Devolução do Auxílio Emergencial: quase 5 mil brasileiros terão que devolver benefício; veja a lista completa e os valores em cada cidade

Se você recebeu o Auxílio Emergencial durante a pandemia e está tranquilo achando que nunca mais ouviria falar disso, respire fundo antes de continuar. O Governo Federal começou a cobrar a devolução de valores recebidos indevidamente por milhares de pessoas, e só na região de Campinas (SP) são mais de 4,6 mil beneficiários que agora estão com a pulga atrás da orelha.

Ao todo, são R$ 13,3 milhões que o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) está exigindo de volta. E não é conversa fiada: quem não regularizar pode parar na Dívida Ativa da União, ter nome no Serasa e até correr o risco de perder bens.

Por que essa cobrança está acontecendo agora?

Lá em 2020 e 2021, no auge da pandemia, o Auxílio Emergencial foi criado para socorrer famílias de baixa renda e trabalhadores informais que ficaram sem renda. Só que, no meio do caminho, teve gente que não se encaixava nos critérios, mas mesmo assim recebeu o dinheiro.

Agora, com mais calma e acesso aos dados, o governo cruzou informações e identificou quem não tinha direito. E a ordem é clara: tem que devolver.

O levantamento se baseia na Lei 14.284, de 29 de dezembro de 2021, e no Decreto 10.990/2022, que estabelecem quem precisa ou não devolver os valores.

Quem precisa devolver o Auxílio Emergencial

O governo foi bem objetivo:

  • Quem tinha renda per capita acima de dois salários mínimos;

  • Quem possuía dívidas iguais ou maiores que R$ 1.800 na época do recebimento;

  • Ou quem, por qualquer outro motivo, não atendia aos critérios do programa.

Todos esses estão na mira da cobrança. E não é só boato: o Ministério garante que tudo está dentro da legalidade, com base em relatórios técnicos e respeitando o devido processo administrativo.

Lista de cidades e valores a devolver

Se você mora na região de Campinas, talvez seja hora de conferir se o seu nome está na lista. Veja abaixo quantas pessoas e quanto o governo está cobrando em cada município:

MunicípioPessoasValor a devolver
Águas de Lindóia28R$ 83.700
Amparo25R$ 75.600
Americana405R$ 1.190.125
Artur Nogueira7R$ 20.400
Campinas1.338R$ 3.787.036
Espírito Santo do Pinhal51R$ 133.725
Holambra14R$ 45.600
Hortolândia314R$ 888.774
Indaiatuba313R$ 913.550
Itapira119R$ 370.000
Jaguariúna52R$ 146.000
Lindóia24R$ 74.100
Louveira48R$ 134.000
Mogi Guaçu243R$ 713.100
Mogi Mirim82R$ 243.500
Monte Alegre do Sul11R$ 29.600
Monte Mor67R$ 203.500
Morungaba13R$ 40.000
Paulínia142R$ 416.900
Pedreira70R$ 199.300
Pedra Bela6R$ 16.800
Pinhalzinho14R$ 38.400
Santo Antônio de Posse73R$ 210.500
Santo Antônio do Jardim7R$ 20.600
Serra Negra37R$ 113.500
Socorro55R$ 168.000
Sumaré664R$ 1.910.700
Tuiuti7R$ 20.500
Valinhos276R$ 828.200
Vinhedo163R$ 487.200
Estiva Gerbi42R$ 125.000

Como saber se você está na lista

O governo está notificando as pessoas por:

  • SMS

  • E-mail

  • Aplicativo Notifica

Mas, se você não recebeu nada e está na dúvida, pode consultar pelo sistema VEJAE, disponível no site do Governo Federal. Basta acessar com seu CPF e a senha da conta Gov.br.

Lá, dá para ver rapidinho se existe algum valor para devolver.

Como fazer a devolução do Auxílio Emergencial

Se aparecer que você deve devolver o dinheiro, há duas opções:

  1. Pagamento à vista: você paga tudo de uma vez só;

  2. Parcelamento: em até 60 vezes, para quem não consegue quitar de imediato.

E se você achar que a cobrança é errada?

Nesse caso, pode apresentar uma defesa administrativa com documentos que comprovem sua situação. O prazo para análise é de 30 dias.

E se não devolver? Quais as consequências?

Ignorar a cobrança pode sair bem caro. O governo pode:

  • Inscrever seu nome na Dívida Ativa da União;

  • Incluir você no Serasa e outros órgãos de proteção ao crédito;

  • Fazer protesto em cartório;

  • E, em casos mais extremos, até chegar a leilão de bens para recuperar o valor.

Ou seja, não é algo para deixar para depois.

Por que tanta gente recebeu indevidamente

Durante a pandemia, o objetivo era pagar o auxílio rápido, para não deixar milhões de famílias sem renda. Mas a pressa fez com que alguns erros de cadastro e fraudes passassem despercebidos.

Teve gente que colocou dados errados, outros que já tinham emprego formal, e até casos de pessoas que usaram documentos de terceiros.

Agora, com os cruzamentos de informações e bancos de dados mais completos, o governo conseguiu identificar esses pagamentos indevidos.

Como evitar problemas no futuro

Se você recebe benefícios sociais, é fundamental manter seus dados sempre atualizados no Cadastro Único e no Gov.br. Assim, evita cair em malha fina em programas como Bolsa Família, BPC e outros.

Além disso, o governo promete investir em sistemas mais modernos para evitar pagamentos indevidos e garantir que a ajuda chegue a quem realmente precisa.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.