Aviso essencial do INSS sobre suspensão deve ser lido por idosos hoje 26/11

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) adotou critérios mais rígidos para quem recebe o pagamento do benefício por cartão magnético e não realiza o saque dentro do prazo. A partir de 60 dias sem movimentação, o pagamento entra em suspensão imediata. A medida, embora gere preocupação entre segurados, busca impedir fraudes, pagamentos indevidos e uso irregular do recurso público.

A princípio, o sistema entende a falta de saque como um possível abandono do benefício, principalmente em casos nos quais o segurado faleceu, mudou de endereço sem comunicação ao órgão ou perdeu o acesso legal ao pagamento. Esse controle também responde a episódios recentes em que valores foram depositados e nunca retirados pelos titulares.

Além disso, quando o saque não ocorre dentro dos 60 dias, o valor retorna automaticamente aos cofres do governo. Ou seja, o sistema recolhe o dinheiro para não manter pagamentos pendentes sem uso ou sem identificação pelo INSS.

Quem corre risco de suspensão imediata

Antes de mais nada, essa regra não vale para quem recebe o benefício diretamente em conta-corrente. Nesses casos, o crédito é automático, e o governo considera o depósito como movimentação válida.

O risco existe especificamente para quem recebe por:

  • cartão magnético do INSS;

  • saque via caixa eletrônico;

  • retirada presencial em correspondente bancário.

Portanto, quem depende do cartão físico precisa ter atenção à periodicidade dos saques. O INSS reforça que a regra não tem o objetivo de dificultar o acesso ao salário, mas sim garantir a segurança do sistema.

O que o INSS monitora nesses casos

Em primeiro lugar, o órgão acompanha situações como:

  • benefício depositado e nunca sacado;

  • ausência prolongada do titular;

  • falta de movimentação por mais de dois meses;

  • uso irregular do cartão por terceiros sem procuração válida.

Essas condutas acionam uma análise automática no sistema. Uma vez identificada, ocorre o bloqueio preventivo até que o segurado se manifeste oficialmente.

O governo ressalta que o monitoramento é essencial porque ajuda a identificar benefícios mantidos após óbito, erros de cadastro, cartões perdidos ou retidos, entre outros problemas que geram fraudes milionárias todos os anos.

É possível autorizar outra pessoa a sacar o benefício?

Sim. Caso o segurado tenha limitação física, doença grave, internação ou risco de deslocamento, ele pode nomear um procurador para realizar o saque. Em situações emergenciais ou prolongadas, esse procedimento evita a suspensão do benefício.

A saber, a autorização depende da apresentação de documentos como:

  • atestado médico;

  • declaração hospitalar;

  • relatório indicando impossibilidade de locomoção;

  • procuração formal cadastrada no INSS.

Muitos familiares utilizam esse recurso quando o beneficiário está acamado ou depende de cuidados contínuos. Essa solução permite que o pagamento continue ativo sem que a pessoa precise comparecer presencialmente ao banco.

Vou viajar: o que fazer para evitar suspensão?

Antes de mais nada, quem planeja uma viagem longa — nacional ou internacional — precisa informar ao INSS por escrito o período de ausência. Essa comunicação é essencial porque o sistema, ao notar falta de saque por mais de 60 dias, entende automaticamente como abandono do benefício.

Portanto, se não houver um aviso prévio ou uma procuração ativa cadastrada, o pagamento será suspenso até que o titular solicite a reativação.

Como reativar o benefício suspenso

Por fim, mesmo com a suspensão, o segurado não perde o direito ao benefício. Para regularizar a situação, basta solicitar a reativação pelos canais oficiais:

  • Aplicativo Meu INSS;

  • Site do Meu INSS (meu.inss.gov.br);

  • Central telefônica 135, disponível de segunda a sábado.

O sistema verifica os dados e, em casos simples, libera imediatamente a continuidade do pagamento. Além disso, o segurado pode solicitar a emissão dos valores não recebidos, que retornam ao processo e são pagos após a regularização.

Esse procedimento é rápido, principalmente quando não há indícios de fraude. Ou seja, o pagamento volta ao fluxo normal assim que o segurado comprova que está vivo, ativo e apto a receber o benefício.

A regra dos 60 dias afeta quem recebe em conta-corrente?

Não. O controle do INSS é específico para quem depende do saque presencial. Quem recebe em conta-corrente ou poupança não precisa realizar movimentações obrigatórias para manter o pagamento.

A partir de 2023, a prova de vida passou a ser automática, com verificação por cruzamento de dados oficiais, como movimentações bancárias, acesso a serviços do governo, registros de vacinação e consultas no SUS. Com isso, filas e deslocamentos deixaram de ser necessários.

Apesar disso, o INSS continua monitorando a falta de saque em pagamentos via cartão, justamente para evitar irregularidades. Portanto, beneficiários que utilizam esse método devem manter a atenção redobrada ao prazo.

Por que o INSS mantém essa fiscalização?

Em primeiro lugar, o órgão justifica que a vigilância evita:

  • pagamentos a pessoas que faleceram;

  • acúmulo de valores não sacados;

  • golpes praticados com cartões perdidos ou retidos;

  • saques por terceiros não autorizados;

  • desperdício de recursos públicos.

Além disso, o controle protege o próprio segurado, que muitas vezes desconhece movimentações indevidas feitas com seu cartão.

O que fazer para não correr risco de bloqueio

O segurado que recebe por cartão magnético deve observar alguns cuidados práticos:

  • realizar o saque mensalmente;

  • manter o cartão em bom estado;

  • guardar comprovantes de saque;

  • comunicar ao INSS qualquer mudança de endereço;

  • informar viagens acima de 60 dias;

  • cadastrar procurador se tiver dificuldade de locomoção.

Em conclusão, o acompanhamento regular do benefício evita bloqueios e garante que o segurado não fique sem renda inesperadamente.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.