Governo Federal envia notificação oficial para quem recebeu Auxílio Emergencial de forma indevida e precisa devolver o benefício; veja se seu nome está na lista e como consultar

O Governo Federal está apertando o cerco contra quem recebeu o Auxílio Emergencial sem ter direito e já começou a enviar notificações para devolução do benefício. A saber, a medida teve início em 06 de março de 2025, com mensagens sendo disparadas por SMS, e-mail e pelo aplicativo Notifica.

E a grande pergunta é: será que seu nome está nessa lista?

Pois é, o governo não está apenas notificando por notificar. Ele está cobrando quem, durante a pandemia da Covid-19, entre 2020 e 2021, recebeu os pagamentos sem atender aos critérios estabelecidos em lei.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a ação é embasada na Lei nº 14.284/2021 e no Decreto nº 10.990/2022, que determinam que valores recebidos de forma irregular precisam ser devolvidos aos cofres públicos.

Como saber se você precisa devolver o Auxílio Emergencial

Em primeiro lugar, é importante destacar que o processo é simples, mas exige atenção. Para verificar se há alguma pendência, o governo disponibilizou o sistema VEJAE, que está disponível pelo site oficial do MDS.

Basta entrar com CPF e a senha da conta Gov.br, e a plataforma mostrará, de forma clara, se existe alguma cobrança contra você.

  • Passo 1: primeiro, acesse o site do VEJAE.

  • Passo 2: Faça login com sua conta Gov.br.

  • Passo 3: Consulte se há devolução disponível para você e siga as orientações.

O sistema funciona de forma online e gratuita, evitando que as pessoas precisem se deslocar até órgãos públicos.

Quem está na mira do Governo Federal

A cobrança não é para todo mundo. Apenas as pessoas que, segundo os cruzamentos de dados, receberam o Auxílio Emergencial sem atender aos requisitos terão que devolver o dinheiro.

Entre os critérios que o governo usou para identificar os beneficiários irregulares estão:

  • Renda familiar per capita acima de dois salários mínimos na época do recebimento;

  • Dívidas iguais ou superiores a R$ 1.800;

  • Outras situações que desrespeitavam as regras do programa.

O MDS afirma que os dados passaram por uma análise criteriosa, usando relatórios técnicos e informações de diversas bases oficiais.

Formas de devolução e possibilidade de contestação

Se o sistema mostrar que você precisa devolver o valor, existem duas possibilidades:

  1. Pagar à vista – Quitando toda a dívida de uma só vez.

  2. Parcelar em até 60 vezes – O governo permite que o valor seja dividido para facilitar o pagamento.

Agora, se você acredita que a cobrança é injusta, pode apresentar defesa administrativa diretamente pelo VEJAE, anexando documentos que comprovem que você tinha direito ao benefício.

Segundo o MDS, o prazo para análise da contestação é de até 30 dias.

O que acontece se não devolver o Auxílio Emergencial

A saber, aqui está o ponto que tem preocupado muita gente: e se a pessoa simplesmente ignorar a notificação?

O governo já explicou que, caso não haja pagamento nem contestação, a dívida será inscrita na Dívida Ativa da União.

E o que isso significa na prática?

  • Bloqueio de bens – O governo pode pedir bloqueio de imóveis, veículos e até valores em contas bancárias.

  • Restrições de crédito – Seu CPF pode ficar negativado, dificultando a obtenção de financiamentos e empréstimos.

  • Leilão judicial – Em casos mais extremos, bens podem ser leiloados para cobrir o valor devido.

Ou seja, ignorar o problema não é uma boa ideia.

Por que o Governo está fazendo isso agora

Segundo o MDS, a cobrança é uma questão de justiça social. Durante a pandemia, o Auxílio Emergencial ajudou milhões de brasileiros que realmente precisavam. Mas, infelizmente, muitas pessoas receberam sem ter direito, prejudicando os cofres públicos.

Recuperar esses valores garante que o dinheiro público seja pago pelo governo de maneira correta, além de reforçar a transparência e legalidade na gestão do programa.

Orientações oficiais para quem recebeu a notificação

O Ministério disponibilizou em seu portal um guia completo para esclarecer dúvidas sobre o processo. No documento, há detalhes sobre:

  • Como acessar o sistema VEJAE;

  • Como efetuar o pagamento;

  • Como apresentar defesa, caso discorde da cobrança;

  • E quais documentos podem ser usados para comprovar a regularidade.

Tudo isso está sendo feito para dar mais segurança jurídica e evitar erros no processo de cobrança.

O passo a passo resumido para consultar sua situação

Se você quer apenas uma visão rápida de como verificar sua situação, veja abaixo o caminho:

  1. Acesse o site oficial do MDS;

  2. Clique na opção para consulta no VEJAE;

  3. Faça login com sua conta Gov.br;

  4. Verifique se há valores a serem devolvidos;

  5. Se houver, escolha pagar à vista, parcelar ou apresentar defesa.

Simples assim.

Como funciona o parcelamento na prática?

O governo deixou claro que entende a dificuldade financeira de muitas famílias. Por isso, o parcelamento em até 60 vezes foi a solução encontrada para não pesar no bolso de quem realmente precisa devolver o dinheiro.

As parcelas podem ser pagas diretamente pelo boleto bancário na plataforma, com vencimentos mensais.

E quem não tem acesso à internet?

A princípio, o MDS informou que, para quem não consegue acessar a internet, será possível buscar atendimento presencial em unidades do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) ou em postos da Caixa Econômica Federal, onde os atendentes ajudarão a consultar a situação e emitir as guias de pagamento.

Prazo para contestação e defesa

Se você acredita que recebeu o Auxílio Emergencial de forma correta, mesmo com a notificação, é fundamental apresentar a defesa administrativa.

O prazo para isso conta a partir do recebimento da notificação e todo o processo está disponível pelo sistema VEJAE.

Por fim, a análise, segundo o governo, acontecerá em até 30 dias, e o cidadão poderá ter ciência sobre o resultado diretamente na plataforma.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.