INSS libera pagamentos retroativos que podem chegar a R$ 91 mil e surpreende aposentados! Veja quem tem direito, os valores por região e como consultar tudo sem complicação

Imagine você acordar, dar uma olhadinha no extrato e descobrir que tem até R$ 91 mil esperando para cair na sua conta. Parece história de novela, mas não é ficção. É exatamente isso que está acontecendo com milhares de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O CJF (Conselho da Justiça Federal) anunciou a liberação de nada menos que R$ 2,4 bilhões em atrasados referentes a benefícios previdenciários e assistenciais. Tudo isso para processos concluídos recentemente e que aguardavam só a boa vontade — e o calendário — para o pagamento ser autorizado.

E, olha, não é pouca gente que vai ser beneficiada. São 157.627 pessoas envolvidas, em 115.998 processos espalhados pelo país.

Mas calma: antes de você correr para o aplicativo do banco, é bom entender quem tem direito, como consultar e o que são esses tais “atrasados” liberados agora.

Quem tem direito aos pagamentos retroativos do INSS?

Muita gente acha que basta ser aposentado ou pensionista para receber essa bolada, mas não é bem assim. Na verdade, esses pagamentos são para quem entrou com ação na Justiça pedindo revisão de aposentadorias, pensões, auxílios-doença ou outros benefícios previdenciários e ganhou a causa.

Ou seja, se você nunca moveu processo para revisar o valor da aposentadoria ou benefício, infelizmente não está na lista.

Esses atrasados surgem quando o INSS concede um benefício com valor menor do que o devido ou nega algum pedido que depois a Justiça reconhece como correto. A diferença entre o que a pessoa deveria ter recebido e o que de fato entrou na conta é paga como RPV (Requisição de Pequeno Valor) ou como precatório, dependendo do montante.

Qual a diferença entre RPV e precatório

Aqui está um ponto essencial: o RPV é pago quando o valor devido não passa de 60 salários mínimos, que em 2025 equivalem a até R$ 91 mil. É justamente esse tipo de pagamento que está sendo liberado agora.

Se o valor supera esse teto, aí entra na categoria de precatório, e o pagamento costuma ser mais demorado, seguindo outro calendário definido pela Justiça.

Portanto, quem está na lista atual vai receber até R$ 91 mil, dependendo do caso e do valor reconhecido pela decisão judicial.

Como consultar se você vai receber

Saber se o dinheiro vai mesmo cair na sua conta é mais fácil do que parece. O CJF orienta que a consulta seja feita diretamente no site do Tribunal Regional Federal (TRF) responsável pela sua região.

Lá, basta procurar pela área de RPVs, informar os dados solicitados — geralmente número do processo, CPF ou nome — e verificar se há valores liberados no seu nome.

O próprio CJF reforça: o dia exato em que o dinheiro ficará disponível para saque aparece no sistema do TRF responsável, já que cada tribunal tem seu próprio cronograma de depósitos.

Valores liberados por região: veja os números

Para quem gosta de detalhes — e para matar a curiosidade —, o CJF divulgou quanto cada região do país vai receber. Vamos ao raio-x dos pagamentos:

TRF da 1ª Região (sede no DF)

  • Total geral: R$ 878.146.861,89

  • Somente previdenciários: R$ 753.449.675,88

  • Processos: 36.268

  • Beneficiários: 43.233

  • Link para consulta

TRF da 2ª Região (RJ e ES)

  • Total geral: R$ 229.412.406,56

  • Somente previdenciários: R$ 169.019.388,81

  • Processos: 7.120

  • Beneficiários: 10.157

  • Consulta

TRF da 3ª Região (SP e MS)

  • Total geral: R$ 402.281.857,72

  • Somente previdenciários: R$ 330.483.036,12

  • Processos: 10.924

  • Beneficiários: 14.028

  • Link para consulta

TRF da 4ª Região (RS, PR e SC)

  • Total geral: R$ 601.140.843,08

  • Somente previdenciários: R$ 525.549.518,26

  • Processos: 28.542

  • Beneficiários: 40.816

  • Consulta

TRF da 5ª Região (PE, CE, AL, SE, RN e PB)

  • Total geral: R$ 515.188.062,01

  • Somente previdenciários: R$ 439.662.254,73

  • Processos: 21.120

  • Beneficiários: 35.034

  • Link para consulta

TRF da 6ª Região (MG)

  • Total geral: R$ 246.003.520,51

  • Somente previdenciários: R$ 223.713.392,95

  • Processos: 12.024

  • Beneficiários: 14.359

  • Consulta

Afinal de contas, por que esses valores do INSS demoram tanto para serem pagos?

Se você já se perguntou por que um pagamento que é reconhecido na Justiça demora meses — às vezes anos — para ser liberado, a resposta está na burocracia e nos prazos legais.

Primeiro, o processo precisa transitar em julgado, ou seja, não pode haver mais recursos. Depois, a Justiça envia a ordem de pagamento ao CJF, que só então libera os valores para os TRFs.

Cada TRF, por sua vez, define quando o dinheiro vai para as contas dos beneficiários, seguindo um calendário próprio. É por isso que o CJF reforça que o dia do saque aparece na consulta do tribunal, não no site do CJF.

Como se organizar para receber o dinheiro retroativo do INSS?

Se você descobriu que está na lista, já pode começar a planejar o uso do valor. Uma dica importante: confirme seus dados bancários no processo para evitar problemas.

O saque costuma ser feito na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil, dependendo do tribunal. Em alguns casos, é possível transferir o dinheiro para outra conta após o depósito inicial.

Outra recomendação é guardar todos os comprovantes e acompanhar de perto o processo pelo site do TRF para não perder prazos.

Resumo geral: o que você precisa saber

  • Quem recebe: aposentados, pensionistas e segurados do INSS que entraram na Justiça e ganharam a causa.

  • Valor máximo: até R$ 91 mil (60 salários mínimos) por processo.

  • Onde consultar: no site do TRF da sua região, na área de RPVs.

  • Quando recebe: depende do calendário do tribunal, informado na consulta.

  • Forma de pagamento: depósito em conta indicada no processo, geralmente na Caixa ou BB.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.