BPC cancelado? Veja 5 situações pouco conhecidas que podem suspender o benefício do INSS

Nos últimos meses, milhares de brasileiros foram surpreendidos ao descobrir que o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) havia sido suspenso sem aviso prévio.

O INSS intensificou as revisões de benefícios e, em muitos casos, o cancelamento ocorreu por motivos simples, como a falta de atualização de dados ou ausência em perícias médicas.

O que poucos sabem é que existem situações específicas e pouco divulgadas que podem causar o bloqueio imediato do benefício. A seguir, veja quais são e como se proteger para continuar recebendo o valor mensal garantido por lei.

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1. Dados desatualizados no Cadastro Único (CadÚnico)

O CadÚnico é a base de dados que comprova a situação social e econômica dos beneficiários de programas sociais. Ele precisa estar sempre atualizado.

Por que causa o cancelamento: O INSS utiliza essas informações para confirmar se a pessoa ainda atende aos requisitos do BPC. Quando os dados estão desatualizados por mais de dois anos, o sistema entende que não há comprovação recente da situação de vulnerabilidade, levando à suspensão automática do pagamento.

Como evitar: Basta comparecer a um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) com documento de identificação, comprovante de residência e CPF de todos os membros da família. Após a atualização, o repasse do benefício é normalizado.

2. Superação do limite de renda familiar

O BPC é destinado a famílias cuja renda mensal por pessoa não ultrapassa um quarto do salário mínimo vigente. Em 2025, o limite é de R$ 353,00.

Por que leva à suspensão: Quando algum membro da família consegue emprego formal ou começa a receber outro benefício, o cálculo da renda pode ultrapassar o limite. Assim, o sistema do INSS identifica a mudança e inicia uma revisão. Se confirmado o aumento, o benefício é cancelado automaticamente.

Como evitar: Mantenha o CadÚnico sempre atualizado e comunique ao CRAS qualquer alteração de renda. Caso o aumento seja temporário, como no caso de trabalho intermitente, é possível solicitar a aplicação da Regra de Proteção, que garante a continuidade do benefício por até dois anos.

3. Falta à perícia médica ou avaliação social

Todos os beneficiários com deficiência precisam passar periodicamente por perícias médicas e avaliações sociaisrealizadas pelo INSS.

Por que leva ao cancelamento: A ausência injustificada a uma convocação pode causar a suspensão imediata do pagamento. Se o beneficiário não reagendar a avaliação dentro do prazo, o benefício é encerrado definitivamente.

Como evitar: Fique atento às convocações enviadas pelo Meu INSS, por SMS ou carta. Caso não possa comparecer, reagende a perícia pelo próprio aplicativo ou ligando para a Central 135.

4. Falha na prova de vida

Desde 2023, o INSS faz a prova de vida de forma automática, cruzando dados biométricos com bases públicas. No entanto, nem sempre esse processo ocorre corretamente.

Por que pode suspender o benefício: Se o sistema não conseguir confirmar a existência do beneficiário, o pagamento é bloqueado até que a situação seja regularizada.

Como evitar: Acompanhe a situação da prova de vida pelo aplicativo Meu INSS. Caso o sistema aponte pendência, realize o procedimento presencialmente em uma agência bancária onde o benefício é pago ou em uma unidade do INSS.

5. Denúncia de fraude ou irregularidade

O INSS e o Ministério Público Federal têm intensificado o combate a fraudes nos programas assistenciais.

Por que pode causar cancelamento: Quando há denúncia de irregularidade — como uso de documentos falsos, informações incorretas ou acúmulo indevido de benefícios — o INSS abre processo administrativo. Se confirmada a fraude, o benefício é cancelado, e o titular pode ter que devolver os valores recebidos indevidamente.

Como evitar: Sempre forneça informações verdadeiras ao INSS e mantenha os dados do CadÚnico atualizados. Caso suspeite que alguém utilizou seus dados para solicitar o benefício, registre uma denúncia imediata pela Ouvidoria Geral da União ou pelo site gov.br.

Como verificar se o BPC foi suspenso ou está sob revisão

O beneficiário pode consultar a situação do BPC/LOAS de forma rápida pelo site ou aplicativo Meu INSS e também pela Central 135.

Pelo aplicativo ou site Meu INSS

  1. Acesse meu.inss.gov.br ou abra o app Meu INSS.

  2. Faça login com seu CPF e senha do Gov.br.

  3. Clique em “Meus Pedidos” ou “Consultar Pedidos” para verificar o status do benefício.

  4. Caso já receba o BPC, vá até “Extrato de Pagamentos” para conferir valores, datas e possíveis bloqueios.

Pela Central 135

  1. Ligue para o número 135 (ligação gratuita).

  2. Informe seu CPF e confirme seus dados pessoais.

  3. Solicite ao atendente a verificação da situação do benefício ou eventuais pendências cadastrais.

Prazo de análise e reativação

Após uma suspensão, o INSS pode levar até 45 dias úteis para concluir a reativação, caso o beneficiário regularize a pendência. Em situações com necessidade de nova perícia, o prazo pode se estender até 90 dias.

Durante esse período, o beneficiário deve acompanhar o processo no aplicativo Meu INSS e manter contato frequente com o CRAS da sua cidade.

Cuidado com golpes envolvendo o BPC

Com o aumento das revisões, também cresceu o número de golpes aplicados por criminosos se passando por servidores do INSS.

  • Não forneça dados pessoais por telefone, e-mail ou WhatsApp.

  • O INSS nunca envia boletos nem cobra taxas para manter o benefício ativo.

  • Sempre acesse os canais oficiais: aplicativo Meu INSS, site gov.br ou Central 135.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.