Gás do Povo começa a valer: veja quem recebe o botijão de graça em novembro e como retirar o benefício

As famílias em situação de vulnerabilidade de todo o Brasil começam a acompanhar, a partir desta semana, a implementação oficial do Gás do Povo, o novo programa de distribuição gratuita de gás de cozinha. A iniciativa reformula completamente o antigo Auxílio-Gás e marca uma mudança estrutural na forma como o benefício chegará à população. Antes de mais nada, o governo federal explica que o objetivo é garantir acesso contínuo ao botijão de 13 kg para quem mais precisa, sem depender de repasses financeiros e sem risco de uso indevido dos valores.

Em primeiro lugar, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) afirma que o programa foi desenhado para atingir, logo no primeiro ciclo, 1 milhão de famílias. A operação começou nesta segunda-feira (24) e está concentrada, inicialmente, em dez capitais. Ou seja, o atendimento será ampliado gradualmente até que, em março de 2026, o programa esteja oficialmente ativo em todo o país.

Quem recebe o Gás do Povo em novembro?

A princípio, apenas moradores de dez capitais brasileiras podem fazer a retirada gratuita do botijão de gás na fase de abertura. A saber, as cidades contempladas neste primeiro momento são:

  • Belo Horizonte (MG)

  • Salvador (BA)

  • Fortaleza (CE)

  • Goiânia (GO)

  • Belém (PA)

  • Recife (PE)

  • Teresina (PI)

  • Natal (RN)

  • Porto Alegre (RS)

  • São Paulo (SP)

Antes de mais nada, o MDS reforça que essa lista é inicial. Em conclusão, os demais municípios brasileiros entrarão gradualmente no calendário até março do ano que vem.

Por fim, a CAIXA Econômica Federal é a responsável oficial pela operação. O banco fará a validação, o controle dos vouchers e o repasse às famílias elegíveis. Em outras palavras, todo o processo — da liberação ao registro da retirada — passa pela estrutura operacional da estatal.

Regras do Gás do Povo: quem tem direito ao benefício

O governo definiu critérios de seleção semelhantes aos adotados no Bolsa Família e no antigo Auxílio-Gás. Em primeiro lugar, para receber o botijão pelo programa, é necessário:

  • Estar inscrito no Cadastro Único;

  • Ter renda familiar mensal per capita de até 1/2 salário mínimo — atualmente, R$ 759;

  • Ter cadastro atualizado nos últimos 24 meses.

Além disso, o MDS destaca que haverá prioridade para famílias já beneficiárias do Bolsa Família. Ou seja, quem está ativo no principal programa social do país tende a ser chamado mais rapidamente para a retirada, desde que cumpra os requisitos de renda e de atualização cadastral.

Outra novidade importante envolve o limite anual de recargas. De acordo com o governo, o número de botijões distribuídos por ano dependerá do tamanho da família:

  • 2 ou 3 pessoas: até 4 botijões por ano

  • 4 ou mais pessoas: até 6 botijões por ano

Esse novo modelo permite que o sistema assegure regularidade na distribuição para quem tem maior demanda, algo que não ocorria com o Auxílio-Gás, cujo repasse era unificado e não considerava o tamanho da família.

Como será feita a retirada do botijão de gás

A principal mudança do programa está justamente no formato de acesso ao benefício. Ou seja, enquanto o Auxílio-Gás repassava um valor financeiro diretamente para a conta do beneficiário, agora o processo envolve a retirada presencialdo botijão em pontos credenciados.

A partir de agora, o beneficiário receberá um voucher de autorização, que poderá ser apresentado em um dos seguintes formatos:

  • Cartão do programa com chip e senha;

  • Cartão de débito CAIXA com senha;

  • Apresentação do CPF + código enviado por SMS para o celular cadastrado.

Esse sistema, a princípio, foi criado para impedir fraudes e garantir que o gás seja realmente entregue à família cadastrada. Além disso, todos os botijões distribuídos pelo programa receberão um rótulo específico do Gás do Povo, permitindo rastreamento e conferência da operação por parte dos órgãos de controle.

Outra vantagem do modelo é que não há repasse financeiro ao usuário. Em outras palavras, não existe risco de desvio do valor do benefício para outros fins, como ocorria em alguns casos no formato anterior.

Por que o governo mudou o formato do Auxílio-Gás

Segundo o MDS, o antigo Auxílio-Gás apresentava dificuldades práticas: o valor repassado variava de acordo com o preço nacional do botijão e, muitas vezes, não cobria o custo integral da recarga. Ou seja, boa parte das famílias continuava sem acesso ao botijão completo, mesmo após o pagamento.

Com a reformulação, o governo retoma a lógica do benefício em produto, garantindo que o botijão seja entregue de forma integral e sem custo. A princípio, essa mudança também facilita a fiscalização e o controle, já que a CAIXA passa a registrar cada retirada diretamente no sistema.

De acordo com estimativas oficiais, quando o programa estiver totalmente implementado — o que deve ocorrer em março de 2026 —, o número de famílias atendidas deve superar 15 milhões. Ou seja, o Gás do Povo se tornará um dos maiores programas de acesso direto a insumos essenciais já implantados no país.

O que esperar dos próximos meses

Enquanto o programa avança, o governo federal deve ampliar os pontos de retirada, atualizar listas de beneficiários e expandir a cobertura para novas cidades. A cada ciclo, novas regiões serão incluídas, seguindo a ordem definida pelo MDS e pela CAIXA.

Antes de mais nada, o ministério orienta que todas as famílias elegíveis mantenham o Cadastro Único atualizado, pois essa será a principal porta de entrada para o programa.

Por fim, a liberação dos vouchers será gradativa, com avisos enviados por SMS, aplicativo e canais oficiais da CAIXA.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.