Aviso importante do Nubank hoje (03/12) deve ser lido para evitar erro irreversível no PIX

Apesar de ser considerado o método de pagamento mais seguro e rápido do Brasil, o Pix ainda gera dúvidas entre usuários de diferentes bancos. A pergunta mais recorrente, segundo especialistas e instituições financeiras, é direta: é possível cancelar um Pix depois de enviado?

A princípio, vale reforçar que o Pix domina o cenário financeiro nacional. Segundo o Banco Central, desde o seu lançamento em 2020, o sistema ultrapassou o uso de dinheiro físico e cartões, chegando a mais de 76% da populaçãoque utilizou o serviço pelo menos uma vez no último ano. Ou seja, estamos diante de um mecanismo que se tornou essencial na rotina dos brasileiros.

No entanto, justamente por ser tão rápido, o Pix traz consequências importantes quando uma transferência é enviada para a pessoa errada ou realizada por engano. E, antes de mais nada, a informação oficial precisa ficar clara.

Pix pode ser cancelado? Nubank responde de forma definitiva

O Nubank publicou um comunicado oficial em seu portal para esclarecer a dúvida que movimenta redes sociais, fóruns e canais de atendimento. A resposta, segundo o banco, é objetiva: não é possível cancelar um Pix após a confirmação com a senha de 4 dígitos.

A saber, o motivo é simples: o Pix é uma transferência instantânea e irrevogável. Assim que o cliente confirma o envio, o valor é imediatamente creditado na conta de destino, eliminando qualquer possibilidade de interrupção.

O Nubank destaca em seu comunicado:

“Um pagamento por Pix não pode ser cancelado após a confirmação com a senha de 4 dígitos. O valor é transferido instantaneamente para a conta de destino. Apenas o titular da conta de destino pode devolver o dinheiro.”

Ou seja, se a transferência foi enviada para a pessoa errada, não há como revertê-la automaticamente. Em outras palavras, o banco não pode estornar a movimentação mesmo que o cliente a identifique rapidamente.

O que fazer se você enviou um Pix errado?

A princípio, o único caminho é tentar contato direto com o recebedor. Porém, para isso, é preciso ter os dados corretos da transação.

O Nubank recomenda que o cliente acesse o comprovante do Pix, onde constam todas as informações essenciais para identificação do depósito.

Veja o passo a passo:

Como acessar os detalhes do seu Pix no aplicativo Nubank

  1. Na tela inicial, toque na opção Conta

  2. Procure a transação Pix que deseja consultar

  3. Toque sobre a transferência

  4. Selecione “Ver comprovante”

Esse comprovante mostra nome completo, banco, CPF ou CNPJ e demais dados usados para que o destinatário identifique o valor e possa devolvê-lo.

Em outras palavras, a devolução depende exclusivamente da boa vontade do recebedor. O banco reforça que não pode interferir diretamente, pois a legislação do Pix impede cancelamentos após sua conclusão.

Por que o Pix não permite cancelamento?

Antes de mais nada, é importante entender o pilar central do Pix: transferência instantânea. Diferentemente do TED ou DOC, que demoravam horas e até dias para compensar, o Pix liquida operações em segundos.

Essa velocidade, que tornou o sistema tão popular, também significa que o dinheiro muda de titular de forma imediata e definitiva.

Portanto:

  • não há período de análise,

  • não existe fase de confirmação adicional,

  • não há janela para arrependimento.

Ou seja, após a senha ser digitada e validada, o sistema executa a ordem automaticamente.

E se for golpe? O que fazer quando o Pix é enviado sob fraude?

Nesse caso, o cenário muda.

Embora o Pix não permita cancelamento, existe um mecanismo criado pelo Banco Central para proteger vítimas de golpes: o Mecanismo Especial de Devolução (MED).

O MED funciona quando:

  • o cliente é vítima de fraude,

  • ocorre golpe através de engenharia social,

  • há invasão de conta,

  • há operação não reconhecida.

A princípio, ao solicitar o MED, o banco recebe um alerta para bloquear os valores na conta do golpista — desde que eles ainda estejam disponíveis — e iniciar uma análise do caso.

Assim, embora não exista garantia de devolução, o MED já recuperou milhões para vítimas desde sua criação.

Como acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED)

O processo é feito diretamente no aplicativo do banco. No caso do Nubank, basta:

  1. Acessar o atendimento via chat

  2. Informar que a transação foi fraudulenta

  3. Solicitar abertura de análise via MED

  4. Enviar comprovantes ou detalhes do golpe, caso o banco solicite

Após isso, o Nubank encaminha a solicitação ao Banco Central e monitora a investigação.

A saber, o prazo máximo para acionamento é de até 80 dias após a transação, conforme estabelece o Banco Central.

Antes de mais nada, quanto mais rápido o cliente solicitar o MED, maiores são as chances de recuperação.

Como evitar erros e golpes ao usar Pix

Embora o Pix seja extremamente seguro, falhas humanas e golpes ainda ocorrem. O Nubank orienta algumas ações simples para evitar prejuízos:

  • Conferir com atenção todos os dados do recebedor antes de confirmar

  • Verificar o valor inserido

  • Evitar fazer transações com pressa

  • Nunca compartilhar a senha de 4 dígitos

  • Desconfiar de descontos irreais, falsos comprovantes ou pedidos de “refazer o Pix”

  • Ativar notificações do aplicativo

Além disso, o Banco Central reforça que nenhum banco liga pedindo códigos, senhas, validação de chaves ou refazer transferência — qualquer pedido desse tipo é golpe.

O que fazer quando o recebedor não quer devolver o Pix enviado por engano?

Mesmo que o erro tenha sido acidental, o recebedor não é obrigado, por lei, a devolver o valor. Ainda assim, a recomendação é tentar contato amigável.

Caso a pessoa se recuse, o cliente pode:

  • registrar um Boletim de Ocorrência,

  • acionar o Juizado Especial Cível,

  • buscar ajuda jurídica.

Nesses casos, o comprovante da transação é essencial para comprovar o envio indevido.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.