será o momento em que muitos brasileiros precisarão regularizar seus documentos.
1º de janeiro de 2027 – Exigência também para renovações
A biometria passa a ser obrigatória tanto para renovar quanto para solicitar benefícios.
Caso o beneficiário não tenha biometria, será avisado previamente e deverá emitir a CIN.
Essa etapa marca a transição mais expressiva para os beneficiários do INSS e de programas sociais.
1º de janeiro de 2028 – Última fase
A partir desta data, todos precisarão ter a CIN para pedir um novo benefício ou manter um já existente.
Ou seja, este será o último prazo para que o novo RG substitua totalmente o antigo.
Por que o novo RG será obrigatório
A mudança não é apenas estética. A CIN utiliza QR Code, padrão internacional de segurança e integração direta ao gov.br, permitindo checagem instantânea da autenticidade. Além disso:
Reduz fraudes
Impede múltiplos números de RG por pessoa
Facilita o cruzamento de dados entre União, estados e municípios
Acelera a análise de cadastros e benefícios
Dá acesso simplificado a serviços públicos
Em outras palavras, o novo documento centraliza informações, evita erros e dá mais agilidade às políticas públicas.
Impacto para quem recebe INSS e Bolsa Família
A princípio, a exigência da biometria — e futuramente da CIN — terá impacto direto para milhões de beneficiários.
No caso do INSS, a biometria será usada para:
Provas de vida
Concessão de aposentadorias
Atualização cadastral
Renovação de benefícios
Solicitações pelo Meu INSS
Já no Bolsa Família, o novo documento integrará:
Cadastro Único
Conferência de dados
Garantia de que o benefício está no nome correto
Redução de fraudes e pagamentos indevidos
Ou seja, quem depende desses programas precisa ficar atento aos prazos.
A CIN será gratuita?
Sim. A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita em todo o país. Apenas a segunda via pode ter custo, dependendo do estado.
Versão digital no Gov.br
Assim que o documento é emitido, o aplicativo Gov.br libera a versão digital da CIN, com validade legal e QR Code verificável. Isso facilita a vida de quem precisa apresentar documento em bancos, aeroportos ou serviços públicos.
O que acontece com o RG antigo?
O RG atual continuará valendo até 2032, mas a recomendação oficial é que os brasileiros realizem a substituição gradualmente, especialmente quem recebe benefícios sociais ou precisa manter dados atualizados no sistema federal.
