Antes de mais nada, o Governo Federal iniciou a operação do Gás do Povo em 10 capitais, oferecendo botijões gratuitos para cerca de 1 milhão de famílias de baixa renda. A princípio, muitos imaginaram que o benefício incluiria também a entrega em domicílio. No entanto, o Ministério de Minas e Energia (MME) esclareceu que o programa não cobre o frete. Ou seja, o beneficiário retira o botijão de graça, mas paga pela entrega se optar por receber o produto em casa.
O MME explicou por que adotou esse modelo. Em primeiro lugar, o governo priorizou a expansão do número de famílias atendidas. Segundo o órgão, 62% dos beneficiários vivem a menos de 1 km de uma revenda, e outros 32% estão entre 1 e 2 km do ponto credenciado. Em conclusão, a maior parte do público consegue se deslocar com facilidade até o local da retirada.
Além disso, ao exigir a retirada presencial, o governo garante que o botijão chegue diretamente à família, evitando fraudes ou desvio do benefício — problema comum no modelo anterior, baseado em repasses financeiros.
Auxílio Gás x Gás do Povo: como o novo programa muda o acesso ao botijão
Em primeiro lugar, o governo decidiu substituir o Auxílio Gás porque o valor pago bimestralmente já não acompanhava o preço real do botijão. Em outubro de 2025, por exemplo, o programa repassou R$ 108, enquanto em muitas regiões o botijão custava a partir de R$ 130.
Ou seja, o consumidor precisava complementar o valor ou acabava usando o benefício para outras despesas urgentes. Com o Gás do Povo, isso muda. O governo passa a entregar o botijão diretamente, eliminando a possibilidade de o recurso ser usado para fins diferentes.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) afirma que o novo formato também amplia o alcance da política pública. A saber:
Auxílio Gás atendia 5,13 milhões de famílias
Gás do Povo atenderá 15,5 milhões até março de 2026
Em conclusão, o programa triplicará o número de beneficiários e entregará diretamente o produto essencial para o preparo dos alimentos.
Programa busca reduzir riscos de saúde e proteger famílias chefiadas por mulheres
O MDS também ressalta que mulheres chefiam cerca de 90% das famílias atendidas pelo Auxílio Gás. Isso significa que elas estão mais expostas à chamada “pobreza energética”, recorrendo a lenha, álcool ou materiais inflamáveis para cozinhar quando o gás falta.
Ao entregar o botijão diretamente, o Gás do Povo reduz acidentes domésticos, queimaduras e complicações respiratórias. Ou seja, o novo modelo traz impacto imediato na saúde e segurança das famílias.
Retirada do botijão: saiba como funciona o processo
A princípio, a retirada do botijão no Gás do Povo funciona de maneira simples e rápida. O beneficiário precisa apenas se dirigir a uma revenda credenciada, que aderiu voluntariamente ao programa e segue identidade visual padronizada pela Caixa.
A autorização pode ser feita por quatro caminhos:
Cartão do Bolsa Família
Cartão de débito da Caixa
CPF do beneficiário
Código de validação enviado por SMS diretamente na revenda
Por fim, o governo anunciou que, a partir de fevereiro de 2026, o beneficiário poderá gerar o código de retirada diretamente no aplicativo oficial do Gás do Povo.
Se o cidadão quiser receber o botijão em casa, ele negocia o frete diretamente com a revenda, pagando o valor do serviço, já que o programa cobre apenas o produto.
Quem tem direito ao Gás do Povo
O programa estabelece critérios claros para garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa. Em primeiro lugar, apenas famílias inscritas no CadÚnico podem participar.
A saber, os requisitos são:
Renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 759)
Prioridade para famílias do Bolsa Família, com renda per capita de até R$ 218
Nesta fase inicial, o benefício está disponível em dez capitais, seguindo o número de famílias atendidas:
São Paulo – 323 mil
Salvador – 170,6 mil
Fortaleza – 122,4 mil
Recife – 101 mil
Belém – 92,8 mil
Belo Horizonte – 52 mil
Goiânia – 42,5 mil
Teresina – 37 mil
Natal – 30,5 mil
Porto Alegre – 24 mil
Em conclusão, o governo prevê expandir o programa para todo o país até março de 2026.
Quantidade de botijões por ano: entenda as regras
O governo definiu limites de retirada anual para organizar a distribuição e atender às necessidades reais das famílias. A saber:
Famílias com 2 a 3 pessoas: até 4 botijões por ano (intervalo de 3 meses entre retiradas)
Famílias com 4 pessoas ou mais: até 6 botijões por ano (intervalo de 2 meses entre retiradas)
Ou seja, o número de recargas acompanha o tamanho da família e o consumo médio estimado.
CPF irregular impede o acesso ao programa
Por fim, o governo esclarece que qualquer irregularidade no CPF do responsável familiar impede a entrada e a permanência no programa. Isso ocorre porque a validação do cadastro depende da situação do CPF no sistema da Receita Federal.
Em conclusão, as famílias devem manter o documento atualizado para garantir o acesso ao benefício.
